A atividade confeccionista no Brasil há muito vem sofrendo a concorrência desleal dos produtos importados (mesmo com o aumento do dólar). Desleal pelo fato de as indústrias brasileiras não poderem competir em pé de igualdade, principalmente devido às enormes cargas tributária e trabalhista que ainda imperam no Brasil.

Dentro desse contexto, o protecionismo parece ser um dos destaques da famigerada crise mundial. No Brasil, com um toque generoso de criatividade o protecionismo começa marcar presença com uma campanha no mínimo interessante.

O SINDIVESTUÁRIO, entidade que congrega os três sindicatos que representam o setor do vestuário em São Paulo, SINDIVEST, SINDIROUPAS e SINDICAMISAS, lança oficialmente no País a Campanha Bom, Bonito e Brasileiro para estimular o consumo de roupas fabricadas no Brasil e assim garantir os empregos dos trabalhadores brasileiros e a sobrevivência das confecções nacionais.

“O setor do vestuário nacional há muito vem sofrendo a concorrência desleal dos produtos importados. Desleal pelo fato de as indústrias brasileiras não poderem competir de forma equânime, principalmente devido às enormes cargas tributária e trabalhista embutidas nos preços de nossos produtos. Nós, do Sindivestuário, temos trabalhado fortemente junto aos órgãos competentes, no intuito da diminuição dos impostos incidentes nas roupas”, diz Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário.

“Faltava, no entanto, algo que pudesse conscientizar os consumidores de que em momentos de crise como este, devemos dar preferência à compra de produtos de fabricação nacional. Além de se beneficiar com produtos de melhor qualidade, o consumidor estará ajudando a gerar ou manter empregos aqui no País e não no Exterior, e quem sabe o dele mesmo”, completa o idealizador da campanha Bom, Bonito e Brasileiro.

É a confecção brasileira vestindo o povo brasileiro, numa interessante campanha do mais autêntico protecionismo popular verde e amarelo.

Do Blog do Bruno Bezerra

Por Emanoel Glicério |

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