A forte cultura empreendedora faz com que duas das principais cidades do pólo confeccionista do agreste pernambucano tenham baixos índices de desemprego, é o que acontece com Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Contudo, mesmo com alguns dos mais baixos índices de desempregos de Pernambuco, essas duas cidades estão protagonizando algo muito complicado: a procura exagerada por empregos no setor público municipal.

Os fatores são pelo menos três: um deles é o tradicional período de baixa na venda de confecções, ou seja, março e abril que representam a entressafra da confecção; outro fator é a algazarra e os efeitos da crise internacional que chegam cada dia com mais força por essas bandas; e o pior dos fatores é uma cultura existente na região, onde políticos e colaboradores (financeiros na maioria das vezes) da campanha política dos atuais prefeitos, se acham no direito de praticamente extorquir empregos públicos dos administradores dessas duas cidades, como forma de compensar o apoio político e/ou ajuda financeira na campanha.

É um tipo de prática que na maioria das vezes engessa a estrutura da máquina pública e compromete uma considerável parcela do orçamento municipal, que por sua vez compromete os investimentos necessários em infraestrutura por exemplo.

O Jornal do Commércio de Pernambuco publicou uma reportagem no último domingo (29/03/2009) onde um depoimento atribuído ao chefe de gabinete do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe comprova a grande procura por emprego na prefeitura do município. Na semana passada eu entrei em contato com pessoas ligadas ao prefeito da cidade de Toritama e também pude comprovar que a situação lá é praticamente a mesma de Santa Cruz.

É uma situação delicada, que compromete o bom desempenho da gestão municipal, espero que os prefeitos Antônio Figueroa (Santa Cruz do Capibaribe) e Flávio Lima (Toritama) tenham a habilidade necessária para contornar essa situação e evitar que as prefeituras se transformem em verdadeiros cabides de empregos.

É fundamental que as prefeituras dessas duas importantes cidades possam contribuir de maneira produtiva com o real desenvolvimento do pólo de confecções do agreste pernambucano.

Do Blog do Bruno Bezerra

Por Emanoel Glicério |

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    tenho a resposta para esta grande procura,setor privado tem que trabalhar para receber e no setor publico nem precisa trabalhar só ele ir lá receber.

  1. Anônimo disse...:

    politicos prometem empregos ao povo dpois o povo e que não presta
    REALMENTE POLITICO E TUDO FARINHA DO MESMO SACO