O que vemos nas administrações públicas que vem se alternando no poder é a falta de interesse por questões objetivas, pois, estão dominando as questões privadas, afetivas e pessoais. Falta na política brasileira a organização impessoal, onde quem deveria ter direitos de fato seria a maioria da população, mas, o que temos visto é a incapacidade de distinguir o público do privado. A maioria dos políticos transformou as máquinas de poder em assuntos de cunho pessoal, como se fossem propriedades suas: perseguem, promovem, premiam, bloqueiam. O recrutamento dos servidores depende da confiança pessoal ou sabe-se lá de que outro elemento afetivo, e não de competência e eficiência.

As prefeituras, e aqui não é diferente, não são organizadas racionalmente, para se obter maior agilidade e eficiência, mas com uma lógica de interesse particular, para acolher e proteger familiares, amigos e clientes. Ao invés de servir à agilidade e à eficiência, por falta de pensar grande e despreparo técnico, as administrações públicas servem à lentidão e à inoperância administrativa. Essa situação reflete de forma negativa e direta na população, pois, quando procura os serviços na área de saúde, educação, segurança, assistência social, entre outros, é mal atendida, isso quando é atendida.

O que se espera é que se modernizem as administrações. Essa modernização não possui privilegiados, pessoas mais queridas ou mais detestadas do que outras, não se prefere e não se persegue. Os gestores públicos devem ser racionalmente submetidos a regras e organizados no sentido da eficácia administrativa e produtiva (fazer com que os “recrutados” prestem bons serviços para a população). Uma modernização baseada na separação entre o afetivo/privado versus racional/público. Assim, o público seria realmente do povo que é tão aclamado nos discursos políticos.

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Por Gilson Julião

Estudante do curso de história na UEPB

Por Emanoel Glicério |

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