Depois de participar do Encontro Paraibano de Estudantes de História e a pedido deste blog, fiz esse texto, pois é sempre bom produzir conhecimento.


A imprensa surge principalmente para defender, divulgar e representar determinados segmentos políticos ou grupos de interesses, e aqui não é diferente, quando temos meios de comunicação atrelados diretamente a determinados políticos. Isso faz com que algumas figuras sejam destacadas dentro do jogo político, passando a ter maior visibilidade do que os partidos a que pertencem. Podemos destacar figuras como Padre Zuzinha, no passado, Ernando Silvestre, na última década, e hoje José Augusto Maia. Essas lideranças surgiram como contraposição aos grupos que estavam no poder, desta forma criam visibilidade política e alcançam postos de poder, no caso dos citados acima chegaram a ser prefeitos.

Sobre a corrupção, destaca-se que ela não se dá apenas de forma unilateral, onde apenas os de cima roubam. A população também, em alguns casos, está praticando a corrupção, mesmo que não perceba ou ache grave, quando oferecem suborno a polícia para se livrar de uma multa, quando quer “levar vantagens” em tudo, quando vota em corruptos, quando vota errado ou pensando em um emprego público ou quando de forma efetiva contribuem para o desvio de dinheiro púbico. A nossa cultura política não tem permitido diferenciarmos o público do privado.

A população tem mecanismos de combater esses males, participando dos espaços de poder como sindicatos, conselhos, partidos, associações e movimentos sociais. Esses mecanismos no Brasil não se fundamentam por uma ideologia apenas de esquerda, mas também de direita, se é que direita e esquerda existem. Surge um questionamento, como exemplo, do caso do Deputado Armando Monteiro, que é presidente da Confederação Nacional das Indústrias, quando está na Câmara defende os interesses de quem?

A grande maioria do povo não tem acesso aos discursos jurídicos como a Constituição, o Código Civil e as Leis Municipais, então como a população pode reivindicar os seus direitos? O poder público só tem sentido se fizer acontecer e efetivar as políticas públicas, saindo do discurso e vindo para as práticas e vindo para as pro s polsociais e vindo para a rua, ficando próximo ao povo.

Gilson José Julião
Estudante de História pela UEPB

Por Emanoel Glicério |

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