TRÂNSITO: UMA ARENA DE INSANIDADES.

Não é de hoje que se costuma escutar que no Brasil, trânsito é uma questão de saúde pública. Desde que os primeiros carros passaram a entrar na realidade da classe média brasileira, os acidentes não param de crescer e o mesmo tem se dado com as motocicletas, cujos dados têm feito acender o alerta vermelho nos gabinetes políticos e médicos do país.

Não é preciso ser um contumaz leitor de jornal ou telespectador para saber que a questão parece ter saído do controle do governo há anos, pois não há dia em que o noticiário não relate a ocorrência de mais um acidente ”envolvendo carro ou moto”.

Os fatores para esta íngreme curva ascendente das estatísticas são diversos e vai desde a má formação dos motoristas e motociclistas, passando pele imprudência, excesso de confiança, abuso de álcool e outras substâncias psicoativas.

Talvez o elemento mais poderoso para reduzir esta verdadeira tragédia social seja a educação. Não a educação que apenas ensina como atravessar a rua ou trocar de marchas. Falo daquela desenvolvida em bases sólidas, desde a infância, que tem o poder de formar mais e bons médicos, engenheiros e advogados, mas também ótimos cidadãos, repletos de bom senso.

Sem estes elementos, o trânsito continuará a ser dia após dia, uma gigantesca arena onde os gladiadores modernos, em vez de combaterem com longas lanças e escudos, lutam por supremacia de direitos supostamente adquiridos. Deixar o menor número de veículos entrarem à sua frente parece ser a maior vitoria ao final do dia. Estúpida massagem em egos tão grandes como o tamanho dos SUV’s que em geral os carregam.

Infelizmente, para nossos governantes, a política educacional brasileira foi empurrada para a sarjeta e deixada lá por décadas.  A escola pública de hoje, com raríssimas exceções, é uma enorme sucata na qual o pacto de mediocridade impera. Por outro lado, alguns ‘ bem nascidos’ julgam-se acima do bem e do mal, para quem a ‘plebe’ deve servi-los e abrir espaço para sua arrogância.

Com a perpetuação de desigualdades, configura-se um caldo propício para o crescimento das rivalidades, para tristeza de quem simplesmente gosta de pilotar sua motoca e sentir o vento bater no rosto.

Por Arnaldo Vitorino

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

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