A dificuldade de negociação entre o Poder Executivo e os delegados quanto ao reajuste salarial levou a categoria a implementar medidas de protesto. Ontem, os profissionais realizaram uma paralisação de advertência. A tentativa de acordo se arrasta há dez meses.

“É preciso resolver as questões vinculadas à segurança pública, antes que enfrentemos o caos”, alertou o deputado Edson Vieira (PSDB), na tribuna. Para exemplificar a urgência do alerta, o tucano citou a criminalidade no Polo de Confecções do Agreste e o assassinato de mulheres em Santa Cruz do Capibaribe e em Toritama, no dia 8 de março.

Outro dado apresentado se refere aos últimos 90 dias, período em que foram registrados nos municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Brejo, Taquaritinga e Toritama mais de 20 homicídios e 60 roubos.

A “ausência” de políticas adequadas fez com que a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (Adepe) enviasse uma carta para o site www.pebodycount.com.br. No texto, os delegados afirmam que, para diminuir a propaganda espontânea do Poder Executivo, decidiram não prestar mais informações sobre a segurança pública. É mais uma forma de protesto.

Por Emanoel Glicério |

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