O Porto Digital, situado no centro de Recife, foi criado há dez anos com a idéia de estimular especialmente o setor de tecnologia de informação, gerando empregos na capital de Pernambuco, onde segundo números oficiais, metade da população vivia na pobreza absoluta em 2008. O parque tecnológico abriga 178 instituições e empresas, entre as quais algumas multinacionais como Accenture, Motorola e IBM.

"A Accenture decidiu se instalar no Recife ao avaliar a existência do Porto Digital, que criou uma condição, uma mentalidade, para inovação, e uma mão-de-obra que atende aos pré-requisitos da empresa", explicou Cícero Mazzaferro, diretor local da empresa internacional especializada em consultoria de gestão. Segundo Mazzaferro, a empresa já contratou 90 funcionários, todos locais, formados em instituições de ensino também locais, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"O Brasil é uma boa opção para investimentos na América Latina no campo tecnológico. Na verdade aqui há uma base grande de profissionais que podem contribuir para que as empresas que investem tenham uma maior garantia de penetração no mercado", explicou à AFP Luis Anavitarte, vice-presidente de pesquisas em mercados emergentes da consultora internacional em tecnologia Gartner.

Outras empresas instaladas no Porto Digital surgiram de projetos desenvolvidos no Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR), organização criada por professores da UFPE, com a missão fazer a triangulação entre as tecnologias de informação e comunicação (ou TIC), as empresas e a economia.

"No mundo acadêmico, acabou a ideia de que o conhecimento é coisa de um grupo de professores franciscanos, mas tem algum valor e impacto no mercado. É bom que se comece a pensar em como ganhar dinheiro com o conhecimento", disse Silvio Meira, professor titular da UFPE e fundador do Porto Digital.

Segundo previsões da empresa de consultoria internacional em tecnologia da informação e telecomunicações IDC, o mercado de TI (tecnologia da informação) no Brasil crescerá 13% em 2011 - quase o dobro da média mundial, com previsão de crescimento de 7%, somando US$ 39 bilhões em investimentos. O país é o quarto do mundo em venda de computadores, atrás de Estados Unidos, China e Japão.

Em 2010 foram comercializados no país 13,7 milhões de computadores (55% desktops e 45% notebooks), acrescenta o IDC.

Fontes: UFPE-CESAR e AFP.

Por Jandson Araújo.
@araujojand
araujo_economy@hotmail.com
Discente do Curso de Ciências Econômicas da UFPE – CAA.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

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