De início, gostaria de destacar o artigo 5º, inciso I, da Constituição Federal de 1988, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição, e como o tema central a ser tratado nesse artigo é a mulher, é importante dissertar que ela consegue se sobressair, não apenas pelo fato de gerar outras vidas, como no passado, onde eram consideradas como parideiras, hoje, as mulheres encontram-se liberadas da sexualidade, e estão diretamente associadas à economia e ao plano público, repercutindo suas atitudes decisivamente sobre a família e a sociedade. Mas ainda é nítido que preconceitos existem, pois não se trata somente de igualdade no lar e na família, é uma igualdade universal, entre homens e mulheres, casados ou não, é uma isonomia de raça, cor, credo, é a extinção dos atos discriminatórios contra todos os seres humanos.

É inacreditável que até muito pouco tempo, 1988, os costumes colocavam a mulher em segundo plano, onde o marido controlava seus atos externos, seus hábitos, suas relações, enfim, sua vida. Não se pode afirmar que isso não mais acontece, mas torna-se, no mínimo, inadmissível que mulheres ainda dependam do aval do homem para sobreviver.

A atual Constituição Federal abriu novos horizontes e trouxe um novo status constitucional à mulher, embora não acarrete por si só uma nova ordem social e familiar, pois ainda restam comportamentos preconceituosos em toda parte.

Por uma evolução já esperada, pela força e garra feminina, o papel da mulher na sociedade tomou outro rumo e passou a ter uma importância não mais limitada aos afazeres domésticos, sempre por de trás do marido, dando apoio a este e nunca como figura principal. Hoje, conseguimos superar as dificuldades e administrar nosso tempo a favor das nossas atividades e do nosso crescimento pessoal e profissional.

O antes “sexo frágil” tem se mostrado forte o bastante para encarar os desafios propostos pelo mercado de trabalho com convicção e disposição. A “fragilidade” da mulher, ou melhor, a sensibilidade da mulher tem grande colaboração nas influências humanas, no entendimento dos problemas das rápidas e desastrosas transformações pelas quais o mundo vem passando.

A mulher consegue transmitir a fundamental e dura tarefa de mudar hábitos, com a clareza e a delicadeza necessária para despertar o envolvimento de cada indivíduo na importância da mudança, de cada um olhar o outro sem distinção, sem um conceito já formado.

Se olharmos para os lados ou até mesmo na nossa história, teremos sempre a referência de mulheres maravilhosas, que contribuíram em muito no tocante a nossa evolução, não é difícil recordamos algumas: Cecília Meireles, Clarice Lispector, Maria da Penha, Anita Garibaldi, Joana d’Arc, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Rachel de Queiroz, Fernanda Montenegro, Cacilda Becker, e tantas outras.

Tenho certeza que toda mulher orgulha-se em ser mulher, hoje ela conquistou um lugar ao lado do homem, não mais atrás. E ela segue em frente, vencendo batalhas e comemorando conquistas, mas sempre em busca de novos caminhos e desafios, na tentativa de obter uma maior igualdade em termos de oportunidades.

Por Paloma Aleixo

Por Emanoel Glicério |

1 comentários:

  1. Betto Aragão disse...:

    Digo que faltou uma mulher nessa lista que a Paloma teceu. Faltou seu nome Paloma, pois és uma das mulheres mais fortes, determinadas e honestas que eu conheci nos últimos dez anos...
    Espero que nossa amizade ultrapasse barreiras e seja eterna. te adoro!