O Rio sorri e eufórico comemora,
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Por ser eleita cidade-sede dos Jogos Olímpicos a serem realizados em 2016, o Rio de Janeiro comemora calorosamente. Enquanto isso, a Economia Brasileira prova ser a primeira a responder a esta crise mundial, tal força na economia, deveras, foi preponderante na votação a favor de nosso país para sediar as Olimpíadas; provamos nossa capacidade administrativa. Quebramos preconceitos e certos velhos paradigmas. Um viva a todos nós brasileiros!
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Governo Federal põe em prática um princípio constitucional raramente respeitado,
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O Governo federal tomou uma atitude bastante responsável e sábia ao pôr em prática, pauta e execução o principio VII - "da redução das desigualdades regionais e sociais". Previsto e assegurados nos artigos 3º e seus incisos; 21 inciso IX; 43, § 1°, incisos I e II; 48 inciso IV e; 52 inciso VI da nossa Constituição Federal de 1988.
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É partindo de tal principio o elaborar planos nacionais e regionais de desenvolvimento nacional e regional afim de atenuar as desigualdades regionais.
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A atenção dada aos estados do Nordeste é louvável, como assegurada pela constituição e eminente aos olhos de todo o Brasil, tendo em vista o caráter subdesenvolvido o qual o Nordeste Brasileiro foi e ainda é submetido a ser, em parte por desdém do Governo Federal e descaso de muitos políticos da região, falo a nível secular, se não histórico. Prova-se uma nova visão governamental para com esta região.
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Pessoalmente, fiquei muito feliz ao ver a Copa de algum modo 'vir' pro Nordeste, e as Olimpíadas ficarem no Rio. Seria uma tremenda injustiça, se não uma grande irresponsabilidade e sadismo colocar tudo para a região Sul-Sudeste do país, assim de certo modo nos excluindo destes índices de crescimento em infra-estrutura, suas consequências e afins que evidentemente hão de vir a todos nós brasileiros, crescimento este em forma mais acentuada nos locais que sediarem tais eventos esportivos.
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Como evidente, a Copa do Mundo trará desenvolvimento em infra-estrutura, economia, emprego e geração de renda; promoverá o turismo (este um de nossos pontos fortes, com nosso belo litoral, por exemplo). E, assim, de algum modo, realizará o principio constitucional supracitado.
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Portal da transparência no Mundial,
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Nesta segunda-feira, 5 de Outubro de 2009, o grupo formado pelo Congresso Nacional e tribunais de contas estaduais e municipais se uniu para deliberar acerca da fiscalização e do projeto de disponibilizar em um portal na internet todas as ações relativas às obras nas cidades-sede do Mundial no Brasil. O portal será público, assim, qualquer cidadão poderá ter consciência sobre o destino dado aos recursos, o internauta poderá inclusive acompanhar cada ação por unidade da federação e fase de execução dos projetos. Bem como será disponibilizado um espaço ao internauta para fazer críticas, denuncias e sugestões.
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“A idéia de disponibilizar essas informações ao público vai reduzir o número de irregularidades”, afirma Hipólito Gadelha, consultor de orçamentos e fiscalização do Senado então responsável pelo portal.
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Receio apenas por três razões: 1a O endividamento do estado na intenção de realizar um grande evento e isto não corresponder às expectativas a médio e longo prazo,(A curto; as Bolsas já estão a reagir bem,e agradeço) 2a Se por ventura houver corrupção e super faturamento igual ao ocorrido no PAN, porém, este portal da transparência nos dá maior confiança e otimismo. Contudo; 3a Os responsáveis a serem punidos e o montante será retomado ao erário público afim de ser reinvestido?) Infelizmente não se viu isso no PAN, e estão fazendo a farra na Petrobrás enquanto não deixam a oposição fiscalizar e dar os dispositivos legais à Policia Federal e Ministério Público para punir os responsáveis).
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O Brasil tem muito o que comemorar, claro e evidente, contudo, igualmente tem muito com o que se preocupar, pois foi noticiada quase que simultaneamente à maravilhosa notícia a informação que o País está em 75º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, atrás da Venezuela, de Cuba, que sofre embargo e vive sob ditadura cruel, e atrás da Argentina, que vive em crise há décadas.
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Governo Federal, Marketing Positivista e Corrupção institucionalizada a nível governamental,
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Não critico a política 'positivista' defendida pelo Governo Federal em meio a tal crise, mas tudo em dose exagerada é veneno. Há de se levar por certa utopia e a transformar em ideal, porém, deve-se estar atento ao precipício do devaneio.
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O que critico ferrenhamente é o Marketing exacerbado que fazem, do qual não poupam nem ao menos a fé das pessoas, de certo modo a usam de forma oportunista como regra; em beneficio próprio, mas não de forma desregrada ao incentivar o crescimento coletivo e pessoal em cada um.
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O marketing exagerado se mostra atravessar tal como coluna vertebral a este Governo, desde seu inicio ao seu fim, desde sua cabeça a seus membros periféricos. Receio que se estenderá aos eventos citados.
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O Marketing Bilionário e a corrupção descarada a qual promovem, a meu ver, são a principal úlcera deste Governo. E, pior, dizem e são convictos: "Contra isto não há remédio; deve-se conviver". Por pensarem assim, tanto os políticos quanto os cidadãos comuns, os em estado de indiferença tomam parte por promover a corrupção e marketing, seja de forma ativa ou passiva, seja apenas assistindo com indiferença o todo. Há também o tipo apático e cético, este que apenas se faz sofrer por saber e nada fazer.
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O estado só cresce; Criam Ministérios a bel-prazer afim de empregar derrotados políticos correligionários do governo e assim aumentam a pressão e peso do estado sobre a economia com altos impostos atrasando o progresso do país e ofertando um dinheiro cada vez mais caro, sobretudo para os mais pobres.
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Por conta do peso da corrupção e gastos exagerados em marketing a carga tributária no país cresce cada vez mais e assim torna-se um fardo cada vez mais pesado a ser carregado pela classe produtiva e, haja vista a criação de novos tributos, como o da Poupança que o Governo e bancada Governista luta para aprovarem, a CSS entre outros.
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A corrupção não é e nunca deve ser admitida como principio de governabilidade algum, mas sim como uma ameaça à mesma bem como a toda Democracia em si!
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O governo deveria ter tirado alguma lição da desoneração tributária de vários produtos, adotada para amenizar os efeitos da crise econômica e percebido que o caminho para estimular a economia e promover o crescimento sustentável é o da redução da carga tributária. Todavia, com gastos crescentes, é necessário o aumento da receita, a médio e longo prazo esta vem naturalmente com investimentos e redução de impostos, a curto prazo, o aumento de impostos é a única solução, contudo, traz efeito deletério para todo o setor produtivo e economia a nível nacional, evidentemente.
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A carga tributária brasileira subiu de 26% do PIB, em 1995, para 36% em 2008, e a tendência é só aumentar. Em índices de produtividade não crescemos muito comparando ao resto do mundo. Fizemos a nossa reserva por sermos os maiores produtores de commodities além de contarmos com a alta carga tributária neste país, isso enquanto todo o Globo crescia. Louvo as regras estabelecidas na economia em momento oportuno impostas por a Equipe do Governo Lula nos primeiros anos de seu governo e mantidas firmes até os dias atuais.
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Governo Federal incentiva o caminhar à beira do precipício do devaneio,
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Diariamente, todos nós brasileiros somos acometidos por boas previsões futuristas, principalmente sobre a nossa economia, em grande parte promovidas por nosso Governo Federal atual, evidente que 'estamos bem na fita', mas me preocupo no "como, até quando e a custo de que" estaremos tão bem assim nesta conjuntura econômica.
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Para estarmos 'sossegados' a médio e longo prazo há de se ponderar certas questões pertinentes ao tema, tais como: Redução de carga tributária "a tão sonhada reforma tributária"; incentivos às empresas afim de investirem em pesquisa; Oferta de crédito às empresas; projetos na área de pesquisa, infra e super-estruturas nacionais e estaduais; Projetos em matéria energética, telecomunicações e transportes; Reforma política; e o principal; Combate à corrupção em todos estes segmentos, pois é inaceitável esta haver em qualquer hipótese, sobretudo tanto necessitando-se de investimento em parte de políticas públicas e infra-estruturas necessárias para um crescimento e suporte econômico a uma população crescente com demandas e necessidades crescentes.
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Bem, infelizmente, apesar de ver alguns bons projetos, outros nem tanto... mas nos casos da redução dos impostos; o Executivo e ala Governista mostra desprezo. No caso de reformas e combates à corrupção fazem um 'mais ou menos' e usam como marketing. O pior acontece nos casos de projetos-base; apresentam grandes obras a serem super faturadas e os recursos usados acabam por ter como destino o financiamento de campanhas e enriquecimento pessoal. A corrupção e roubalheira devem ser os males mais combatidos, inversamente, estes são estimuladas por meio do 'fisiologismo', negados por meio do "não sei de nada", e aceitado pelo cidadão típico que não liga para nada além do presente pintado e maquiado por nosso Presidente.
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Fé sem obras é fé morta. (Mt 25,31-46)
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Fazem marketing Bilionário, geram euforia na população, muita propaganda, placas e mais placas, no entanto pouco trabalho. Não serão apenas a 'esperança e fé' que salvarão o nosso povo, é necessário honestidade, sapiencia e responsabilidade nas políticas públicas e gestão do dinheiro público a ser investido. De outro modo passaremos por maus bocados. À quem duvidar possa; Os EUA tiveram a sua derrocada e passam por maus momentos, que diria de nós que insistem em nos manter como apenas 'fazenda do mundo'?!
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A crise do cartão de crédito
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A nível EUA a crise dos cartões de crédito é a última etapa do colapso da economia americana, ou pelo menos até agora.Juntos, os americanos devem às operadoras de cartões US$ 931 bilhões, segundo a Credit.com, empresa que faz avaliação de crédito nos EUA. O montante é quase seis vezes o valor de mercado da Petrobrás, a maior empresa brasileira.
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Sua origem está, segundo os analistas, na baixa taxa básica de juros praticada no país (a ‘Selic’ dos EUA), que levou as empresas do setor a expandir o crédito a níveis considerados exagerados para garantir seus lucros.
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“O que provavelmente aconteceu é que houve uma leve indução dos bancos. Eles socaram crédito, e isso induz as pessoas a tomarem dinheiro emprestado. O crédito fácil induziu de certa forma a que o consumidor chegasse a esse nível de endividamento”, explica Ricardo Araújo, economista e professor da Fundação Getulio Vargas.
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Algo muito parecido está acontecendo aqui no Brasil,
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Os Bancos e operadoras de cartões de crédito na ânsia do lucro têm investido pesado no setor. O Dinheiro em larga escala diminuem a taxa de juros, deste modo migram seus investimentos para este setor de crédito.
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Os brasileiros aceitam as ofertas de crédito fácil e por isto nunca deveram tanto no cartão de crédito. Dados do Banco Central mostram que o uso do crédito rotativo, parcelamento com juros e saque somou R$ 14,56 bilhões em julho, um recorde. As dívidas acumuladas também bateram recorde: R$ 26,49 bilhões é o saldo acumulado no dia 31 de julho, segundo dados mais recentes do BC. A previsão até o final do ano é de mais de 400 Bilhões em movimentação por meio do dinheiro de plástico.
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Apesar de atualmente os juros anuais do Cartão de Crádito ser da ordem de 237,9% ao ano e assim ser mais alto até de que o do cheque especial, a participação nessa modalidade de crédito só cresce, igualmente à inadimplência na mesma, pois segundo os dados do BC, em julho 28,3% das transações tinham atraso superior a 90 dias.
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Especialistas afirmam que o aumento do consumo e o já elevado nível de endividamento nos financiamentos mais baratos explicam a busca pelo caro empréstimo do cartão. Além do fato de muitos usarem o cartão de crédito para parcelarem e ou quitarem outros débitos.
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Analistas Financeiros internacionais e nacionais afirmam que o pior estágio da crise ainda está por vir e o solavanco dos cartões de crédito terá sua importância nisso.O momento atual de leve recuperação corresponderia aos anos de 1927 e 1928 antes da crise de 29 a qual causou uma recessão de uma década culminando com uma guerra mundial, e de certo modo, com esta retomando o crescimento, tais analistas afirmam que aquela crise era "fichinha' comparada a esta. Outros analistas são mais otimistas, afirmam que a conjuntura é totalmente diferente, ademais, a economia atual é bem mais dinâmica igual aos meios de produção.
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Todavia, tudo o que entendemos por crescimento confronta-se à saúde ecológica do planeta, isto hodiernamente é inegável. No mais, ainda há incertezas. Entre otimismo e pessimismo, cruz e espada, rosas e espinhos precaução e]com providências nunca são de mais.
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Portanto caros amigos-leitores, maior cuidado com os seus cartões de crédito. Dosem bem a euforia na economia 'superando' a crise; suposto crescimento, Copa do Mundo e Olimpíadas!
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Airon Figueirêdo
aironfigueiredo@hotmail.com

Por Emanoel Glicério |

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