Vivemos em meio a uma revolução invisível, esta que muitos não estão perceptos ao enxergá-la, contudo, todos sofrem influência direta da mesma. Desta vez não se trata apenas de uma revolução econômica e social como a industrial do século XVIII; trata-se de uma revolução econômica-social-cultural-política e todas as suas diretrizes, esta sim como sonhado por Simon Bolivar romperá os pactos sociais criados pela aristocracia, esta é uma verdadeira Nobre Revolução, em suma, por não ter um Homem como Líder defendendo a sua ideologia e seus interesses singulares, mas todo o sistema, todo o globo encarna tal função em si mesmo com toda a sua pluralidade de povos, culturas, interesses, crenças e ideologias, todavia, é do interesse de muitos a padronização nos indivíduos, pura e simplesmente para ficarem numa posição cômoda: mais fácil de agradar e atender as necessidades e anseios de indivíduos iguais de que de indivíduos distintos, deve-se respeitar a singularidade e peculiaridade de cada um, porém, neste caso, não acredito que acontecerá uma padronização de costumes, mesmo com a Globalização nos tornando todos vizinhos, haverá resistência como tem havido, não acredito em uma globalização de culturas, ao menos, não antes destes dois séculos que hão de vir.
.
A globalização todos argumentam que é a nossa revolução atual, revolução da comunicação, informação e afins, eu afirmo: Não! Esta foi, é e será a nossa máquina de vapor de uma revolução bem mais abrangente, dinâmica, cataclismática, rápida e voraz que aquela de outrora.
.
Temos inúmeros bons exemplo desta realidade; A União Européia, os BRICS, mas citarei um particular, entre os países subdesenvolvidos em desenvolvimento, poderia citar Angola, Brasil ou África do Sul, mas citarei Índia, em particular; Bombay outrora Bombaim, tal cidade e região metropolitana com seu nome mudado, assume perante o mundo seu caráter globalizado.
.
Onde haviam favelas há menos de duas décadas hoje existem arranha-céus.Onde haviam barracos em meio a esgotos a céu aberto hoje existem instituições financeiras de primeiro mundo, sejam de outras nacionalidades, sejam nacionais.
.
O Indiano típico nascido e criado em Bobaim, crescido em meio à miséria, hoje diz e se acha no 'centro do mundo'. Mas, a tantos destes é negado o direito de inserção em tal contexto econômico-social, deveras, a globalização trouxe progresso e seus benefícios, mas tal progresso com seus benefícios chega a estes em menor grau, como em uma ponta de rede, sobretudo por a desdém dos mais poderosos para com os mais necessitados, não falo de dinheiro em si, mas sim de oportunidade, qualificação e educação em todo um real progresso em matéria de IDH.De fato, como em uma bola de bilhar; qualquer ponto em sua superfície é o cetro da mesma, eis a globalização.
.
Alguns artistas colaboram para com a nova era; o fim deste apartheid social,Bono Vox, o líder da banda Irlandesa U2 há anos vem levantando a bandeira da luta em pró do fim da pobreza, em pró das oportunidades, da alimentação e saúde de todos, e assim, em pró do bem-estar social mundial; da vida e da felicidade.Aqui um videoclipe do U2 que sintetiza e define o supracitado:





A igreja colaborando para com o progresso da sociedade e seus indivíduos.Muitas pessoas, talvez por desconhecimento criticam ferrenhamente o interesse, e certa intervenção social feita pela igreja na política, mas não sabem o quão foi e é imprescindível ao progresso e justiça social, e harmonia entre indivíduos tal intervenção. Não critico aqui as Testemunhas de Jeová por se limitam a viverem à margem da política, de fato, da forma que muitos encaram e usam a política, chega a ser um gesto digno tal repudio à mesma, contudo, ressalto aqui a importância de tal interesse e certa intervenção feita, neste caso, pelos Papas da Igreja Católica com suas cartas Encíclicas

.

Das Coisas Novas

.

Em outrora, na revolução industrial, em tempos de extrema exploração do operário, o Papa Leão XIII escreveu a seus Bispos a "Rerum Novarum", em Latim; 'Das coisas Novas': sobre a condição dos operários, a carta criticara a situação de extrema pobreza e miséria que o povo da época vivera por conta de um liberalismo irresponsável, na qual aumentava a concentração da riqueza nas mãos de poucos em detrimento dos muitos pobres e miseráveis explorados em manufaturas, também criticava o Socialismo, este que não passava e ainda não passa de um meio de ascensão social dos pulhas mais oportunistas, enriquecimento a custa dos pobres e miseráveis, na verdade, o Socialismo tem sua origem na carência e mais, eu diria; tem sua origem na miséria, e de fato, para os Socialistas quanto pior melhor, afinal, assim, prometendo tudo por o povo carecer do tudo chega ao poder, e acabam por ludibriar o povo com migalhas sociais, assim, se mantém no poder.

.

Foi muito importante esta encíclica, ajudou a mudar o quadro horrendo o qual tínhamos à época, de certo, de forma paulatina. O apoio do Papa a sindicatos e a um salário decente era visto pelos empregadores como radicalmente liberal, mas de fato não era apenas tratava-se de Justiça Social, seria radicalmente liberais se estes operários fossem animais, 'nem assim os sendo'!.

.

O Amor na Verdade

.

Recentemente, o Papa Bento XVI tornou pública a sua terceira Encíclica, de cunho social e econômico, intitulada “Cáritas in Veritáte” - amor na verdade” dirige-se não só aos fiéis católicos, mas “a todos os homens de boa vontade”, se somos (homens de boa vontade) é de nossa responsabilidade ponderar o pensamento e as preocupações do Papa, sobretudo nesta hora de crise econômica internacional, que, na sua profundidade, dimensão e complexidade, pode nos trazer conseqüências não só para a humanidade, assim como para com a convivência entre os povos.

.

Bento XVI nos traz sua concepção cristã e humanística da atual conjuntura neste particular contexto de crise global e aponta possíveis caminhos a serem tomados para a construção de um mundo mais digno do homem.

.

O Papa ressalta sua consciência de que a Igreja não possui soluções técnicas para oferecer, mas tem uma missão de verdade a cumprir, colaborando na conscientização de valores que constituam uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade e da sua vocação..Segundo o Papa, as instituições sozinhas não bastam; são necessários valores, e valores que se centrem na pessoa humana compreendida como portadora de uma dignidade inalienável, destinada e aberta a uma plenitude eterna. Concorde-se ou não com tal visão, não há como negar que ela pode inspirar, sim, uma postura bastante fecunda e comprometida ao desenvolvimento como agente de humanização, de bem para todos e não somente para alguns poucos.

.

É convicção do Papa Bento XVI, que sem Deus, o desenvolvimento é negado no seu sentido mais radical, pois que é desumanizado! É bom que se pense nisso, pois não poucas vezes no nosso mundo hodierno temos visto o quanto um humanismo fechado para valores transcendentes possui pernas curtas e termina por justificar a exploração do homem pelo homem.

.

A diretriz apontada pelo Papa é permeada por uma ética centrada na pessoa e não simplesmente fundado numa técnica que desconsidera o homem e se compreende a si mesmo como um fim autônomo, sistemas que se gerem, robótica e afins. Esta situação seria de falso desenvolvimento e terminaria por destruir o homem. Para o Papa, o desenvolvimento tem necessidade da verdade – e a verdade é apenas uma realidade humana, ética! Sem ela, o agir social cai na rede dos meros interesses privados e das lógicas de poder, com efeitos deletérios para a sociedade e o futuro da humanidade. Basta recordar a gênese da atual crise econômica mundial para percebermos o quanto é verdadeiro o raciocínio do Pontífice!.O encíclica articula de modo inteligente e instigante a idéia de desenvolvimento integral com a ampla e onipresente realidade atual da globalização. Para o Pontífice tal desenvolvimento e globalização são positivos, mas com a condição de que o processo de globalização seja envolto de uma ética centrada na pessoa. Consta uma frase interessante no texto do Bento XVI: “A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. A razão, por si só, é capaz de ver a igualdade entre os homens e estabelecer uma convivência cívica entre eles, mas não consegue fundar a fraternidade”.

.

Claramente louvando o progresso, reconhecendo a importância da mentalidade empreendedora e competitiva, elogiando a democracia e as liberdades individuais, o Papa lembra que as causas do subdesenvolvimento não são primariamente de ordem material, mas, sobretudo de vontade, de pensamento e, de falta de fraternidade entre os homens e os povos. Deste modo, o Pontífice traz a toma o tema da humanização da economia, dos mercados, dos fluxos de capitais, da atividade empresarial e dos micro e macros projetos econômicos dos Estados nacionais. O Papa chama atenção para o fato de que o único objetivo do proveito, do lucro, sem ter em mente o bem comum como fim último, ameaça destruir riquezas e criar pobrezas. Exemplos disso seria uma atividade financeira simplesmente especulativa, os fluxos migratórios de capitais, muitas vezes mal gerenciados, a exploração predatória e desregulada dos recursos naturais, (Vale do Rio Doce serve bem de exemplo, Petrobrás se abrir mais o seu capital igualmente será capaz de servi-lo).

.

Para Bento XVI, é eminente uma nova cultura, uma sociedade construída sobre novas bases, sustentada por uma nova síntese humanística! O homem, não a técnica, tem que ser colocado em primeiro plano; o homem, não o lucro, tem que ter a prioridade; o homem, não o mercado, tem que ser a finalidade!.O Papa inclusive pede que as decisões econômicas atuais continuem a perseguir como prioridade o acesso de todos ao trabalho, superando uma visão econômica de breve ou brevíssimo prazo que termina por baixar o nível de direito dos trabalhadores e a saúde ecológica do planeta.

.

Diante disto, mostra o quão intrínseco é no pensamento do Papa a necessidade de uma globalização compreendida não somente como processo sócio-econômico, mas como uma realidade mais ampla, que tenha uma orientação cultural personalista e comunitária, aberta à transcendência e provida de valores éticos e instrumentos adequados para corrigir divergências. O Pontífice mostra ter consciência de que nada disso será possível sem uma mudança de estilo de vida e sem a assunção de valores éticos e morais que superem a visão Egocêntrica e Hedonista que permeia a nossa sociedade ocidental, esta mesma sociedade que a cada dia que passa fica mais nos moldes da do Império Romanos nos tempos de Tibério e Calígula. Devemos construir uma sociedade nos moldes da de Octávio Augusto; o primeiro Conservador da História, o mesmo que instaurou como Lei a obrigatoriedade do casamento para com uma única mulher; fidelidade e família são berços da sociedade, sem isso, meus amigos, teremos o ápice da corrupção, da libertinagem, da criminalidade e injustiça, da escravidão do homem pelo homem, isto tudo que degradará a nossa sociedade e, nos trará de volta a idade das trevas com a extinção de nossa sociedade tão promissora e 'moderna', desta vez não por invasões bárbaras, seriamos os nossos próprios bárbaros a nos destruir, por destruir a nossa essência, a nós mesmos e nossos semelhantes, por renegarmos a nossa vocação defendida pela igreja, a mesma que no íntimo todo homem a sente e a tem: Homem nasceu pra mulher e mulher nasceu pra homem, e ambos constroem uma família, assim dita os nossos instintos, necessidades e aptidões naturais e, não pactos e normas sociais como ferrenhamente criticados pelos liberais libertinos que querem viver de orgias, libertinagem e lucrando com tudo isso. Está provado isto no infortúnio dos solitários libertinos e hedonistas, 'salvas as exceções que tantos destes afirmam os ser'... Vida; família; mundo; homem e sociedade são mais importantes que qualquer outra coisa, Sobretudo de que uma pseudo-felicidade baseada por libertinagem, promiscuidade e inconseqüência. Renegamos a nossa natureza e humanidade quando desprezamos a ética, e, sobretudo, quando embarcamos de forma efetiva nesta cultura hedonista que tantos insistem em nos empurrar goela abaixo.

.

À medida que a humanidade torna-se cada vez mais egocêntrica, hedonista, sexista, egoísta e libertina, com conceitos falsos de felicidade que igualmente regem toda uma falsa felicidade, com uma cobrança ascendente social de inspiração apoteótica no que refere-se a poder/status/dinheiro e agora até uma 'beleza plástica' é sumariamente exigida pela sociedade, assim, é natural o homem (aqui me refiro a homem e mulher) perder a sua humanidade, destruir a natureza em si próprio e no meio ambiente, tal como, explorar o seu semelhante em função de si próprio: Seu ego; seu status; seu poder, isto tudo somado à onda de ceticismo quanto a céu e inferno, até mesmo quanto a Deus e o Diabo, o homem perde a sua ética e comete abusos e absurdos de toda ordem e natureza, ...nos traz um verdadeiro apocalipse social.

.

Um dever de todo homem na atualidade para um futuro da humanidade,.Cabe a todo e cada homem ponderar cada um destes pontos destas questões aqui tratadas por mim, em Roma Pelo Papa, na cultura musical por Bono Vox e na política vigente por alguns raros políticos. Estas questões que claramente se mostram do interesse de todos, ao passo que todos se inteiram em tal contexto, querendo ou não, de boa ou má-vontade todos nós estamos incluídos nisto tudo.

.

Quando falo em tom 'apocalíptico' não quero bancar o pessimista, tampouco ter a insanidade de argumentar que está tudo perdido, eu só quero alertar para as conseqüências caso seguirmos pelo mau caminho. Oras! Como disse o Bono Vox no Vídeo acima: "Temos a tecnologia, o know-how, temos o conhecimento..." e mais que isso, toda a experiência histórica do que deu certo assim como do que deu errado em nossa trajetória histórica neste planeta, agora, cabem a nós, como indivíduos racionais e seres humanos que somos tomarmos uma postura ironicamente racional e humana, pois, perdemos a nossa humanidade quando embarcamos nesta carruagem hedonista e egocêntrica achando que assim seriamos modernos, liberais e assim felizes, o que se prova; ser tudo ilusão. Perdemos a nossa racionalidade quando impomos tal disparate a nós mesmos, quando fingimos estarmos felizes, sem estarmos, quando nos entregamos ao que falam ser 'modernidade', quando tentamos nos enganar para à partir disto enganar-mos a todos os demais..A felicidade reside na simplicidade de coração, humanidade por natureza e na paz de espírito, e não nesta cretinice que falam ser modernidade, mas que na verdade degrada a essência humana e impõe uma felicidade artificial, mantida na falsidade e egoísmo.

.

Temos as ferramentas, exponho aqui o meu ponto de vista afim de fazer a minha parte para com um mundo melhor, não só por mim nem apenas para os meus filhos, isto nada mais é de que um instinto animal tão bem explicado pela psicanálise Freudiana: Isto é apenas o meu instinto de auto-preservação e conservação da espécie, assim de; perpetuação da raça humana..

.
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova." (Mahatma Gandhi)
.

Airon Figueirêdo

aironfigueiredo@hotmail.com

Por Emanoel Glicério |

0 comentários: