Amorim descarta disputa por terras

Uma chacina na Fazenda Garrote, zona rural de Brejo da Madre de Deus, onde está localizado o assentamento Chico Mendes (MST) vitimou cinco trabalhadores rurais que estavam trabalhando na construção de uma residência na área do assentamento.

As vitimas foram abordadas por volta das 17 horas desta segunda-feira (06) por dois elementos em uma motocicleta que até o momento não foram identificados.

Os assassinos ordenaram que todas as vítimas se ajoelhassem e em seguida começaram a executar um por um.

O primeiro a ser assassinado foi João Pereira da Silva, 39 anos, líder do assentamento. Na sequência os outros quatro membros do MST foram assassinados com disparos a queima roupa.

José Angelino Gonçalves da Silva, 43 anos, Juarez Cesário da Silva, 20 anos, Natalício Gomes da Silva, idade não informada, também morreram no local. Olimpio Cosmo da Conceição faleceu quando era socorrido para o Hospital Regional do Agreste, Eriosvaldo Francisco da Silva levou um tiro no tórax e foi socorrido para o Hospital Municipal de Santa Cruz do Capibaribe e não corre risco de morte.

O líder do MST de Pernambuco, Jaime Amorim, esteve no local e afirmou que não acredita em disputa pela terra, mas sim na possibilidade de assaltantes estarem à procura de dinheiro, já que João Pereira era responsável pelos ‘pagamentos’ dos assentados, ou ainda que possa ter sido um crime de vingança contra um dos sem-terras que estavam no local.

A Polícia Militar afirmou que não se tratar de latrocínio, já que nenhum material foi levado pelos assassinos que fugiram logo após o crime. O IC (Instituto de Criminalística) esteve no local, e um perito destacou a semelhança no modo de execução, já que todos foram assassinados com tiros na cabeça.

Com foto e informações do Blog Patrulha do Agreste

Por Emanoel Glicério |

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