Em 2010, Pernambuco foi o Estado brasileiro com o maior crescimento econômico, atingindo um índice de 9%. A chegada de grandes investimentos e a realização de obras estruturadas começa a influenciar a carreira dos jovens sobre que carreira seguir. A demanda em cursos nas áreas de engenharia e tecnologia aumentou e as instituições de ensino superior precisam estar preparadas um número cada vez maior de alunos.

Com as mudanças no mercado de trabalho tornou-se necessário reavaliar as grades curriculares. É importante acompanhar sempre o modelo econômico em voga. Antes, em Pernambuco, a base era a cana-de-açúcar, mas agora temos o complexo de Suape, Porto Digital, fábrica da Fiat, além do crescimento do setor de serviços. “Também os investimentos na área de saúde, com o polo farmacoquímico em Goiana, e os novos hospitais e unidades de pronto atendimento que estão sendo construído, geram empregos e criam uma perspectiva que não existia no Estado”, diz os educadores.

Para atender melhor a demanda, os educadores afirmam que algumas faculdades, estão em processo de novos cursos de engenharia. Percebe-se que existe uma carência de mão-de-obra qualificada que atenda as exigências do novo cenário econômico. Cabe às instituições de ensino superior disponibilizar uma formação que atenda toda essa demanda. A falta de profissionais capacitados colabora para os jovens que buscaram qualificação tenham mais chances de conseguir o primeiro emprego. É possível perceber, ainda no ensino médio, que os jovens estão prestando atenção na realidade do Estado e já demonstram mais interesse por cursos na área de exatas.

Entre outros cursos que estão surgindo nos últimos anos, estão graduações voltadas especificamente para as vagas que estão aparecendo na Refinaria Abreu e Lima e no Estaleiro Atlântico Sul, ambos no Complexo Industrial e Portuário de Suape. Cursos como o da Gestão Portuária, Construção Naval, Petróleo e Gás e Logística surgiram para suprir essa necessidade de mão-de-obra e fazem parte do novo momento que Pernambuco está vivendo.

Estes novos cursos estão possibilitando suprir uma lacuna de mão-de-obra no Estado. A previsão é de que nos próximos anos inúmeras vagas de trabalho continuem surgindo no Estado, pois a chegada de novas empresas para Pernambuco ainda não parou. No entanto a carência de profissionais preparados para atuar nessas áreas tem feito que muitos profissionais de outras regiões – e até mesmo de outros países, como Coréia do Sul e Japão – migrem para Pernambuco, em busca de oportunidades.

Por Jandson Araújo.
@araujojand
araujo_economy@hotmail.com
Participante do Grupo de Estudo em Finanças GEFin, UFPE – CAA.

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