Estamos iniciando mais um ano. Então nos indagamos também ao fazer aquela “perguntinha chata”: você cumpriu as promessas que fez para 2011? Pelo menos algumas delas?

Eu já imagino mais ou menos como será o início do ano (pelo menos o meu). Profissionais de finanças pessoais costumam ser bastante requisitados, principalmente pela mídia, nessa época de fim de ano. As perguntas são as mesmas: como se preparar para os gastos de início de ano (especialmente aquele monte de impostos e materiais escolares, para quem tem filhos) e como não “enfiar o pé na jaca” com os presentes de Natal e as festas de ano novo. As respostas dos especialistas a essas perguntas também serão as mesmas do ano passado e do ano retrasado: o 13º salário deve ser utilizado prioritariamente para quitar dívidas, deve-se “pegar leve” nas compras de Natal para não começar o ano ainda mais endividado e também se deve adotar uma vida financeira mais disciplinada e equilibrada para não chegar ao final do ano de 2012 tão “enrolado” quanto chegou ao final do ano de 2011.

Algumas pessoas ficam meio tristes e melancólicas quando chega essa época de início de ano. Para alguns, a tristeza vem da frustração por não terem conquistado os objetivos e metas que esperavam. Para outros, a tristeza vem da ausência de entes queridos. Para mim, o final de ano costuma ser uma boa época, mas fica uma certa frustração, onde mais um ano chega ao fim e, mais uma vez, vejo pessoas passando por sérios desequilíbrios financeiros, os mesmos do ano passado, aqueles que elas prometeram que iriam resolver.

Para este ano tenho uma proposta: esqueça todos os planos mirabolantes, especialmente aqueles envolvendo dinheiro. Esqueça aquele projeto de mudar de emprego ou expandir seu negócio. Continue trabalhando por isso, mas não planeje – se acontecer aconteceu, simples assim. Não faça planos sobre coisas sobre as quais você não tem controle.

Tampouco crie metas ambiciosas ou extremamente agressivas que você não vai cumprir. Faça um único plano desta vez: ter uma vida financeira equilibrada e chegar ao final de 2012 em situação melhor do que em 2011. Esqueça questões pontuais, apenas concentre-se em adotar um novo estilo de vida. Mas espera aí! 2012 não é o ano do fim do mundo? Bom, neste caso, é melhor esquecer esse plano também… vamos fazer um monte de dívidas e torrar tudo o que conseguirmos!

Uhmmmm… pensando bem, talvez essa história de fim de mundo seja apenas mais um planejamento furado… acho que corremos o sério risco de nos vermos aqui de novo no início do ano que vem. Mas ao menos veja pelo lado bom, não precisamos nos sentir culpados por nossos planos que nunca são cumpridos, afinal até os maias sofriam com isso.

E, para não perder meu vício de otimismo incorrigível, que 2012 seja o ano da grande virada financeira para todos!

Por Jandson Araújo
Discente de Ciências Econômicas e participante do Grupo de Pesquisa em Finanças GEFin, UFPE – CAA.
@araujojand
araujo_economy@hotmail.com

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