Nossa cidade, composta de um povo batalhador e que ao longo dos anos vem solidificando sua capacidade empreendedora e de defesa dos seus direitos, sofreu uma lamentável baixa neste último final de semana quando, no Clube Ypiranga, estavam se apresentando os humoristas “Coxinha e Doquinha”.

Alguns organizadores de eventos em nossa cidade, em um gesto de total discordância com a legislação em vigor, tentam de todas as formas burlar a lei que garante aos estudantes o direito à meia-entrada.

Este fato ocorreu, neste evento do Clube Ypiranga (segundo informações que obtivemos de estudantes), onde os organizadores do evento tentando se valer da “esperteza” aumentaram os ingressos na bilheteria para o dobro que estava sendo cobrado antecipadamente (de R$ 10,00 para R$ 20,00) para que o valor de estudante ficasse igual ao valor integral e, juntamente com isso, misteriosamente, apareceram dezenas de “cambistas” vendendo ingressos por R$ 10,00 em frente ao Clube, ficando, desta forma, os valores de inteira e de estudantes igual.

Ora, ao que se apresenta, visto que não houve repressão aos cambistas por parte dos organizadores do evento, tudo isso foi formulado para cercear os interesses dos estudantes e burlar as legislações Municipal, Estadual e Federal, fato que será, pela UESCC oficiado ao Representante do Ministério Público em Santa Cruz do Capibaribe e será, por nós, combatido como é de praxe pela UESCC nestes 19 anos de luta em defesa dos estudantes.

Vale salientar que para os “cambistas” eles também estão cometendo crimes, capitulados na Lei dos Crimes contra a Economia Popular, que prevê penas de seis a dois anos de detenção, além de multa. Inclusive existe uma Lei no congresso que amplia esta pena para os organizadores dos eventos que não combatem, na forma da Lei, os “cambistas”.

O direito da meia-entrada, conferido a nós estudantes, é um direito nosso, conquistado por meio de tantas lutas e desafios, não podendo ser reprimido por pessoas que agem contra a Lei e que não respeitam os cidadãos de nossa querida cidade, lembrando aos estudantes que ao se depararem com situações como essas, dentre outros fatos lesivos à meia-entrada, devem prestar queixa na polícia, bem como, nos procurar para que possamos, em união, resolvermos o problema.

Euzébio Pereira da Silva Neto
Presidente da UESCC

Por Emanoel Glicério |

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Ora certamente o caro presidente da uescc,não deve ter ido ao evento ,pois com certeza verificaria o uso indevido deste direito por parte da maioria dos estudantes, que tentam burlar a consciencia alheia emprestando sua carteira,a outros que nada tem haver com a classe, isto no meu ver tambem é um desrespeito a classe e a quem paga inteira, falsidade ideologica é crime tambem.A união dos estudantes neste caso poderia responder por causar prejuizos a terceiros, uma vez que é responsavel pela fiscalização e o uso das carteiras ou quem sabe fazer algo mais produtivo por exemplo, trabalhos comunitários isso sim é que realmente é cultura. A meia-entrada não é ganância de produtores. Talvez seja, em boa medida, uma burrice dos estudantes, que pensam que ganham algo com ela. Por conta das leis de meia-entrada, todos, ou quase todos, os espetáculos têm preços dobrados nas bilheterias. Além do mais, é preciso que os estudantes tenham a mínina consciência. Essa lei obriga os artistas e produtores a darem meia-entrada sem nenhum subsídio do Estado. Onde já se viu! Quem ai foi no médico, apresentou a carteira, e ele cobrou meia-consulta? Quem já foi no supermercado, apresentou a carteira e pagou meia-conta? Quem já foi ao advogado, ao padeiro, ao dentista, ao hospital, ao sei lá o quê mais, e pagou meia pelo serviço prestado por eles? Portanto, porque a classe de artistas e produtores, que é bastante sufocada no País, tem que dar parte da força de seu trabalho para financiar a cultura do País. Isso não é função do Estado? Quem tiver a mínima consciência, escute o que digo. Passei aqui sem querer. Não voltarei mais. acerdito, com boa vontade, que 95% dos artistas vivem à mingua, com níveis de vida bem abaixo dos de muitos dos estudantes que pagam meia em seus espetáculos. Isso está errado. O mercado tem que se autoregular, para o bem de todos, inclusive dos estudantes, que entenderão, um dia, que a equanimidade e justiça também são questões culturais. Precisamos mudar a nossa cultura do "só venha a nós ao vosso reino".
    Só para completar. Não sou artista, nem produtor. Sou profissional liberal e odiaria que os governos fizessem caridade com o meu dinheiro.

  1. Anônimo disse...:

    A carteira de estudante em Santa Cruz só serve para encher os cofres da uessc quando na época da sua expedição que é cobrada uma taxa