Seis das dez classes de palavras da nossa língua são variáveis, flexíveis. Essas flexões ocorrem para atender sintaticamente à concordância entre elas. O adjetivo, o artigo, o numeral e o pronome se flexionam para concordar com o substantivo em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). A esse fenômeno se dá o nome de concordância nominal.

Metaforicamente, podemos dizer que temos outro senhor na morfologia, o verbo, que tem como súdito o advérbio. No entanto quando passamos para a sintaxe, o verbo vira vassalo obediente do seu sujeito. Aí o verbo concorda com seu sujeito. A esse fato se dá o nome de concordância verbal.

Por causa do fenômeno da concordância é que não podemos aceitar frases como estas:

“O grupo de situação (G5), neste momento ESTÃO REUNIDOS, mais uma vez, com o prefeito Toinho do Pará.” (texto de um blog da cidade, acessado em 31/ 03/11.)

O verbo deveria estar no singular porque seu sujeito é “o grupo de situação”, cujo núcleo é a palavra “grupo”. E “reunidos” também deveria concordar com “grupo” e passar para o singular.

Também é errada a frase dita por um vereador em sessão plenária na Câmara de Vereadores deste município:

“A GENTE PEDIMOS ao prefeito, e ele vai atender nossa solicitação”

Neste caso, o verbo também deveria estar no singular e concordar com o sujeito, A GENTE. Então a forma correta seria: “A gente pediu ao prefeito, e ele vai atender a nossa solicitação.”

DICAS:

Apesar ter como significado o pronome ‘nós’, a expressão ‘a gente’ é singular. Portanto, sempre que estiver exercendo a função do sujeito, o verbo que a acompanha deverá vir no singular.

A GENTE: quando se refere a pessoas (nós).

AGENTE: membro da corporação policial (entre outras definições).

Por Marilice Lopes

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

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