O ano de 2012 marcará o processo de renovação nas Câmaras de Vereadores de todo o Brasil. Em alguns municípios a disputa geralmente é bastante acirrada e mexe com todo o eleitorado, que costumeiramente vai às ruas defender as cores dos partidos políticos que os representam.

Mas, o que esperar de uma eleição onde a maioria dos atuais representantes do povo - e pré-candidatos - compõem uma das piores legislaturas da história do município? Qual deverá ser a resposta do povo para aqueles edis que estiveram envolvidos em escândalos?

Existe um ditado que diz: “Em Campina Grande o povo já nasce com a política correndo nas veias”. O assunto sempre figura como um dos principais nas rodas de conversas e nos anos de campanhas eleitorais sempre ganha maior destaque. É aí que a população passa a enxergar quem realmente merece retornar ao parlamento ou quem jamais deverá merecer a mesma confiança depositada na eleição passada.

O próximo pleito caracteriza-se, desde já, como um processo em que o povo poderá dar a resposta, nas urnas, à péssima atuação dos vereadores que compõem a 15ª Legislatura, desde fevereiro de 2009.

 Parlamentares envolvidos em escândalos, trocas repentinas de partidos e bancadas ou que nem sequer aparecem durante as sessões são alguns dos exemplos do trabalho desempenhado por nossos representantes na Casa Félix Araújo.

Podemos citar o caso do vereador Alcides Cavalcanti, que logo no início do seu mandato era mais conhecido como “Alcides da Weider”. Ele responde a um processo porque supostamente teria usado dados de uma mulher, Viviane Bulcão Almeida, para nomeá-la assessora parlamentar, sem conhecimento da mesma, ficando com os salários. Além disso, o vereador trocou repentinamente de bancada e passou a sentar ao lado dos que defendem a administração do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, o que obviamente desagradou o diretório do Partido Republicano Progressista do qual era fazia parte antes de filiar-se ao PRTB.

Inácio Falcão até pouco tempo teve o nome apontado como possível candidato a prefeito. Tem atuação na defesa de políticas públicas voltadas para a saúde. Filiado ao PSDB, que tradicionalmente faz oposição ao atual prefeito, o parlamentar hoje também compõe o grupo governista.

Ivonete Ludgério, única mulher a ocupar a vaga de vereadora nesta legislatura, sempre demonstrou bravura e determinação. Apesar de não apresentar grandes projetos, a líder da oposição destaca-se por defender de forma “aguerrida” as ideologias de seu grupo. Era filiada ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas desde 2011 passou a integrar o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Rodolfo Rodrigues (PR) é primo do senador Cássio Cunha Lima, mas lidera a bancada governista. No início do seu mandato fazia parte da oposição e causou surpresa ao declarar apoio a base de sustentação do prefeito Veneziano.

Fernando Carvalho (PT do B) é um parlamentar com grande atuação na CMCG, mas após romper com o grupo de situação, deixar o PMDB e decidir fazer política de maneira independente, visando a sua candidatura a prefeito, tem perdido espaço na Casa.

Mas, temos que concordar que existem exceções. Sim! Vereadores que realmente se preocupam com o bem comum, que apresentam projetos que atendem, ainda que de forma tímida, aos anseios da população.

 A exemplo do peemedebista Olimpio Oliveira, citado em pesquisas recentes, como o vereador mais atuante no parlamento campinense. É um defensor das causas esquecidas e sempre procura alertar a população para as regras da boa convivência.

Outro nome que podemos destacar é o do vereador Antônio Pereira. Também filiado ao PMDB, Pereira desempenha um cargo voltado o compromisso no cumprimento das leis. Até meados de setembro de 2011 era filiado ao partido do governador Ricardo Coutinho (PSB), mas, por fazer parte da base governista acabou mudando de legenda .

Sem esquecer aquele que dá fôlego ao legislativo campinense, que levanta uma polêmica a cada vez que ocupa a tribuna da Casa Félix Araújo e fala o que muitos pensam, mas não tem coragem de falar. Trata-se do vereador João Dantas, que apesar de ter assumido o mandato no início de 2011 - ocupando a vaga deixada por Daniella Ribeiro, que elegeu-se deputada estadual - é hoje um do nomes mais influentes da Câmara Municipal de Campina Grande, fazendo oposição ao governo municipal.

Dos vereadores estreantes na Casa apenas Tovar Correia lima (PSDB) e Cassiano Pascoal (PMDB) demonstraram maior intimidade com a política e apesar de não terem desempenhado de forma brilhante os seus mandatos demonstraram força para voltar a Casa.

Além disso, existem aqueles com pouca ou nenhuma atuação à frente do parlamento campinense. Vereadores que tornaram-se meros esquecidos do eleitor devido a forma que desempenham o cargo (Estes provavelmente não terão outra chance).

Nesta perspectiva nos perguntamos onde está aquele parlamento atuante que antes era conhecido? Porque os nossos representantes não estão desempenhando o mandato de forma que venha a atender as verdadeiras necessidades dos campinenses? Onde estão os grandes projetos antes vistos comumente na CMCG?

Nós eleitores devemos nos lembrar que somos os responsáveis por eleger os nossos representantes. No próximo pleito não teremos apenas 16 vereadores, este número subirá para 23, o que torna a disputa ainda mais acirrada e que consequentemente aumentará o nosso compromisso de acompanhar o desempenho destes.

E mais, temos que ter a consciência de que o nosso voto poderá mudar os rumos do desenvolvimento do município, tanto para melhor quanto para pior e que uma decisão sensata valerá bem mais que quatro anos de arrependimento.

Por Luanna Farias

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

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