"Qual é o melhor governo? Aquele que nos ensina a nos governarmos a nós mesmos" Goethe, escritor e filósofo alemão (1749-1832).



Em meio ao interminável bombardeio de notícias da farra com os cartões de crédito corporativos do Governo Federal, um detalhe deve merecer uma atenção maior e melhor por parte da grande mídia.

O detalhe: um dos grandes problemas nessa história toda não é apenas quem tem feito a farra com os cartões, mas quem verdadeiramente paga essas contas, ou seja, o contribuinte... Ou seja: eu, tu, nós, vós...

A farra dos cartões corporativos é uma das provas mais explícitas de como o governo gasta mal uma significativa parcela dos tributos arrecadados. E enquanto tem ministro que usa o cartão corporativo do Governo Federal para pagar até tapioca, o micro e o pequeno empreendedor no Brasil sobrevive tirando leite de pedra e sangue de tapioca.

É por isso que representantes do governo nunca querem viabilizar uma diminuição razoável da carga tributária, mas é claro que não querem, se até a tapioca que um ministro come, nós empreendedores é quem temos que pagar a conta. É isso aí, uma simples tapioca, nada retratou tão bem a maneira como a máquina governamental trata uma considerável parcela do dinheiro arrecadado com os impostos.

É preciso não perder o foco, pois o problema não é o cartão corporativo. O buraco é mais embaixo, o problema é o descaso com o dinheiro público por parte de vários servidores públicos, inclusive ministros. O problema é a falta de zelo com o dinheiro público, é a falta de austeridade. O problema é o excesso de impunidade nesses casos.

O contribuinte brasileiro, especialmente a pessoa jurídica, quando comente qualquer tipo de irregularidade fiscal, paga pesadas multas e sofre várias restrições e penalidades. Já o governo gasta mal o dinheiro que arrecada com um sistema tributário que sabota o bom desenvolvimento das empresas e fica tudo por isso mesmo.

Agindo assim, o governo parece querer legitimar o direito à sonegação.

Por Bruno Bezerra
www.brunobezerra.blogspot.com

Por Emanoel Glicério |

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    O povo sabe que toda corrupção começa na eleição. E todo município tem sempre canalhas comprondo voto e outros que se dizem dono do saber, mas que não têm coragem de enfrentar as elites corruptas locais para se beneficiarem com e do silêncio...
    Quem sabe se não querem um CORPORATIVO?

  1. Anônimo disse...:

    Muito bom artigo. Parabéns!!!