Após as contas de 2006, do ex-prefeito José Augusto, serem reprovadas pela maioria esmagadora da câmara de vereadores, a cidade começa a analisar friamente os fatos.

Quem ganhou e quem perdeu?

Apesar de a votação ter pego de surpresa boa parte da população, e até alguns políticos, não existia, como em outras épocas, um exército de seguidores de José Augusto na porta da câmara para taxar os vereadores que votaram contra o ex-prefeito de traidores. E esse talvez tenha sido o primeiro termômetro da nova fase vivida pelos Maias.

Na sexta-feira seguinte à aprovação, o ex-prefeito foi a Comunidade FM, a mesma rádio que na última campanha política ele mandou seus fieis eleitores deixarem de ouvir, e fez uma defesa do seu nome, acusou dois ex-aliados (Bira e Sérgio) de serem os verdadeiros responsáveis pelo escândalo da merenda e se mostrou traído pelos vereadores Dimas Dantas e Fernando Aragão.

A noite um grupo de eleitores se reuniu com José Augusto próximo a sua residência e prestaram solidariedades ao ex-prefeito. No Twitter, um jovem eleitor do ex-prefeito escreveu “Duas pessoas insignificantes não abalam em nada. O povo esta com Zé em 2010” possivelmente se referindo a dois dos três vereadores da base aliada que votaram a favor do TCE.

Já o vereador Ernesto Maia, também no Twitter, afirmou que não tem dado conta dos convites para almoços e confraternizações, e que a população está solidária a José Augusto. O vereador confidenciou ainda que o tratamento dispensado a Dimas Dantas, Fernando Aragão e Diogo Moraes vai depender da postura do trio nas próximas reuniões da câmara.

No início da noite deste sábado (28), o Diário da Sulanca conversou com José Augusto, que se mostrou tranqüilo e convicto de que na justiça será inocentado. O ex-prefeito destacou o apoio que vem recebendo da população e fez questão de convidar o Diário da Sulanca a visitar uma mala onde um grande número de Taboquinhas estão solidários ao seu nome e revoltados com os três vereadores da base que votaram a favor do TCE.

Por outro lado, longe da tranqüilidade demonstrada pelos dois políticos da família Maia, vários ex-aliados, eternos adversários, e pessoas comuns comemoravam, cada um a sua maneira, mesmo que de forma discreta, a derrota imposta a José Augusto no plenário da câmara.

Por Emanoel Glicério |

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