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O novo Código Penal Brasileiro e a segurança pública
As recentes manifestações por melhores serviços públicos contribuíram para colocar a segurança pública como um dos temas prioritários dos governos e da sociedade brasileira. Os protestos de junho criaram um senso de urgência positivo em torno desse grave problema público que precisa ser respondido com seriedade.  Uma das ações prioritárias no país é a atualização do nosso código penal, que hoje reflete uma realidade que não existe mais. Em consequência, nossas leis são fracas diante de criminosos cada vez mais organizados e agressivos. Criminosos que atacam policiais, promotores e juízes, sublevam presos e lucram com a venda de drogas para crianças e adolescentes não podem ficar impunes.

No Brasil, convivemos com níveis inaceitáveis de impunidade e em parte isso se deve ao fato de a nossa Lei Penal ser excessivamente branda. Atualmente, tramita no Senado o projeto de novo Código Penal.  Faço parte da comissão especial encarregada dessa urgente tarefa e ali apresentei 35 emendas, dezoito das quais foram acolhidas no relatório preliminar. Eu e meus colegas naquele colegiado estamos empenhados em produzir um texto que faça diferença no combate ao crime, atentos que estamos às metamorfoses da criminalidade  nas últimas décadas. 

Os presídios do país inteiro tornaram-se espaços controlados pelo crime organizado.  E, por iniciativa de minha autoria, o crime de amotinar presos poderá ser punido com uma nova pena de prisão, que se somará à pena original do infrator.  Essa inovação na política penal ajudará no combate às facções criminosas que hoje controlam a vida dos presos e desafiam a autoridade do Estado. Também por minha iniciativa, será possível aumentar as penas daqueles que cometerem crimes contra agentes públicos responsáveis pela aplicação da lei, como juízes, policiais e promotores. Como bem acentuou no seu voto o relator da comissão, senador Pedro Taques (PDT/MT): “Não se trata de criar ‘privilégios’ corporativos, mas sim de reconhecer que o crime praticado contra agente público responsável pela aplicação da lei no exercício de suas funções ou em razão delas é em sua essência uma afronta ao Estado”.

Tenho enfatizado na minha atuação no Senado que o crime mudou e que o país precisa reformar sua política criminal para fazer frente às novas ameaças que nos desfiam. Crimes cometidos por associações criminosas se multiplicam e surgem novas formas de crime organizado como as milícias. Esse é o sentido da proposta que encaminhei para que o crime de participação em associações criminosas tivesse pena aumentada para quatro anos. Novas formas de defesa dos direitos dos cidadãos diante do Estado foram também incorporadas ao projeto de novo Código Penal. 

Entre elas está a figura do desaparecimento forçado, em que o Governo, seus agentes, ou mesmo outros grupos, após privar de liberdade uma ou mais pessoas, deixam de informar ou se recusam a dar conhecimento da privação de liberdade ou do paradeiro do desaparecido. Ações legítimas do Estado para a manutenção da ordem não se confundem, em nenhum sentido, com supressão de direitos. Por isso é preciso ser duro contra os que transgridem a lei valendo-se do privilégio de serem agentes do Estado.

As inovações e mudanças introduzidas na proposta do novo Código Penal com certeza produzirão um intenso e bem-vindo debate na sociedade. Fica aqui o meu convite para que os pernambucanos sejam ativos nesse debate que é fundamental para garantir os direitos da coletividade e o exercício da autoridade do Estado contra o crime.

Por Armando Monteiro

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

Tentativa de assalto à minha residência retrata o cotidiano da violência em nossa cidade

A Polícia esteve ontem na minha residência, após a fuga dos ladrões. Não quero atenção especial e nem tirar proveito do fato por ser deputado federal, mas em nome de uma população aflita, com tanta violência, ficar calado, seria omissão como representante do povo. Não culpo os policiais, mas sim o sistema de segurança que, implantado aqui, não funciona como deveria.

Digo isto, com a experiência de quem já administrou nossa terra, encontrando uma situação ainda pior, de extrema violência, com um número bem menor de equipamentos e policiais. Sendo chefe do executivo, formei o Conselho de Segurança Municipal e, após o programa antiviolência que implantamos, conseguimos diminuir drasticamente a criminalidade, inclusive com reconhecimento Nacional.

Segurança não é só policial nas ruas, em comboio. É um conjunto de ações preventivas e ostensivas, com a integração dos poderes constituídos junto à sociedade, tirando as crianças de rua e colocando-as nas escolas, investindo no lazer, esporte, artes, disque-denuncia, serviço de inteligência, monitoramento por câmaras e acima de tudo, tratando bem, equipando e estimulando a auto-estima dos policiais.

Assim foi realizado quando fui prefeito, a prova está nos prêmios que ganhei e na grande queda da criminalidade registrada no Mapa Oficial da Violência do Brasil.

Agora, como deputado federal, destinei uma emenda individual no Ministério da Justiça, no valor R$1.000.000,00, (Um milhão de reais) para investimentos em tecnologia e câmeras de monitoramento, a serem instaladas em locais estratégicos, nos pontos críticos da cidade.

Temos que combater os erros, mas também oferecer idéias e contribuir nas soluções.


Brasília, 15 de Outubro de 2013.

José Augusto Maia


Deputado Federal

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A frase que dá título a este texto é do produtor musical Betto Skin, e retrata muito bem o que vimos em algumas ruas da cidade neste domingo. Voltamos um ano no tempo, e voltamos para reacender uma paixão estúpida pelo fanatismo político que não acrescenta nada a cidade.

Não quero aqui dizer que é proibido comemorar, festejar uma vitória, nada disso, mas devemos olhar para frente, avançar em busca da unidade e não da divisão como se as duas alas partidárias fossem inimigas mortais.

E pode surgir um apressado se perguntando, ‘Ora, perdemos por 12 anos, fomos zombados ao extremo nesse período, será que não podemos comemorar?’.

Lógico que podem comemorar, mas repetir os erros dos últimos 12 anos? É essa a mudança que queremos?

O governo Edson Vieira foi colocado no poder justamente para acabar com esses vícios do passado, para dar uma chance a uma nova história, e não é fazendo da mesma forma que os outros faziam que a cidade vai mudar.

Por outro lado justiça seja feita, o prefeito Edson Vieira em nenhum momento participou dessa movimentação, e nem deve participar, já que ele hoje representa todos os segmentos da sociedade e deve trabalhar para unificar os setores e não dividir em alas partidárias.


Que esse retrocesso não atrapalhe o Natal e o Reveillon que batem a nossa porta, temos que pensar uma cidade para todos e não apenas para uma cor.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

A justiça e as mídias sociais

Nossa sociedade vive na era da tecnologia. Em pesquisa recente, o número nas vendas de smartphones vem surpreendendo cada vez mais. Basta observarmos nas ruas, lojas, restaurantes e demais lugares, que percebemos as pessoas manuseando seus celulares, sempre conectadas nas redes sociais. Hoje em dia está difícil conversar normalmente com as pessoas, pois sempre encontrados um celular no meio do caminho.

Atualmente, os sistemas de acompanhamento processual exibem o andamento dos processos, onde é possível qualquer cidadão acompanhar despachos e decisões, com exceção daqueles considerados segredo de justiça. Basta tão somente o interessado estar com o equipamento conectado a uma rede wi-fi, que imediatamente saberá o resultado de um processo, sem a necessidade de se deslocar até o fórum, muitas das vezes aguardando horas para ser atendido por um servidor público.

A partir dessa facilidade encontrada graças ao avanço da tecnologia, fica o Poder Judiciário obrigado a acelerar a prestação da tutela jurisdicional. Em questão de minutos, podemos ter acesso aos comentários em blog´s especializados ou não, de decisões que deveriam ter sido tomadas há bastante tempo, a exemplo do mandado de segurança, cujo prazo para ser decidido encontra-se capitulado em lei, mas que infelizmente muitas vezes não são observados pelo magistrado, sempre com o argumento de acúmulo de serviços.

Com o aparecimento das mídias sociais, é possível saber as idéias da opinião pública sobre determinados assuntos que estão na pauta de julgamentos em nossos Tribunais. Assim foi com o caso do “mensalão”, em que muitos condenados justificaram suas penas em razão da pressão criada pela imprensa sobre os Ministros do STF.

Não importa o meio criado pela sociedade para cobrar a aplicação da justiça, pois o que interessa é a sua efetivação. É mais fácil uma denuncia chegar através do facebook, do que um cidadão adentrar numa favela, perceber o crime acontecendo e não poder gritar ou buscar a proteção da policia, porque às vezes a própria policia é o bandido, a exemplo do que aconteceu com o sumiço de Amarildo numa favela do Rio de Janeiro.

Cabe ao Estado se adaptar à nova realidade, criando mecanismos que facilitem a vida de todo cidadão, que não suporta mais uma justiça tardia e falha. Com os novos tempos vividos na era da informática, todo operador do Direito (juízes, promotores, advogados, defensores públicos, procuradores, etc) têm a obrigação de sacudir suas idéias, muitas vezes ainda enraizadas pelo excesso de formalismo processual, abrindo sua mente para a aplicação de uma justiça em tempo real.


Por Marcelo Diógenes

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Para onde o Brasil caminha?

As manifestações e as paralisações recentes proporcionaram variadas análises sobre a atualidade e o futuro do Brasil. Muitos são os otimistas que frisam que o Brasil mudou ou que sofre processo de transformação. Outros afirmam que um novo Brasil já existe. Ambas as assertivas, as quais devem ser consideradas como hipóteses, aparentam ser verdadeiras. Porém, para onde o Brasil caminha?

Observo, com base em dados advindos de pesquisas de opinião pública, que os partidos brasileiros são desacreditados e não possuem vida na sociedade. A vida dos partidos existe apenas na arena parlamentar. Pesquisa do IBOPE divulgada em 10/07/2013 revela que 81% dos brasileiros consideram os partidos políticos corruptos ou muito corruptos. Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) em junho de 2013 mostra que 49,3% dos recifenses não têm preferência partidária.

De acordo com a citada pesquisa do IBOPE, 72% dos brasileiros consideram que o Congresso Nacional é corrupto ou muito corrupto. Este dado mostra que os brasileiros não confiam e nem acreditam no Parlamento. Então, se os brasileiros não confiam e nem acreditam nos partidos e nem no Congresso Nacional, como posso falar em instituições parlamentares no Brasil? Tenho a hipótese de que partidos e parlamentos são estorvos para grande parte da opinião pública brasileira.

A pesquisa do IPMN revelou que 89,8% dos recifenses concordam com a seguinte afirmação: “Os políticos brasileiros são corruptos em sua maioria”. Dado preocupante. Se as pesquisas do IBOPE e do IPMN revelam que partidos, parlamentos e políticos são desacreditados, o seguinte problema surge: o que motiva as pessoas a irem votar? Os dados revelam o porquê das abstenções eleitorais.

Um dado curioso revelado pela pesquisa do IPMN: 37,7% dos recifenses consideram a sociedade brasileira corrupta. Portanto, afirmo: a célebre frase de que o povo tem o político que merece é verdadeira para parte do eleitorado brasileiro. Por outro lado, é falsa a frase de que o povo não sabe votar. Considerando apenas o universo de 37,7% dos que afirmam que a sociedade brasileira é corrupta, concluo que o eleitor, por ser supostamente corrupto, vota em políticos supostamente corruptos.

O Brasil caminha para uma sociedade sem partidos, os quais estão sendo substituídos pelas redes sociais e os órgãos de comunicação. Aliás, há muito tempo, a imprensa brasileira canaliza os variados interesses da população. Neste momento, observo também que as redes sociais são os instrumentos que dão vozes aos diversos desejos da sociedade. Como bem revelam as pesquisas, o Parlamento, os partidos e os políticos não têm a confiança dos brasileiros. Portanto, o Brasil continua a caminhar, caso o Parlamento, as agremiações partidárias e os políticos não se transformem qualitativamente, para uma democracia despartidarizada e desparlamentarizada.   


Por Adriano Oliveira – Cientista Político

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Pensamento de um Deputado Cidadão

“O brasileiro sempre foi lutador por natureza e a nossa vida é uma batalha constante”. Agora mais uma vez, o Brasil se manifesta, chamando a atenção para uma nova luta, a da qualidade de vida para todos os brasileiros. A nação está indo às ruas, acendendo um grande alerta para uma reflexão sobre a educação, saúde, habitação, segurança, mobilidade, empregabilidade, combate à corrupção e à impunidade que precisam contemplar esse gigante que cresce aos olhos do mundo com a força dos grandes. O nosso povo quer ver o Brasil maior e melhor. Aliás, o governador Eduardo Campos levantou esse debate a nível nacional há algum  tempo. Lembrem que ele vem dizendo desde o ano passado, “O Brasil precisa vencer 2013 para ganhar em 2014”.

O que estou vendo e ouvindo nas ruas de todo o país é o rebatimento do discurso do governador Eduardo Campos. Ele, como todos nós, imagina um Brasil melhor e maior, como país e como nação. Reconheço que muito tem sido feito, obras e políticas públicas que hoje levam o estado brasileiro a cidadãos que há pouco mais de 10 anos não tinham nenhum acesso. Estas são bem vindas, eu apoio, o povo aprova e quer mais. Porém, ainda há muito o que se fazer e só vai dar certo se ouvirmos o povo. O povo é sábio, é justo, e sabe o que quer.

Alguns querem atirar pedras nos políticos achando que com isso resolverão as dificuldades. Acho isso injusto, afinal numa democracia como a nossa (que temos o dever de preservar mesmo sob pressão popular), eles são escolhidos pelo povo e o povo é quem deve ser o patrão nessa relação, pois é ele quem paga a conta. É como na vida privada, onde o patrão é quem manda.

Se o patrão que é quem paga a conta não está satisfeito com o desempenho do trabalhador, ele troca por outro e a vida continua. Penso que assim também deve ser na vida pública.  Quando o povo (patrão) não está satisfeito com o desempenho do político, troca por outro democraticamente e pacificamente, refazendo a construção política desejada.

Toda manifestação do pensamento é assegurada pela Constituição Federal. Para isso, é preciso  que ocorra dentro da lei. Em nenhuma circunstância aceito a depredação do patrimônio público ou privado. Respeito os movimentos pacíficos, organizados ou não, dentro da legalidade e que não carreguem a mancha negativa  da baderna e da violência. Esses são dias históricos que poderão resultar em mudanças significativas para a sociedade brasileira. “Somos um país de maioria cristã e peço a Deus que nos ajude nesse momento, iluminando a todos para que a paz seja constante”.

Por Ricardo Costa - Advogado, empresário e deputado estadual de Pernambuco pelo Partido Trabalhista Cristão - PTC

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É incrível como uma pessoa que se diz representante de uma entidade estudantil pode ser covarde com sua consciência.  Estive em uma reunião em uma entidade estudantil aqui de nossa cidade, onde tratávamos de assuntos a respeito do "repasse universitário" para os estudantes que todos os dias se deslocam para as cidades vizinhas em busca de realizar seus sonhos, de um dia serem grandes e conceituados profissionais.

No debate em torno do que a prefeitura teria a oferecer a todos os universitários nos deparamos com uma lei onde haveria critérios para os contemplados. Na ocasião 75 % dos presentes ficaram insatisfeitos por não atender os critérios adotados pelo prefeito e sua "panelinha".

Quando conversei com o deputado federal José Augusto Maia, onde ele tinha me dito e dito no mesmo dia que teria algo de bom a oferecer a "todos" os estudantes universitários... Repito: teria algo muito bom a oferecer a todos (sem cadastro sócio econômico, sem precisar comprovar renda, tendo ou não estudado em escola pública) todos seriam beneficiados... Todos!

Minutos depois chegou o deputado federal  José Augusto Maia junto com seu filho Tallys e deram a excelente notícia de que teria uma MP na câmara dos deputados que seria aprovada e que iria aliviar os “custos” dos guerreiros santa-cruzenses. Os ônibus do governo federal que fazem parte do programa “Caminhos da Escola” iam poder nos transportar para as cidades de Campina Grande, Caruaru, e Belo Jardim.

Dias depois (05) de junho, a MP é aprovada e a presidente Dilma Rousseff sanciona a medida provisória, todos os universitários a um passo de se livrar de uma grande despesa (pagamento de passagem)  em meio as nossas comemorações pela luta dos deputados, na aquisição de um grande feito, inclusive do nosso representante José Augusto Maia, lamentamos  o desespero, a falta de respeito, a covardia, a injustiça e a grande calunia dita por um cara que desde que esse projeto foi lançado na sede da instituição escolar.

Desespero meu caro é viver torcendo contra, desespero é saber que o deputado conseguiu um projeto para beneficiar todos os universitários, desespero é ter que engolir de goela a baixo que existe um político que não faz distinção de classe social, pobres, ricos, negros e brancos, todos merecem ser tratados principalmente com respeito.

Por Eliel Antonio
Estudante de Fisioterapia pela faculdade Maurício de Nassau

Campina Grande – PB  

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VIVA O 1º DE MAIO!

A classe trabalhadora hoje comemora seu dia: o 1º de Maio serve para retratar todo o avanço que tivemos em matéria de direitos para uma classe desde sempre oprimida pelos seus senhores, aqueles que dominam os meios de produção. Os patrões podem oprimir os trabalhadores, porém dias como o de hoje nos recordam que se os trabalhadores se unem em vista de um objetivo, de ter dignidade em seu trabalho e uma vida digna, onde sejam assegurados seus direitos humanos mais básicos, eles podem alcançar vitórias fundamentais.

Serve, a comemoração de hoje, para recordar a conquista do salário mínimo, do direito ao auxílio maternidade, do 13º salário, das férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seguro desemprego, a recente conquista do direito pelos empregados domésticos e tantas outras coisas; Serve, esse nosso 1º de Maio, para lembrar, porém, que nos rincões do país, nalguns lugares, ainda impera o regime de escravidão, ainda para refletirmos sobre uma Santa Cruz do Capibaribe na qual há, por vezes, uma jornada de trabalho maior que as 44 horas semanais regidas pela lei. É preciso ver que é necessária também muita luta ainda para que o trabalhador deixe de ser oprimido pelo patrão: É preciso acumular forças para vencer os opressores da classe trabalhadora brasileira.

Dos senhores, dos patrões, dos chefes supremos, nada devemos esperar de nenhum. Que sejamos nós que conquistemos a terra mãe, que ela seja livre, que seja de todos os trabalhadores; que as fábricas sejam regidas pelo ímpeto da produção e do avanço, mas que o trabalhador tome parte dessa produção e a exploração sua seja denunciada e nunca mais aconteça. Esse é o nosso desejo para o 1º de Maio, essa é a nossa luta diária para uma sociedade de fato igualitária onde o oprimido não exista. Bem unidos façamos, construindo nossa luta final e fundamental, uma terra onde não haja mais opressores! Trabalhadores de todo o Brasil, de todo o mundo, vamos nos unir em acabar com as opressões sobre nós!

Viva o 1º de Maio! Viva a luta da classe trabalhadora! Viva a classe trabalhadora brasileira!

Diretório municipal do Partido Comunista do Brasil em Santa Cruz do Capibaribe

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,


Para reflexão e ação
 O principal indutor da informalidade e sonegação de impostos no Brasil é o próprio Estado através de seu “sistema” tributário, com a maior carga tributária do mundo, em termos de quantidade de impostos, taxas contribuições etc e, de valores altíssimos e injustos, pois proporcionalmente quem tem menos poder aquisitivo paga mais, considerando ainda que o retorno dos impostos arrecadados é mínimo para o povo em benefícios através de políticas públicas estruturadoras e sócias. Ou seja, pagamos muito ao Estado e recebesse pouco do mesmo. E os responsáveis por este realidade são os políticos que nos elegemos, que na sua maioria tratam de interesses próprios e ou dos seus financiadores de campanhas e do grande capital. Tanto é que os mesmos têm pavor em toda esferas de governo e casas legislativas, quando o assunto é redução de tributos, fiscalização e boa aplicação dos mesmos, bem como maior taxação das grandes fortunas.

Santa Cruz que superou a economia agrícola e pecuária de subsistência, alpacas e o pequeno comércio, pela produção de confecções, tornando-se um dos maiores polos de confecções da América Latina, graças a criatividade e trabalho do nosso povo, com a quase total ausência do Estado como ente indutor e apoiador deste grande feito. Neste contexto mais uma vez o Estado reaparece batendo na tecla da necessidade de formalizar este mercado produtivo, que em grande parte é informal.

É obvio que precisamos nos formalizar, mais não a partir da ótica do Estado, visto que o mesmo esteve e estar mais pra engordar sua receita (dinheiro), do que tratar a formalidade a partir do fortalecimento da nossa economia, face ao mercado cada vez mais competitivo. O bom senso nos diz que formalidade desacompanhada de políticas públicas de infra-estrutura, geração de emprego e renda, qualificação profissional, financiamento a juros baixo para o fomento da produção, estrutura urbana, segurança, saúde e educação de qualidade é algo inaceitável e de uma irresponsabilidade descomunal para a nossa economia, isto é um tiro no pé.  Assim sendo onde estar a estrutura hídrica (água) para tocar a produção de confecção etc., e a estrutura urbana e social, as estradas para o escoamento dos nossos produtos (duplicação BR-104 e de Pão de Açúcar ao Moda Center), o financiamento para o fomento, e nossa segurança, hospital micro regional e atenção básica à saúde para todos, e os jovens em situação de risco e suas famílias, o que tem por parte do Estado de ontem e hoje? E a tão propalada tributação diferenciada para o polo de confecção, etc e tal... O que vimos foi depois reuniões na Câmara com fazendários, Ministério Público, vereadores e representantes de classe, assim como, deputado Diogo Morais, CDL, vereadores e vice-governador em Recife, dizendo que esta formalidade vai ser de forma progressiva e levando em consideração as particularidades de nossa economia e dias à frente, somos tomados de assalto por uma operação fiscal/policial no Moda Center,  e a cúpula do Estado (governador, vice e secretário de fazenda...) dizer que não saiba  de onde partiu tal disparate, justo em um governo planejado, monitorado e avaliado diuturnamente por seu alto escalão. Ou é mentira ou desatenção para com nossa economia.

Como se não bastasse vem o deputado federal “da terra” na rádio falando, “de que ouviu falar desta operação, mais não acreditou ser verdade e que sabia de onde partiu e quem tava por traz disto tudo e que vai dar nomes aos bois...” o blog Sulanca News posta dias antes, que “Santa Cruz iria ter uma bomba”, e no sábado posta ”a fazenda ta neste momento passando em Pão de Açúcar” . Deixado o deputado de procurar quem de direito, para confirmação dos fatos e antecipar providencias de forma conjunta, aparecendo depois do “circo” pegar fogo, pra fazer proselitismo político do quanto pior melhor, se enaltecendo de ter ligado para o vice-governador pra abortar a operação, que por arte dos “diabos” pulou Caruaru e Toritama. Assim como o prefeito Edson Vieira e deputado estadual Diogo Morais, achando também que fizeram um grande feito em aborta o ato, ligando pra o governador desinformado. Remontando assim os palanques da paternidade da política paupérrima do aborto da operação duvidosa.

Será esta a postura que nossa economia precisa, por parte dos nossos “representantes”? O povo precisa saber o que de fato aconteceu? Cadê o senador, que disse “não saber da situação da BR-104, por que seus aliados não lhe informaram” de tal disparate e o outro que só tem aparecido em blogs local para teorizar posicionamentos políticos e elogiar a esmola seguro e bolsa safra para as vitimas da seca?   Suas assessorias não já deveriam ter formatado uma proposta condizente para ser discutida com confeccionistas e fazenda?

Tá passando da hora de paramos com tanta demagogia, politicalha e tomarmos posições contundentes face a estas questões. O povo não pode assistir a tudo isto parado, esperando pelo governador e seus aliados de primeira e última hora, de discursos fáceis e longe da pratica. Entidades de classe, produtores e trabalhadores de confecções vamos acordar antes que seja tarde demais. A política do azul de anil e do vermelho colorau, já passou, suas trocas de farpas não nos engrandece. Reagir é preciso!!!

Abraço fraterno!
Carlos Lisboa

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O ABUSO DOS BANCOS CONTRA OS CONSUMIDORES DE NOSSA TERRA

Como responsável pelo jurídico da CDL de nossa cidade, recebi uma denúncia de um cliente que foi impedido de fazer depósito no guichê do Banco Itaú, tendo em vista o valor estar abaixo de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), ficando o cliente obrigado a utilizar os caixas eletrônicos para o devido depósito.

Confesso que fiquei surpreso com essa notícia. Primeiro porque na crise econômica que estamos passando, contamos nos dedos os clientes que depositam diariamente quantia tão alta em momento de crise. Segundo, porque sabemos também que os clientes de pequeno e médio porte são a grande maioria dos bancos, não podendo ser excluídos de depositar seus cheques na presença dos caixas, que são pagos para isso.

Essa atitude tomada pelo banco causa espanto porque fere um dos melhores códigos até hoje criados pelo ordenamento jurídico brasileiro, que é o Código de Defesa do Consumidor, instituído através da Lei 8.078/90.

Pelas regras elencadas na norma, o consumidor é quem possui a prerrogativa de escolher o serviço, e não ser forçado a utilizar aquilo que o banco deseja, pelo simples motivo de cumprimento de metas, por exemplo. Dessa forma, é completamente ilegal o banco negar o direito do consumidor de efetuar o depósito através de um funcionário. Essa imposição constrange aquele consumidor que não possui habilidade para manejar uma máquina, muitas vezes sem manutenção, com letras e números intermináveis.

A simples negativa pode ser encarada como constrangimento porque fere um dispositivo legal, conseguido através de estudos e discussões que levaram o legislador a perceber o desrespeito das instituições bancárias, cada vez mais ricas em detrimento dos consumidores hipossuficientes, impossibilitados de combater com paridade das armas.

Se não bastassem as regras encontradas no CDC, ainda temos a Resolução nº 3.694/2009 do BACEN que obriga também os bancos a esclarecerem aos clientes os serviços prestados, com informações detalhadas a acessíveis a todos, fato inexistente no interior do banco, que coloca um funcionário nas filas impedindo os consumidores a exercerem o seu direito garantido pela Lei 8.078/90.

Cabe ao consumidor constrangido denunciar essa pratica ao BACEN e aos órgãos de proteção ao consumidor para as providencias necessárias no sentido de impedir tal pratica. Caso não seja suficiente, certamente o Poder Judiciário estará pronto para aplicar a lei a quem possui o dever de preservá-la.

Santa Cruz do Capibaribe-PE, 01 de abril de 2013.

Marcelo Diógenes Xavier de Lima
Diretor de Assuntos Jurídicos da CDL

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