Acendeu uma luz amarela nas prefeituras das principais cidades de Pernambuco.

Prefeitos eleitos e gestores que deixam os cargos em dezembro já se preocupam com as conseqüências da crise econômica internacional e dos reflexos que ela pode produzir no país. Alguns já tomaram medidas preventivas, como o prefeito do Recife, João Paulo (PT).

Em comum acordo com o sucessor, João da Costa (PT), ele encaminhou uma emenda de adequação financeira para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que tramita na Câmara dos Vereadores.

Na prática, significa que a Prefeitura propõe uma redução de 1% da previsão orçamentária do Recife para 2009.

No Cabo, reeleito vai extinguir dez secretarias

Além do Recife, o prefeito reeleito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PTB), disse que sua primeira medida será enxugar a máquina, reduzindo de 23 para 13 as secretarias municipais.

A medida, no entanto, não refletirá na redução do número de cargos comissionados.

“Temos que diminuir o custeio da máquina, mesmo com os economistas dizendo que a crise não chegará. Também sou empresário e já começo a sentir na pele os efeitos dela”, diz Lula.

Ele comenta que existe a expectativa de redução do consumo o que pode reduzir as receitas dos municípios.

“Se isso ocorrer, vai gerar menos impostos e as prefeituras que dependem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do ICMS sofrerão muito”, aposta.

Em Jaboatão, é administrar crise na crise

Em meio a uma transição conturbada, com denúncias de corrupção, o prefeito eleito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), declara que terá o desafio de administrar a crise sobre a crise.

“Durante toda a campanha, e no programa de governo, falava em decretar a política de austeridade, de economia de guerra para equilibrar as contas públicas do município. Isso sem antever a crise econômica. Agora, será preciso mais eficácia”, destaca.

Do Blog do Cesar Rocha
www.cesarrocha.com.br

Por Emanoel Glicério |

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