Ganhei um aumento, e agora?

Talvez você ainda não saiba, mas há uma grande chance de ver seu salário aumentado em 2012. No final de Janeiro (dia 30) a consultoria Grant Thornton International Ltd divulgou a última edição de seu International Business Report, pesquisa que é feita com empresas e executivos de 40 países. Segundo a pesquisa, 92% dos empresários brasileiros entrevistados pretendem aumentar os salários de seus funcionários nos próximos doze meses, e 40% destes estimam que os aumentos serão reais (acima da inflação).

Se você é um dos felizardos que vão ver seu contracheque engordar, a dica é: não deixe o entusiasmo e a empolgação subirem à cabeça. Use o dinheiro extra de forma racional para garantir a sustentabilidade financeira sua e de sua família no longo prazo. Vamos ver, a seguir, algumas formas interessantes e racionais de usar esse dinheiro:

- Não seja um rato

Os americanos usam o termo rat race (“corrida dos ratos”) para descrever um estilo de vida onde o sujeito corre, corre e não chega a lugar algum. O termo é normalmente associado a uma vida profissional insana e hipercompetitiva. O guru financeiro Robert Kiyosaki, em seu livro clássico “Pai Rico, Pai Pobre”, popularizou ainda mais o termo ao definir como “corrida de ratos” a prática comum de muitos assalariados (e mesmo alguns empresários) de aumentar seu padrão de vida em proporção igual ou maior que o aumento de renda. Dessa forma, a pessoa ganha mais dinheiro, mas em termos de patrimônio real fica mais pobre (ou mesmo com patrimônio negativo).

A melhor forma de escapar da corrida de ratos é não entrando nela. Ganhou um aumento? Resista o quanto puder à tentação de subir seu nível de gastos. Permita-se o gostinho de acumular mais dinheiro e virar um verdadeiro investidor.

- Elimine suas dívidas

Devo lembrar o tamanho das nossas “pequeninas” taxas de juros? Se você precisa de um refresco em sua memória, lembre-se da taxa do cartão de crédito.

Mas o fato é que ter dívidas no país com as maiores taxas de juros do mundo não é, definitivamente, uma boa ideia. Se for o seu caso, não há muito que pensar sobre o destino do seu aumento. Nossas dívidas, em particular aquelas relativas ao consumo, são verdadeiros “ralos de dinheiro”. Então banque o encanador e tampe esse ralo o quanto antes!

Por Jandson Araújo
Discente do curso de Ciências Econômicas, UFPE-CAA
Participante do Grupo de Pesquisa em Finanças, GEFin, UFPE-CAA
@araujojand
araujo_economy@hotmail.com

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