Juntos ou separados em 2014?

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) falou na manhã desta segunda-feira (29) sobre as eleições 2012 e as supostas especulações sobre o fim da Frente Popular.

De acordo com Armando a Frente encabeçada pelo governador Eduardo Campos foi composta para gerencia um projeto administrativo para o estado, mas cada partido tem identidade própria.

Confira a entrevista com o senador.

Armando Monteiro – “Sempre passa. Não há como não passar. O mapa político de Pernambuco será definido pelas eleições municipais e, portanto, o quadro em 2014 será influenciado em grande medida pelo que ocorra em 2012”.

A aliança liderada por Eduardo em Pernambuco resiste a 2014?

Armando Monteiro – “Nós temos todos que colocar o seguinte: esta aliança foi feita para quê? Foi feita para que nós pudéssemos conduzir um projeto político administrativo que vem dando resultados a Pernambuco. Então é uma aliança que foi feita com estes objetivos. Eu acho perfeitamente possível harmonizar os interesses da aliança de modo a que ela possa ser mais longeva, que ela possa ultrapassar 2014. No entanto, se evidentemente não for possível em 2014 produzir esta harmonização dos interesses partidários, o importante é que todos tenham o compromisso com a defesa deste governo, com o qual todos nós temos compromissos, e aí é natural que alguns possam afirmar a sua própria identidade, que alguns possam buscar o seu caminho. Mas, eu volto a dizer, no que depender do PTB, nós faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para harmonizar os interesses dessa aliança”.

A Frente Popular é um projeto para quanto tempo?

Armando Monteiro – “Eu não gosto de prazos, porque o fato político é dinâmico e é difícil você dizer que tem uma aliança para duas décadas. O que eu acho é que nós temos, hoje, todas as razões para continuar apostando em um projeto que tem sido benigno para Pernambuco. Este governo tem feito transformações. Pernambuco avança e ganha cada vez mais conceito no cenário nacional. Pernambuco é destino hoje dos mais expressivos investimentos públicos e privados. Eu estive em um fórum, em São Paulo, e pude perceber que o grande empresariado nacional vê Pernambuco hoje como um Estado que tem dinamismo, que oferece oportunidades. E o que é que mais eles valorizam? E a circunstância de que nós temos uma gestão pública em Pernambuco que é referência, de um estado moderno, eficiente, que busca melhorar o desempenho do setor público. Então, eu acho que tudo isto que nós conseguimos, nós temos que ter um compromisso com a manutenção deste quadro que tem sido positivo para Pernambuco”.

O PTB e o governo Dilma

Armando Monteiro – “Há dois partidos que, não podemos deixar de reconhecer, são os pilares desta aliança que dá sustentação ao Governo Dilma; o PT, partido da presidente, e o PMDB, que tem maior presença no Congresso Nacional, as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Há partidos de porte médio e pequeno que também tem uma participação muito expressiva. O PTB tem uma bancada pequena na Câmara, são 21 deputados federais, mas têm uma bancada expressiva no Senado, 06 senadores. E estes estão – deputados e senadores -, alinhados claramente com o projeto da presidente Dilma. E eu estou inteiramente sintonizado com esta posição. Nós estamos defendendo o governo, estamos conscientes e muito confiantes de que este governo vai atender as expectativas. E nestes primeiros oito meses o balanço que fazemos é positivo”.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

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