Quantas curtidas merece a ignorância?
      
A cara do jornalismo mudou com o advento das novas tecnologias. O web/jornalismo com a praticidade e a diversificação que lhe são exigidas, ganharam formas e espaço. Criou dimensões antes inimagináveis e tornou-se fundamental para o nosso dia-a-dia, neste mundo globalizado, acelerado e dinâmico, onde quase tudo é instantâneo.

Porém, junto com ele, as redes sociais (com destaque para Twitter e Facebook) também fazem este papel informativo. Muitas vezes (maioria) de uma forma desagradável (e bem menos tolerante) triste e sem o menor pudor.

Seja compartilhando ou curtindo, usuários transmitem constantemente informações descabidas, mentirosas e ridículas.  Seja por desconhecimento puro e simples, seja por má fé e mau-caratismo.

Um mundo virtual que parece não ter limites, imbuído na missão de aproximar (outras vezes repelindo) as massas. Dentro deste mundo, estão as redes sociais, com seu enorme poder de entretenimento e interação. Parafraseando o ditado popular ‘’de médico e de louco todo mundo tem um pouco’’, nas redes, ‘’um pouco de jornalista e formado de opinião cada um acredita ter’’.

É compartilhando, curtindo, e comentando aberrações, como verdades absolutas. Repassando informações, com argumentos tão rasos, quanto à nota em si.

Dilma, Jean Wyllys, e Marcos Feliciano (para nem ir tão longe) são destaques nessas armações virtuais. Normalmente (e quase sempre) isso é programado e engenhado por detentores do verdadeiro conhecimento da causa (os larápios e mau caráter) e acompanhado por inconsequentes, imprudentes e preguiçosos. (que não procuram em fonte alguma, saber se aquilo é verídico, antes de expor sua colossal ignorância ao tema).

É bem verdade, que existe naturalmente, uma leva de ‘’acomodados por conveniências’’. São os apaixonados políticos que a tudo posto contra seu adversário, é tido como verdade irretocável. Ou ainda, os fanáticos religiosos, que fazem o mesmo contra quem vai ‘’de encontro aos seus princípios’’. E vice-versa (pessoas que querem desacreditar a fé do outro, com evidentes falácias).

Esta mania covarde de atribuir falas, ideias e discursos à outra pessoa, não é menos vergonhosa que a sua propagação.  Muitas vezes, por sujeitos tidos como ‘’esclarecidos’’. Suas consequências são as piores possíveis, determinando um crescimento discriminatório e preconceituoso alarmante.

É evidente, que isto não tem nada haver com o jornalismo de verdade. Muito menos, deve-se culpar o crescimento tecnológico por tal fato. São apenas meios de difusão para barbaridades, com um poder e velocidade gigante, sendo utilizados indevidamente. Afinal, sempre houve (e haverá, infelizmente) idiotas em todos os tempos e lugares.

Em tempo, aviso aos navegantes; Duvidem de tudo, perguntem por tudo, olhem todas as fontes possíveis, todas as partes da mesma história, procurem, se informem, investiguem, para só depois (talvez) tirar suas conclusões em formato de comentários lúcidos, que possam distinguir de outros, que são baseados em ‘sabe-se lá o que’ e com olhos voltados apenas para seus umbigos sujos. Enfim, não se resumam ao prato feito da estupidez.



Por Janielson Santos 

Por Emanoel Glicério |

1 comentários:

  1. Unknown disse...:

    As manifestações referidas pelo companheiro nada mais é do que a manifestação popular, dentro de um universo de visões, educação, comportamento e princípios diferentes. Isso é o dia-a-dia das pessoas de todas as camadas sociais. Imagine se todas as pessoas que fazem uso das redes sociais, tivessem que fazer jornalismo para tal. O que as pessoas refletem é o cotidiano de nossa sociedade com suas diferenças e divergências. O companheiro se equivoca quando fala que essas pessoas leigas se fazem de jornalistas. Não vejo os intelectuais do jornalismo criticarem a globo ou outra emissoras de tv, quando de forma maldosa e irresponsável,alienam e manipulam as massas falando a linguagem que interessa aos políticos e a burguesia. E ai, nobre companheiro? a quem eles estão imitando.