Novo CD de Maciel Melo reúne o melhor do forró contemporâneo
Já está na “prensa” o novo CD de Maciel Melo, Sem Ouro e Sem Mágoa. Com participações de Geraldo Azevedo, Xangai, Geraldo Maia, Jorge de Altinho, Josildo Sá, Maestro Spock, Naná Vasconcelos, Santana, o Cantador, e Silvério Pessoa, o robusto álbum com 17 músicas reforça a ótima tendência de rechear CDs e DVDs com a participação de outros artistas. O fato não apenas valoriza a obra com a soma de talentos, mas também reforça a idéia de união entre poetas e cantadores, intérpretes e autores.
Sem Ouro e Sem Mágoa traz nada menos que 17 músicas, algumas parcerias importantes, como a que dá nome ao CD, com letra de Fausto Nilo. Outros nomes brilhantes da constelação nordestina dão a sua luz: Xico Bizerra (em Pelos Cantos da Casa, predestinado a ser um sucesso), Teca Calazans (em Mamãe, Papai Me Disse), Anchieta Dali e Luiz Homero (com a lírica Da Cor do Chão), Jessier Quirino no brincante Bolero de Isabel, Maciel Correia e Carlos Vilela (na intrigante Estrelas do Passado), Geraldo Maia com uma singela homenagem à Nossa Senhora da Conceição em Fronteira da Graça, sem esquecer os parceiros Genaro e Ananias Júnior.Outros grandes momentos do CD aparecem no resgate de Janeiro, de Marco Pólo Guimarães, e nas inclusões incidentais dos poemas O Filho do Cidadão e Erros e Pecados, do próprio Maciel Melo, Uma Casa Abandonada, de Dió Mariano e Herança de Pai, de Luiz Campos.
Inconscientemente ou não, a figura paterna permeia todo este trabalho de Maciel Melo. Fotos do pai Heleno Louro e da família estão no encarte, a foto da capa é a tapera de uma casa onde um dia morou seu pai (com reflexos na saudosista Casinha Velha), além da inclusão das citadas Mamãe Papai Me Disse e do poema O Filho do Cidadão, uma homenagem que Maciel presta a Heleno Louro em quase todas as suas apresentações.
Mas enfim, um grande disco onde Maciel se supera mais uma vez, tanto em poesia e musicalidade como na produção e apresentação impecável do CD, que virá em versão de luxo com capa dura, encarte com 44 páginas fartamente ilustradas e um adendo que fará a alegria dos fãs: a explicação detalhada de como cada música foi gerada e como foram construídas as parcerias.
Para completar, o texto de abertura do encarte, do próprio Maciel, relembrando Luiz Gonzaga e outros tantos mestres e lamentando que “A fogueira está se apagando”. Texto, aliás, contradito pela própria obra, uma fogueira viva que mais se acende e ascende quanto mais se ouve.
Fonte: www.gazetanossa.com.br

Por Emanoel Glicério |

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