Centenário de Raimundo Aragão

Em 07 de outubro de 1955, Raimundo Aragão foi proclamado prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, pelo juiz 99ª zona eleitoral do estado de Pernambuco, doutor Naércio Cireno Gonçalves (primeiro juiz de direito de Santa Cruz), foi eleita a câmara de vereadores com sete edis. Raimundo conseguiu fazer seis:

1 – Antônio Colino Irmão;
2 – João Deodato de Barros;
3 – João Francisco Barbosa (Duda Barbosa);
4 – Manuel Barbosa da Silva (Nezinho do Pará);
5 – Manuel Galdino Sobrinho (Manuelzinho Enfermeiro);
6 – Rodolfo Francelino Aragão;

Sendo Duda Barbosa e João Deodato companheiros de Raimundo na luta incansável pela emancipação de Santa Cruz.

Os adversários elegeram um único vereador, João Moraes da Silva.

Era Santa Cruz do Capibaribe desprovida de toda e qualquer infra-estrutura, não tinha sequer um metro quadrado de calçamento, tendo Raimundo Aragão atuado em seus dois mandatos em todas as áreas de infra-estrutura.

Santa Cruz do Capibaribe é circundado pelo rio Capibaribe e seu afluente o riacho Tapera, quando chovia forte a cidade ficava isolada, então Raimundo Aragão construiu o primeiro acesso à cidade, a ponte sobre o riacho Tapera que fica ao lado do açougue, que também foi edificado por ele.

Comprou a Luiz Alves da Silva área de 162 hectares de terra pela quantia de Cr$ 227.254,00 (duzentos e vinte e sete mil, duzentos e cinqüenta e quatro cruzeiros), tendo doado lotes à população para construir suas residências independente de partido político, não tendo ficado para si ou para os seus nenhum lote.

Em seu segundo mandato, criou o grupo de trabalho de habitação popular encarregado de executar as tarefas assumidas pela municipalidade em convênio com o serviço social contra o mocambo, tendo sido construídas cinqüenta casas populares (conhecida na época como casas do estado) em terreno doado pela prefeitura e um galpão – artesanato – ao lado da escola José Francelino Aragão (onde funcionou o departamento de material e arquivo da secretaria de administração da prefeitura municipal, e hoje é um supermercado). Onde criou a escola de corte e costura, onde muitas costureiras e sulanqueiras aprenderam a costurar.

A pequena Santa Cruz dispunha apenas de um pequeno cemitério ao lado da atual igreja de São Cristóvão, tendo Raimundo Aragão construído o cemitério São Judas Tadeu, criticado na época por seus adversários por ser muito grande e distante, só que ele enxergava mais distante que estes, hoje o cemitério estar dentro da cidade e lotado.

Adquiriu Raimundo Aragão potente motor elétrico para geração de energia elétrica, para a sede e o distrito do Pará, havia energia elétrica somente a noite, as lâmpadas acendiam-se às 18:00h e apagavam-se às 22:00h. O encarregado desta tarefa era “seu” Santino. Meia hora antes da escuridão espalhar seu lençol sobre a cidade, havia um sinal que se repetia por duas vezes, espaçados por 15 minutos. Era o tempo suficiente para aqueles que estivessem fora de casa, retornassem ao lar ainda na claridade. Posteriormente Raimundo Aragão conseguiu a eletrificação de Santa Cruz do Capibaribe, vila do Pará, Poço Fundo e Magana com energia da CHESF.

Por Marconi Aragão Florêncio – Médico Angiologista, Cirurgião Vascular

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

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