O nó da palavra
Expressão equivocada de político produz sentido enigmático.

De um político da oposição sobre o governo Toinho do Pará:

“Se me perguntassem qual é a maior carência de Santa Cruz hoje, eu diria que é a falta de governo.”

Aqui ocorre um obscuro enigma semântico, como devem ser todos os enigmas não-poéticos.

O político parece ter dado um nó nas coisas.

A ausência de alguma coisa pode configurar uma carência?

Segundo o político, Santa Cruz carece de governo ou da falta de governo?

Se carece da falta, não há falta.

Talvez ele quisesse se referir ao que considera o “maior problema” desta cidade.

Mas aí teria de mudar o discurso.

Por Marilice Lopes

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

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