Três milhões de reais foram orçados para programa autorizado pelo MEC

No segundo semestre deste ano escolas de ensino médio irão distribuir um material de combate à homofobia (kit anti-homofobia) contendo cartazes, folders, cartilhas e vídeos. Esse material será distribuído em turmas do ensino médio de 6 mil escolas públicas. O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o kit ainda não é oficial porque está em análise, e até esta fase (segundo reportagem do Fantástico) foram gastos 3 milhões de reais.

O material não chegou a ser distribuído, pois, será submetido a comissão de publicação, houve a entrega oficial desse material por parte da ONG contratada para o Ministério da Educação onde deverão haver debates internos.

A ONG contratada pelo MEC, a Pathfinder, passou para uma instituição parceira, a Ecos – Comunicação em Sexualidade, a responsabilidade pela produção dos vídeos e da cartilha. Segundo a representante da Ecos e coordenadora de conteúdo do kit, Maria Helena Peres, há dois vídeos que integram o kit que vazaram na internet: o “Medo de quê?” e o “Encontrando Bianca”.

Depois de definir quais os filmes farão parte do kit e aprovar o texto da cartilha, o MEC deve distribuí-los somente a professores. Há dois anos, esse material vem sendo apresentado em audiências públicas e ainda precisa ser homologado. Até agora, 180 educadores foram capacitados para trabalhar com o material.

A elaboração do kit é uma das ações do Programa Brasil sem Homofobia, lançado pelo governo federal em 2004. Seu conteúdo foi definido por ONGs a pedido do MEC. Segundo a coordenadora de elaboração do material, Maria Helena Peres, o kit serve como guia para professores que queiram tratar o assunto com alunos e com a comunidade acadêmica.

“O preconceito parte de todo lugar, inclusive de funcionários, então a idéia é levar a discussão para a sala de aula e para reuniões de pais e mestres”, diz a coordenadora do material Maria Helena.

O que questiono é porque se gastar 3 milhões de reais em investimento num kit anti-homofóbico, onde, esse dinheiro deveria se reverter para um aumento “digno” no salário dos educadores das escolas públicas brasileiras, porque se perder tanto tempo preparando um programa para implantar nas escolas, e não planejar um aumento salarial digno a classe?

Por Janaina Marques - Contadora

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

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