Quando chega a eleição

O ruim fica bozinho...

O burro fica sabido...

O pobre ganha um troquinho...

O rico diz eu sou pobre...

O pobre se acha nobre...

O malandro arrasta o povo...

E o dia do voto é “santo”

Candidato em todo canto...

Só pra enganar de novo.

Tanta promessa vazia

Em discursos sem capricho...

Depois de eleito se esquece

Vê o povo como bicho...

Nas ruas, muito buraco...

Moriçoca, merda e lixo...

Quando passa a eleição

O discurso é diferente

Tem muito mala comendo

O dinheiro dessa gente

Tem muita gente roendo

Pedaço de coisa ruim...

Tem muita gente que acha

Que só pode ser assim...

Já perto da eleição

Começa a aparecer obra...

Lobo em pele de cordeiro

Peba, porco, rato e cobra”...

Da obra come um bocado

E pra comer o que sobra...

Tem muita maracutaia...

Que a ladroeira manobra...

Tem tanto besta pulando

E gritando feito besta...

Sábado, domingo e segunda...

Terça, quarta, quinta e sexta....

É a mesma putaria...

É a mesma zombaria

É a mesma enganação...

Tem merda sendo aplaudida

Tem cueca de cagão

Tem tanta coisa que a gente

Escuta da multidão...

Que se não tapar o ouvido

Endoida, vira o cocão...

Ô eleição que adimira

Um povo trabalhador

Sofre que só a moléstia

Votando em vereador...

Sofre votando em prefeito...

Ai, lá vem pra senador...

Deputado, ô voto triste...

Ui, ui, governador...

Eita sina desgraçada...

Chega a gente sente dor...

Mas tem muita cobra solta...

“Ódio” vestido de “amor”...

Clécio Dias

Por Emanoel Glicério |

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