Um conto de plebiscito

A queda brusca de popularidade da Presidenta (e isso não é um fator que atingiu apenas a dama de ferro, mas evidentemente foi quem mais sentiu) requer algo ágil é eficaz para contornar, ou diminuir a pressão. Requer uma habilidade e desdobramento que não é para qualquer um. Dilma, tá dando uma cartada rápida, esperta (como sempre foi) veio logo com a ideia de plebiscito. Para aquietar e proporcionar um estado mais democrático, algo que tanto a população anseia. Eu deveria estar muito feliz, mas não estou. Talvez por que meu instinto de cobrador esteja afiado, talvez por que sou um chato, Talvez por que não me satisfaço com nada... Ou talvez não seja só isso.

Como gostar e ficar feliz com algo que talvez (com certeza) o povão não entenderá? Que vai ser tão caro? (Já falaram em meio milhão. E no Brasil, como todo orçamento estoura...) algo que provavelmente não servirá para 2014? (A velha burocracia trabalhando contra a nação. Ainda tramitará por Câmara, Senado, duas eleições, passa disso, volta daquilo outro, e quando vai ver, o tempo passou, e não deu para colocar em ação. Como se fosse novidade...)  E o mais interessante ( e grave) , plebiscito não é garantia de regra. Ou seja, o que será decidido nas urnas pela população, pode não ser o mesmo determinado pelo poder Legislativo. Juristas encontram diferentes interpretações. Alguns ‘’acham’’ que não, os deputados e senadores não são obrigados a acatarem o que vem do povo (servindo isso, apenas como uma simples consulta) e quem determina as normas são eles, os verdadeiros legisladores. (Pagos, e muito bem, para isso) Outros entendem que sim, pois a vontade do povo é soberana e, além do mais, não haveria lógica alguma, gastar tanto (Repito, já falaram em MEIO MILHÃO) por algo que não vai ser usado. O fato, é que nem a constituição deixa claro,  ‘’Art. 2º Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa’’. Enfim, termina sempre com algo que o povo não está familiarizado e acaba por desprezar quando não compreende. Sendo tudo que os governantes querem...

Tudo indica que será feito este fatídico plebiscito logo-logo, assim nas pressas (muitos querem um referendo, mesmo não sabendo distinguir os dois...). Fala-se em 90 dias (Mas Dilma quer que seja até antes) .

O financiamento das campanhas eleitorais (dinheiro Público ou privado?) e o sistema eleitoral (Voto Proporcional, distrital, distrital misto ‘’distritão’’ proposta em dois turnos...?) serão os prováveis ''carros chefes'' do dito cujo. E isso são apenas as ideias centrais, visto que o processo pode trazer (e vai) bem mais elaborações. A depender da Presidenta, ‘’continuidade ou não da existência da suplência do Senado’’ e ‘’a manutenção ou não das coligações partidárias’’ são indispensáveis. Já pensou no que você quer? Aliás, já se informou, sobre do que isso se trata?

Imaginar que o povo entenderá perfeitamente, os conformes destas exigências, (e em tão pouco tempo) é subestimar a nossa capacidade mental. (O que de fato, já estão fazendo. Estou só constatando...) No estado de sede, por mais direitos e democracia, que o povo se encontra, não pode se iludir com esta chuva de verão. (Algo que duvido, justamente por não entender de como vai se passar, nem para que vai servir) O caminho  é exigir por algo mais simples e direto, ( Ficha Limpa em prática ,de fato, já seria um ótimo início...)

Não quero dizer com isso, que não seja importante uma reforma política (muito pelo contrário) já estamos até ultrapassados. E ninguém em sã consciência discordaria. Mas, a forma e os pontos direcionados, poderiam ser algo visível e com uma linguagem acessível à maioria da população tupiniquim. Isso sim é um estado democrático.

Depois de tudo, analisando e lendo muito do que é publicado sobre o processo que estar por vim, me sinto mais acorrentado do que antes, (o que é um contrassenso) pois, no fim das contas, se eu não quiser sair de casa para votar no dia determinado (não estou dizendo que farei isto, mas não descarto a possibilidade) posso responder judicialmente. Art. 3º O voto no plebiscito é obrigatório para maiores de dezoito anos e facultativo para analfabetos, maiores de setenta e maiores de dezesseis, menores de dezoito anos. 

Enfim, viva a democracia.


Por Janielsom Santos 

Por Emanoel Glicério |

3 comentários:

  1. claudiana disse...:

    parabéns pela materia janielsom santos.

  1. claudiana disse...:

    parabéns pela materia janielsom santos.

  1. Anônimo disse...:

    ninguem viu nenhum cartaz nas manifestaçoes que acontece por todo o pais clamando por um plebiscito,todos estao clamando pelo fim da corrupçao para termos mais saude e educaçao,será que a presidente pensa que só tem burro neste pais.