Historicamente, podemos observar que, as mulheres sempre trabalharam tanto quanto os homens. Assim como o lojista precisava de uma mulher, o homem precisava da dona de casa. Porém, qualquer trabalho que conferisse status social ou provesse renda acima da subsistência mínima era segregado por sexo. Um dono de empresa era homem; a balconista era mulher. As diferenças salariais eram gritantes e ainda mais violentas no setor da gerência dos negócios.

As características do gênero feminino alteram a cultura, as estruturas e os relacionamentos das organizações, na maneira de fazer o trabalho. Pelo papel que a mulher tradicionalmente ocupa na sociedade (mãe, protetora...), na empresa, ela procura valorizar os membros organizacionais como seres humanos e indivíduos, com valores e necessidades individuais, e não apenas como alguém que faz, carrega, empurra, transporta ou ocupa uma posição.

A crescente presença das mulheres no mercado formal de trabalho é uma realidade atual em todo o mundo. O fato é que está havendo uma valorização cada vez maior do sexo feminino no mercado de trabalho, e as contadoras e contabilistas estão acompanhando esta tendência. A cada ano o número de mulheres formadas em Ciências Contábeis que entram no mercado torna-se mais expressivo.

Como exemplo dessa mulher cada vez mais atuante, podemos mencionar a Contadora Maria Clara Cavalcante, a primeira mulher a ser Presidente do Conselho Federal de Contabilidade no Brasil. Trazendo para nosso contexto estadual e municipal, é importante citar um evento que vem tomando proporções cada vez mais ascendentes, o Encontro da Mulher Contabilista em Pernambuco, onde, em 2008 aconteceu nos dias 12 e 13 de dezembro, tendo dez participantes de Santa Cruz do Capibaribe, observando-se assim uma acentuada motivação das mulheres em participar de treinamentos e desenvolvimento pessoal, o que certamente justifica esta ascensão feminina em cargos de destaque nos setores contábeis. Vale salientar também, a importância da ASCONT (Associação Santa-cruzense de Contabilistas), que em sua diretoria, de seus oito integrantes, cinco são mulheres, inclusive a Presidente, Rosangela Leão e a vice, Francineide Borges.

Portanto, fica cada vez mais clara esta nova realidade no mundo da contabilidade: as mulheres estão conquistando espaço de poder neste setor que antes era dominado majoritariamente por homens.

Natalina Ferreira da Silva, Bacharel em Ciências Contábeis.

Por Emanoel Glicério |

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Que falta faz uma lavagem de roupa

  1. Anônimo disse...:

    Muito bom pena que não temos muitos trabalhos desenvolvidos nesta área, pois apesasr de sabermos que as mulheres estam cada vez mais especializadas ainda assim os salários são diferenciados. Será preconceito ou isso realmente faz parte da história.