Nota da Secretaria de Saúde de Santa Cruz do Capibaribe com esclarecimentos sobre o óbito do menor Derquian Thiago Leite de Oliveira

No dia 14 de setembro do corrente, o referido menor, segundo a equipe médica que o recebeu no Hospital Materno Infantil, deu entrada na unidade de saúde com quadro de febre muito alta e vômitos, estando em período pós-operatório de amidalectomia (cirurgia quase ambulatorial).

Devido aos sintomas acima apresentados, não se esperava que o quadro de saúde fosse tão grave, o que levou a equipe a ministrar medicamentação para vômito e febre. No entanto, a febre não cedeu, e diante disso foi feito envoltório, mas a criança começou a convulsionar, devido à febre muito alta.

Diante disso, foi solicitada a ambulância e senha com regulação para transferência do menor. Na unidade também havia duas gestantes precisando ser transferidas, mas na chegada da ambulância do SAMU, a equipe médica decidiu que Derquian seria transferido primeiro, devido à gravidade do seu quadro. Porém, o quadro da criança agravou-se e ao ser colocado na ambulância. O mesmo sofreu parada cardio-respiratória, sendo reanimado, tendo mais duas paradas até chegar a Caruaru, no Hospital Regional do Agreste. Nesta Unidade de Saúde, ele ainda sofreu mais três paradas. Ratificamos que em nenhum momento Derquian ficou desassistido pelo médico assistente, sem lençol, fraldas e teve toda assistência médica.

Realmente o falecimento da criança foi uma fatalidade, pois pela sintomatologia apresentada no ato da internação no Hospital Materno Infantil não teria a menor possibilidade de haver um agravamento do caso tão rapidamente, até porque crianças com sintomas de febre e vômito são atendidos mais de 100 casos todos os dias.

Após o óbito, o corpo foi encaminhado ao SVO – Serviço de Verificação de Óbito, órgão competente para apontar a causa morte da criança. No laudo foi detectado morte por infecção generalizada.

Como foi mencionado anteriormente, a criança havia passado por um procedimento cirúrgico recentemente, o que leva a crer que no ato da cirurgia ou após, ainda dentro da unidade hospitalar onde foi realizado o procedimento, essa criança foi acometida por uma infecção hospitalar proveniente de bactéria bastante potente. Desta forma, quando os pais procuraram o serviço de saúde, a infecção já estava em um estágio bem avançado de septsemia, onde a sobrevida era mínima diante do tamanho da gravidade.

Porém, para que possamos ter maiores informações e esclarecimentos sobre o caso, a equipe de Vigilância Epidemiológica hoje fará visita à família para fazer investigação sobre o óbito. Foi falado com a mãe por telefone onde a mesma disse que só poderia atender a equipe de epidemiologia da Secretaria de Saúde às 17h00min horas, pois estava bastante ocupada com seus afazeres.

Ressaltamos ainda, que não houve atraso no atendimento, tão pouco negligência médica. Lamentamos pela família, porém, lamentamos também a atitude de alguns políticos, que querem se aproveitar do caso, tentando colocar palavras na boca da família para denegrir o nome do Hospital Materno Infantil e das pessoas que lá trabalham.

Gostaria ainda de esclarecer que estamos à disposição da família para prestar maiores esclarecimentos, juntamente com o Dr. Thiago que atendeu e acompanhou a criança até Caruaru.

Maria Izalta Lopes Gama
Secretária Municipal de Saúde

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

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