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Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

Ela é a favor...


A ex-vereadora Zilda Moraes (DEM) afirmou ser a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Zilda justificou a posição devido aos grandes índices de violência praticados por jovens.

...Ela é contra
Já a vereadora Narah Leandro (PSB) é contra a redução da maioridade penal, de acordo com a socialista o país deve muito as crianças e adolescentes para querer atribuir a eles os problemas da criminalidade.

E você? O que acha? Comente...

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

O novo Código Penal Brasileiro e a segurança pública
As recentes manifestações por melhores serviços públicos contribuíram para colocar a segurança pública como um dos temas prioritários dos governos e da sociedade brasileira. Os protestos de junho criaram um senso de urgência positivo em torno desse grave problema público que precisa ser respondido com seriedade.  Uma das ações prioritárias no país é a atualização do nosso código penal, que hoje reflete uma realidade que não existe mais. Em consequência, nossas leis são fracas diante de criminosos cada vez mais organizados e agressivos. Criminosos que atacam policiais, promotores e juízes, sublevam presos e lucram com a venda de drogas para crianças e adolescentes não podem ficar impunes.

No Brasil, convivemos com níveis inaceitáveis de impunidade e em parte isso se deve ao fato de a nossa Lei Penal ser excessivamente branda. Atualmente, tramita no Senado o projeto de novo Código Penal.  Faço parte da comissão especial encarregada dessa urgente tarefa e ali apresentei 35 emendas, dezoito das quais foram acolhidas no relatório preliminar. Eu e meus colegas naquele colegiado estamos empenhados em produzir um texto que faça diferença no combate ao crime, atentos que estamos às metamorfoses da criminalidade  nas últimas décadas. 

Os presídios do país inteiro tornaram-se espaços controlados pelo crime organizado.  E, por iniciativa de minha autoria, o crime de amotinar presos poderá ser punido com uma nova pena de prisão, que se somará à pena original do infrator.  Essa inovação na política penal ajudará no combate às facções criminosas que hoje controlam a vida dos presos e desafiam a autoridade do Estado. Também por minha iniciativa, será possível aumentar as penas daqueles que cometerem crimes contra agentes públicos responsáveis pela aplicação da lei, como juízes, policiais e promotores. Como bem acentuou no seu voto o relator da comissão, senador Pedro Taques (PDT/MT): “Não se trata de criar ‘privilégios’ corporativos, mas sim de reconhecer que o crime praticado contra agente público responsável pela aplicação da lei no exercício de suas funções ou em razão delas é em sua essência uma afronta ao Estado”.

Tenho enfatizado na minha atuação no Senado que o crime mudou e que o país precisa reformar sua política criminal para fazer frente às novas ameaças que nos desfiam. Crimes cometidos por associações criminosas se multiplicam e surgem novas formas de crime organizado como as milícias. Esse é o sentido da proposta que encaminhei para que o crime de participação em associações criminosas tivesse pena aumentada para quatro anos. Novas formas de defesa dos direitos dos cidadãos diante do Estado foram também incorporadas ao projeto de novo Código Penal. 

Entre elas está a figura do desaparecimento forçado, em que o Governo, seus agentes, ou mesmo outros grupos, após privar de liberdade uma ou mais pessoas, deixam de informar ou se recusam a dar conhecimento da privação de liberdade ou do paradeiro do desaparecido. Ações legítimas do Estado para a manutenção da ordem não se confundem, em nenhum sentido, com supressão de direitos. Por isso é preciso ser duro contra os que transgridem a lei valendo-se do privilégio de serem agentes do Estado.

As inovações e mudanças introduzidas na proposta do novo Código Penal com certeza produzirão um intenso e bem-vindo debate na sociedade. Fica aqui o meu convite para que os pernambucanos sejam ativos nesse debate que é fundamental para garantir os direitos da coletividade e o exercício da autoridade do Estado contra o crime.

Por Armando Monteiro

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

Tentativa de assalto à minha residência retrata o cotidiano da violência em nossa cidade

A Polícia esteve ontem na minha residência, após a fuga dos ladrões. Não quero atenção especial e nem tirar proveito do fato por ser deputado federal, mas em nome de uma população aflita, com tanta violência, ficar calado, seria omissão como representante do povo. Não culpo os policiais, mas sim o sistema de segurança que, implantado aqui, não funciona como deveria.

Digo isto, com a experiência de quem já administrou nossa terra, encontrando uma situação ainda pior, de extrema violência, com um número bem menor de equipamentos e policiais. Sendo chefe do executivo, formei o Conselho de Segurança Municipal e, após o programa antiviolência que implantamos, conseguimos diminuir drasticamente a criminalidade, inclusive com reconhecimento Nacional.

Segurança não é só policial nas ruas, em comboio. É um conjunto de ações preventivas e ostensivas, com a integração dos poderes constituídos junto à sociedade, tirando as crianças de rua e colocando-as nas escolas, investindo no lazer, esporte, artes, disque-denuncia, serviço de inteligência, monitoramento por câmaras e acima de tudo, tratando bem, equipando e estimulando a auto-estima dos policiais.

Assim foi realizado quando fui prefeito, a prova está nos prêmios que ganhei e na grande queda da criminalidade registrada no Mapa Oficial da Violência do Brasil.

Agora, como deputado federal, destinei uma emenda individual no Ministério da Justiça, no valor R$1.000.000,00, (Um milhão de reais) para investimentos em tecnologia e câmeras de monitoramento, a serem instaladas em locais estratégicos, nos pontos críticos da cidade.

Temos que combater os erros, mas também oferecer idéias e contribuir nas soluções.


Brasília, 15 de Outubro de 2013.

José Augusto Maia


Deputado Federal

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , , ,

A frase que dá título a este texto é do produtor musical Betto Skin, e retrata muito bem o que vimos em algumas ruas da cidade neste domingo. Voltamos um ano no tempo, e voltamos para reacender uma paixão estúpida pelo fanatismo político que não acrescenta nada a cidade.

Não quero aqui dizer que é proibido comemorar, festejar uma vitória, nada disso, mas devemos olhar para frente, avançar em busca da unidade e não da divisão como se as duas alas partidárias fossem inimigas mortais.

E pode surgir um apressado se perguntando, ‘Ora, perdemos por 12 anos, fomos zombados ao extremo nesse período, será que não podemos comemorar?’.

Lógico que podem comemorar, mas repetir os erros dos últimos 12 anos? É essa a mudança que queremos?

O governo Edson Vieira foi colocado no poder justamente para acabar com esses vícios do passado, para dar uma chance a uma nova história, e não é fazendo da mesma forma que os outros faziam que a cidade vai mudar.

Por outro lado justiça seja feita, o prefeito Edson Vieira em nenhum momento participou dessa movimentação, e nem deve participar, já que ele hoje representa todos os segmentos da sociedade e deve trabalhar para unificar os setores e não dividir em alas partidárias.


Que esse retrocesso não atrapalhe o Natal e o Reveillon que batem a nossa porta, temos que pensar uma cidade para todos e não apenas para uma cor.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

...E a democracia é quem paga a conta.

Os últimos dias foram de intensa correria por parte daqueles que buscam um lugarzinho em alguma sigla partidária. Acordos desfeitos, distratos, “pernadas”, abraços e, sobretudo, muitas queixas podem-se ouvir de todos os lados. Os últimos dias foram de muitas especulações, boatos, desmentidos e, às vezes, agressões verbais contra aqueles que insistem em não concordar com idéias postas na mesa.

Nessa hora ouve-se muito falar em democracia. O que muitos não percebem é que a democracia (para a maioria dos políticos) é muito conveniente desde que seja praticada na casa dos seus opositores. Todos os acordos são bem vindos, desde que estejam de acordo com metas antes pré-estabelecidas.

São adversários tradicionais que se unem para derrubar uma neoliderança; É a criação de novas siglas que servem como válvula de escape para encampar outros projetos. Rolam lágrimas, amizades antigas são desfeitas e ainda assim ouvimos muitos se proclamando democratas e alguns desses praticando atos antes vistos apenas para ser posto em prática por ditadores históricos.

O eleitor que em momento algum foi consultado demonstra sua insatisfação e às vezes, indignação, mas, ano que vem, defenderá o que os seus líderes lhe impuserem; fará a maior festa e a democracia pagará a conta se nada der certo.


Por Jota Oliveira

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

A justiça e as mídias sociais

Nossa sociedade vive na era da tecnologia. Em pesquisa recente, o número nas vendas de smartphones vem surpreendendo cada vez mais. Basta observarmos nas ruas, lojas, restaurantes e demais lugares, que percebemos as pessoas manuseando seus celulares, sempre conectadas nas redes sociais. Hoje em dia está difícil conversar normalmente com as pessoas, pois sempre encontrados um celular no meio do caminho.

Atualmente, os sistemas de acompanhamento processual exibem o andamento dos processos, onde é possível qualquer cidadão acompanhar despachos e decisões, com exceção daqueles considerados segredo de justiça. Basta tão somente o interessado estar com o equipamento conectado a uma rede wi-fi, que imediatamente saberá o resultado de um processo, sem a necessidade de se deslocar até o fórum, muitas das vezes aguardando horas para ser atendido por um servidor público.

A partir dessa facilidade encontrada graças ao avanço da tecnologia, fica o Poder Judiciário obrigado a acelerar a prestação da tutela jurisdicional. Em questão de minutos, podemos ter acesso aos comentários em blog´s especializados ou não, de decisões que deveriam ter sido tomadas há bastante tempo, a exemplo do mandado de segurança, cujo prazo para ser decidido encontra-se capitulado em lei, mas que infelizmente muitas vezes não são observados pelo magistrado, sempre com o argumento de acúmulo de serviços.

Com o aparecimento das mídias sociais, é possível saber as idéias da opinião pública sobre determinados assuntos que estão na pauta de julgamentos em nossos Tribunais. Assim foi com o caso do “mensalão”, em que muitos condenados justificaram suas penas em razão da pressão criada pela imprensa sobre os Ministros do STF.

Não importa o meio criado pela sociedade para cobrar a aplicação da justiça, pois o que interessa é a sua efetivação. É mais fácil uma denuncia chegar através do facebook, do que um cidadão adentrar numa favela, perceber o crime acontecendo e não poder gritar ou buscar a proteção da policia, porque às vezes a própria policia é o bandido, a exemplo do que aconteceu com o sumiço de Amarildo numa favela do Rio de Janeiro.

Cabe ao Estado se adaptar à nova realidade, criando mecanismos que facilitem a vida de todo cidadão, que não suporta mais uma justiça tardia e falha. Com os novos tempos vividos na era da informática, todo operador do Direito (juízes, promotores, advogados, defensores públicos, procuradores, etc) têm a obrigação de sacudir suas idéias, muitas vezes ainda enraizadas pelo excesso de formalismo processual, abrindo sua mente para a aplicação de uma justiça em tempo real.


Por Marcelo Diógenes

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Observações de um cidadão comum

Zé Minhoca – “Quem sabe é o povo, não é agente’’ disse o parlamentar quando se referia aos movimentos populares. (O vereador parece que só despertou agora...). No seu discurso também fez cobranças quanto à pavimentação da nossa cidade, ‘’Não é favor é obrigação’’, disse (E nisso estamos de comum acordo).

Ernesto Maia - O vereador petebista (por enquanto...) cobrou agilidade na audiência pública do calçadão (e vai ter?) ressuscitou os casos da KMC e dos Teclados (é aqueles mesmos, já quase esquecidos por muita gente...) além de criticar o fato, do não pagamento de muitos que participaram do último São João.

Carlinhos da Cohab - Questionando os motivos para a escolha da CP Construção, no projeto da prefeitura para o calçadão, o vereador coloca em dúvida as causas para tal, visto que, segundo ele, existe um projeto que custaria apenas 4 milhões, em detrimento dos 14 milhões, posto no projeto inicial ( a população está esperando o vereador apresentar este traçado).

Ronaldo Pacas - Contestou as palavras de Carlinhos, alegando que a CP Construção, é a mesma empresa que construiu a segunda etapa do ModaCenter. Confirmou que alguns dos artistas que participaram dos festejos juninos ainda não foram pagos. Alegou porém, que o problema é que os mesmos não apresentaram a documentação necessária.

Deomedes - Com um discurso voltado, quase que com exclusividade, para as casas do Jaçanã, o petista cobrou medidas básicas ( e necessárias) para a localidade. Destacando a necessidade de um PSF para o novo bairro.

Helhinho Aragão - O vereador petebista destacou a importância do projeto que visa à contratação, pelas empresas da cidade, de jovens infratores libertos. É uma ótima ideia para ressocialização (ou ao menos a tentativa) dos mesmos. “Temos que dar as mãos para reintegração desses na sociedade”, disse.

Júnior Gomes - O presidente da câmara disse que as casas do Jaçanã, representam a “dignidade e a cidadania” daqueles moradores (Concordo plenamente). Também no seu discurso, exaltou o homem dos olhos azuis, pelo anúncio da duplicação da PE-160. (Aquela que em 2011 Isaltino Nascimento declarava ser uma realidade próxima...)

Jéssyca Cavalcante - Só para não perder o costume, a vereadora voltou a atacar o deputado federal José Augusto e a ex-secretáriaSocorro Maia.
“Naquele tempo, quem pensava diferente, era perseguido’’ disse e continuou, enquanto poder usar a tribuna ou uma sala de aula, não deixará que a “amnésia social” esqueça o governo Maia.

Fernando Aragão—Enviando críticas para todos os lados, o petebista falou das medidas buscadas para a reforma do calçadão.  Disse que as verbas, quando chegam, só se falam em pavimentação e que para esta obra não se procurou outro recursos. Dos senadores, por exemplo’’ nunca chegou um tostão’’ ( citando inclusive  Armando Monteiro). Quanto à vinda do Governador desabafou “veio para enganar o povo”

O Vereador Dida de Nãm se recusou a usar a tribuna, permanecendo calado por toda à reunião. Segundo consta, o mesmo está chateado com a não chamada ao palanque na vinda do Governador. O presidente Júnior Gomes foi solidário ao colega no seu pronunciamento, chegando a dizer que “vereador é bom para pedir voto, mas que é o último a ser lembrado nessas oportunidades”. Haja jogo de cintura para o prefeito...

Fica evidente a falta de resumo dos pronunciamentos de alguns vereadores. Muito se deve, aos discursos repetitivos e sem muitas novidades dos parlamentares. Quem acompanhou percebeu (Inclusive alguns dos próprios vereadores reconheceram...)

Só acrescentar, o dossiê que Narah entregou ao governador, com as principais reivindicações da população, fazendo a sua parte (resta saber se serão acatadas agora, faltando um ano para novas eleições, ou jogadas dentro de uma gaveta como as de 2011...) E também o discurso de Zé Elias, que arrancou gargalhadas do público presente e colegas. Bem, como disse outro vereador, esse não é de todo perdido, Zé Elias ao menos faz graça... (Tem razão).


Por Janielson Santos.

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Observações de um cidadão comum

Volta ao uso da tribuna na câmara dos vereadores de Santa Cruz do Capibaribe. Comedidos e demonstrando certo temor à opinião pública, os nobres vereadores prometem mais respeito neste segundo semestre.

Aqui, traços do que se ouviu, viu e sentiu na volta ao plenário.

ZezinBuxin – Na sua fala embargada pela emoção (onde também emocionou muitos) homenageou seu pai, falecido no ultimo dia 29, a quem chamou de químico e seu ‘’maior professor’’.

Dida de Nan – ‘’Buscando se reencontrar com o pacato e amistoso Dida’’. (Que antes do recesso tinha dado uma fugida...) Este foi o homem de Poço Fundo. ‘’Vou mudar meu comportamento’’, disse.

Júnior Gomes – Colocar a casa em ordem, e num patamar de respeito perante a opinião pública, é o seu maior desafio. A priori, a maioria ajudou na sua volta com este entendimento. A pergunta que fica é; até quando?

Ronaldo Pacas – Com o carimbo ‘’Pacas ’’ de seriedade. Mais afiado que uma navalha em folha. Com seu discurso forte, ficou uma certeza; O senhor Carlinhos não poderia ter escolhido desafeto pior para si.

Helinho Aragão – Demonstrou preocupação com a avaliação da população, mediante as travessuras dos legisladores. ‘’O povo quer uma resposta’’, disse. (Exatamente, queremos isso mesmo).

Jéssyca Cavalcanti – A vereadora professora, desferiu frases pesadas ao deputado José Augusto.  Dando novos significados a palavra ‘fraco’: “Pra mim fraco é quem rouba dinheiro da merenda’’ disse, entre outras.

Deomedes – O soldado petista de sempre. A crítica áspera ao governo Vieira e os créditos a presidente Dilma, é a cartilha seguida pelo vereador. Projeto da prefeitura para mudança do calçadão, nem pensar.

Carlinhos da COHAB – Aprendeu a jogar na ofensiva, aquele atacante que faz graça para a torcida. Não saiu desse ‘’esquema’’. Bateu firme no projeto da prefeitura para o calçadão.

Ernesto Maia – Com a desenvoltura que lhe é peculiar, o pré-candidato a deputado (estadual ou federal ninguém sabe) mostrou alternativas para vindas dos recursos do calçadão. Segundo o Buda, o caminho seria emendas dos deputados federais. (Tem um que já faz três anos e nada. Da pra esperar?)

Pipoca – Seguindo a labuta do projeto jovem. O vereador conteve seu discurso ao projeto de sua autoria. Sem entrar em polêmica, procura fazer o seu, sem exibicionismo.

Zé Minhoca – ‘’Um Zé Minhoca incomoda muita gente, falando do governo Vieira, incomoda incomoda muito mais’’. Usando da ironia, o vereador tucano rebateu críticas da oposição falando as benfeitorias da atual gestão (Após a reunião, disse ainda que Edson Vieira fez em 6 meses o que a oposição não conseguiu fazer em anos)

Fernando Aragão – A experiência sendo usada proveitosamente. Diferentemente de alguns colegas, que de idade avançada, só guardam as rugas e os cabelos brancos... “As discussões desta casa, em certos momentos, parece uma briga de jegues”, disse sabiamente.

Galego de Mourinha – O petebista falou que as críticas mais pesadas e contundentes ao governo Viera, por parte da oposição, só serão feitas em 2014. Deduzo então que nesta lógica, o que vem ocorrendo é apenas a ‘’colher de chá’’. Amargo, hem...

Nara Leandro – A cada reunião me encanto mais (não só pela beleza) vem provando sua capacidade, com comportamento e entendimento exemplar. Destacou no seu discurso a educação superior em nossa terra. (Já falaram que ela mais parece uma deputada na tribuna, não achei exagero algum...)


Por Janielson Santos 

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

Precisamos nos unir, cada do seu lado, para salvar Santa Cruz

Estou muito preocupado com o momento que Santa Cruz está passando, principalmente nas áreas de economia e segurança.

As feiras caindo a cada dia e a violência chegando a 27 homicídios só no primeiro semestre, além do aumento nos roubos de carros, motos, arrombamentos, assaltos à mão-armada e outros.

Se não cuidarmos, poderemos voltar à situação que enfrentei em 2001, quando nossa cidade era exposta na grande mídia, como uma das mais violentas do Brasil, os compradores sumiam, o desemprego crescia e tudo aqui se desvalorizava.

Os indicadores humanos e econômicos caiam assustadoramente e a nossa feira à beira da falência. Foi uma época muito difícil, com a cidade destruída e desprezada. O lixo, a falta de Educação e de Saúde eram grandes, porém a violência e a decadência da feira era o que mais preocupava, pois o desemprego, além de contribuir com um aumento da violência, trazia em sua companhia a fome e a miséria.

Fui eleito prefeito naquele pior momento e para enfrentar os graves desafios na época, tive a humildade de me curvar e chamar a oposição para sentarmos à mesa e, em conjunto, discutirmos inicialmente a violência, a queda e a desorganização da feira e Santa Cruz que estava no abismo, logo saiu do perigo.

De cidade mais violenta de Pernambuco, nos tornamos exemplo de segurança para o País. E a nossa feira que se encontrava em apuros e na eminência de se acabar, em uma parceria entre governo, oposição e o povo, construímos o Moda Center, voltou a crescer, se desenvolver e nos transformamos no segundo maior Polo de Confecções do Brasil. Voltamos a produzir em alta escala, gerando mais empregos e renda e não só Santa Cruz, mas toda a região deu um salto para o desenvolvimento, ganhando força, conhecimento e notoriedade no Brasil e até no exterior.

Na saúde, conseguimos minimizar os problemas da atenção básica, especializada e de alta complexidade.

Na educação, em alguns anos, chegamos a alcançar os primeiros lugares do IDBE no estado.

Na infraestrutura, com as vias de acesso e as parcerias, melhoramos substancialmente nossa pavimentação e com os novos mananciais hídricos, acabamos com a sede e o colapso, a água jorrou em todos os bairros da cidade.

Fique atento!!! Isto é o que mais nos preocupa neste momento!!!

Além da nova crise econômica, dois grandes parques de confecções iguais ao nosso serão construídos. Fortaleza já iniciou o seu e Caruaru também vai iniciar em breve. Isto ninguém pode proibir, porque eles têm os mesmos direitos e propósitos que nós tivemos.

O que precisamos agora é estar sempre à frente e sermos mais competitivos. Precisamos estar preparados e nos dar as mãos, porque só assim poderemos vencer os novos desafios. Confio no nosso povo, um povo aguerrido, trabalhador e criativo e tenho certeza, junto com as boas cabeças e mentes de ambos os lados, com responsabilidade, vamos encontrar as saídas que buscamos.

As grandes dificuldades só são resolvidas com a união de todos.

Venho há muito tempo alertando, inclusive me oferecendo para sentar à mesa com todos, governo, oposição e sociedade. Infelizmente não tenho obtido êxito, mas vou continuar insistindo, porque passei por essa experiência quando fui Prefeito e, se eu não tivesse tomado a atitude de sentar com a oposição e a sociedade, a violência tinha aumentado, o Moda Center não havia sido construído, nossa economia tinha desmoronado e, hoje, estávamos sobrevivendo apenas dos programas sociais como bolsa família, aposentadoria dos idosos, frentes de emergências e em situação de miserabilidade, igual a tantas outras cidades que conhecemos.

Os partidos e lados políticos existem e nunca vão deixar de existir

Encaro com naturalidade as divergências entre os partidos e lados políticos. Tenho o meu lado e nunca vou abandoná-lo, sobretudo, àqueles que até hoje me deram sustentação. Tudo o quê sou politicamente devo a eles. Humildemente afirmo mais uma vez, cada um em seu lado, pode contribuir e, para tanto, a união de forças é a melhor saída. Uma crise econômica não escolhe lado e nem cor. Ela ataca todos sem piedade.

Todos me conhecem e sabem que não sou de me esconder. Sempre estive presente ao lado do povo, principalmente nos momentos de maior dificuldade. Vamos desarmar os palanques, encarar os problemas com responsabilidade, ouvir, receber e oferecer idéias, sem ódio, sem medo e sem ressentimentos.

A política do quanto pior melhor é coisa do passado

Afirmo que isto nunca passou e nem passará pela minha cabeça. A política do quanto pior melhor, já passou mesmo. Estamos na era da informação globalizada, das redes sociais, onde os críticos anônimos e a juventude demonstram sua opinião em tempo real na internet e seu poder nas ruas. Isto foi uma lição muito clara para todos para nós, povo e governantes. Quem não entendeu a lição espere, a resposta virá em pouco tempo.

Porém os que governam, têm que aceitar e entender que a oposição está no se papel legítimo e democrático de fiscalizar, denunciar e exigir explicações, mas também de compartilhar os problemas, oferecendo idéias e construindo, em parceria, projetos para solucionar os graves problemas e seus desconfortos.

Finalizo colocando-me à disposição e apelando às autoridades: “A maioria do nosso povo está sofrendo e precisa de todos nós”. Oro a Deus, para que Ele nos ilumine, nos dê sabedoria e, em harmonia, possamos encontrar as soluções que nossa cidade e nosso povo tanto precisam e esperam de nós.

José Augusto Maia

Deputado Federal

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

Para onde o Brasil caminha?

As manifestações e as paralisações recentes proporcionaram variadas análises sobre a atualidade e o futuro do Brasil. Muitos são os otimistas que frisam que o Brasil mudou ou que sofre processo de transformação. Outros afirmam que um novo Brasil já existe. Ambas as assertivas, as quais devem ser consideradas como hipóteses, aparentam ser verdadeiras. Porém, para onde o Brasil caminha?

Observo, com base em dados advindos de pesquisas de opinião pública, que os partidos brasileiros são desacreditados e não possuem vida na sociedade. A vida dos partidos existe apenas na arena parlamentar. Pesquisa do IBOPE divulgada em 10/07/2013 revela que 81% dos brasileiros consideram os partidos políticos corruptos ou muito corruptos. Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) em junho de 2013 mostra que 49,3% dos recifenses não têm preferência partidária.

De acordo com a citada pesquisa do IBOPE, 72% dos brasileiros consideram que o Congresso Nacional é corrupto ou muito corrupto. Este dado mostra que os brasileiros não confiam e nem acreditam no Parlamento. Então, se os brasileiros não confiam e nem acreditam nos partidos e nem no Congresso Nacional, como posso falar em instituições parlamentares no Brasil? Tenho a hipótese de que partidos e parlamentos são estorvos para grande parte da opinião pública brasileira.

A pesquisa do IPMN revelou que 89,8% dos recifenses concordam com a seguinte afirmação: “Os políticos brasileiros são corruptos em sua maioria”. Dado preocupante. Se as pesquisas do IBOPE e do IPMN revelam que partidos, parlamentos e políticos são desacreditados, o seguinte problema surge: o que motiva as pessoas a irem votar? Os dados revelam o porquê das abstenções eleitorais.

Um dado curioso revelado pela pesquisa do IPMN: 37,7% dos recifenses consideram a sociedade brasileira corrupta. Portanto, afirmo: a célebre frase de que o povo tem o político que merece é verdadeira para parte do eleitorado brasileiro. Por outro lado, é falsa a frase de que o povo não sabe votar. Considerando apenas o universo de 37,7% dos que afirmam que a sociedade brasileira é corrupta, concluo que o eleitor, por ser supostamente corrupto, vota em políticos supostamente corruptos.

O Brasil caminha para uma sociedade sem partidos, os quais estão sendo substituídos pelas redes sociais e os órgãos de comunicação. Aliás, há muito tempo, a imprensa brasileira canaliza os variados interesses da população. Neste momento, observo também que as redes sociais são os instrumentos que dão vozes aos diversos desejos da sociedade. Como bem revelam as pesquisas, o Parlamento, os partidos e os políticos não têm a confiança dos brasileiros. Portanto, o Brasil continua a caminhar, caso o Parlamento, as agremiações partidárias e os políticos não se transformem qualitativamente, para uma democracia despartidarizada e desparlamentarizada.   


Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,