A polêmica sobre a mudança de local da Feira da Sulanca e as atuais condições para o seu funcionamento foi parar no Ministério Público. A promotora Gilka Miranda instaurou procedimento preliminar de investigação e marcou, para às 10h da próxima quarta-feira, uma audiência pública para discutir o assunto com representantes de todos os setores envolvidos.

De acordo com a promotora, o objetivo do encontro é analisar os problemas e soluções e discutir os efeitos de uma possível transferência do evento. Ela explica que os encaminhamentos fazem parte de um projeto que pretende analisar o funcionamento das feiras da cidade, começando pela da Sulanca.

“Esta semana fizemos uma vistoria na feira e, mesmo sendo uma época de pouco movimento, a impressão que tive foi de caos. Com problemas de trânsito, limpeza e invasões”, destacou Gilka Miranda.

Para o tenente do Corpo de Bombeiros, André Henrique, um dos principais problemas do local é a dificuldade de acesso, em caso de emergência.

“Esse e outros pontos vão constar em um relatório que será discutido na audiência marcada pelo Ministério Público”, explicou.

Também participaram da visita representantes da prefeitura e das polícias Militar e Civil.De acordo com o secretário de Gestão de Serviços Públicos, José Carlos Menezes, a prefeitura estará presente com o objetivo de ouvir os representantes das várias entidades.

“Estamos abertos a sugestões e vamos trabalhar para seguir as determinações do Ministério Público.”

Em meio à discussão sobre o destino da feira, empresários caruaruenses fizeram uma proposta à prefeitura para ajudar a organizar a Sulanca onde ela acontece atualmente.
De acordo com o empresário Lenilson Torres, o projeto propõe a construção de um centro de compras popular.O empreendimento seria construído em uma área de 9,8 hectares localizada nas proximidades do Parque 18 de Maio.

“No local seria possível construir cerca de 6,5 mil boxes e lojas para abrigar os sulanqueiros que comercializam nas ruas proibidas. Em troca, eles pagariam um aluguel mensal de cerca de R$ 20, resumiu o empresário.

Do JC

Por Emanoel Glicério |

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