Foto: Arnaldo Viturino


Que pena...

Que pena.
A água do rio ficou grossa,
e o rio virou um lamaçal.
Hoje, o rio é fedido.
Os frutos do rio, morreram,
e os pescadores ficam em casa.
No que resta do rio,
os ratos e os mosquitos,
fazem a festa.
Do rio, aqui, nada presta.
O Capibaribe, em Santa Cruz, morreu.
Morreu, e poucos choraram.

Lá na frente, o rio muda de cor.
O rio fica azul.
Quem dera, este azul,
fosse o céu refletido em sua água cristalina.
Quem dera!

E o rio segue o seu caminho,
ora encarnado, ora azul,
ora negro, ora claro,
ora turvo, ora multicor,
Até derramar suas lágrimas no oceano.

Manoel Rodrigues de Lima
Um Santacruzense Ausente.
São Paulo - 26/11/2011

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

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