Por uma saúde melhor

O exercício profissional da medicina acarreta intenso estresse. Estudos americanos mostram que estes profissionais estão mais susceptíveis às doenças cardiovasculares principalmente, infarto agudo do miocárdio do que a população em geral, principalmente os que trabalham em serviço de urgência para exemplificar esse fato, citamos o ocorrido no ano passado com a filha do então prefeito de Gravatá, uma adolescente atendida no Hospital Santa Joana em Recife (hospital particular de referência) tendo o diagnóstico de virose, algumas horas após medicada e liberada retorna com meningite meningocócica em estado grave e indo à óbito(as  doenças infecciosas tem uma sintomatologia muito parecida no inicio da doença, sendo a meningite meningocócica patologia extremamente agressiva levando ao óbito qualquer pessoa em horas não havendo distinção de sexo, idade e situação social, Sendo responsável em média por 200 óbitos na Inglaterra por ano).

Duas categorias profissionais tiveram melhorias salariais nos últimos anos que foram os médicos e professores principalmente devido à luta de seus sindicatos.

A Gestão municipal de Santa Cruz do Capibaribe comete o mesmo erro da gestão anterior quando se utiliza de empresas ditas cooperativas, que possuem donos, eventualmente médicos (parasitas sanguessuga), para contratação de médicos, isto acarreta desperdício de dinheiro público e denota incompetência. Os fatores que levam a falta de médicos no serviço público são conhecidos e detectados há muito tempo que são as más condições de trabalho e renumeração, se afastados esses fatores não existem empecilhos para se contratar médicos e nem há necessidade dessas empresas que ficam com uma fatia da renumeração médica.

Santa Cruz do Capibaribe juntamente com a população de municípios vizinhos que procuram atendimento na nossa cidade além da população flutuante engloba uma população de 100.000 habitantes ou mais. Devendo nossa cidade ter um serviço médico de atendimento de urgência estruturada (desfribilador, ECG, aparelho para assistência ventilatória mecânica, laboratório e,Raio-X de plantão, etc.) e com um salário digno a contratação de médicos com perfis de urgentista ocorrerá naturalmente devendo ter no mínimo três clínicos e um cirurgião de plantão para o primeiro atendimento ao poli traumatizado. Estamos vivendo com índices alarmantes de violência assim como acidentes de trânsitos cada vez mais crescentes (principalmente de motos).

Para facilitar esse trabalho, deverá ter a nova gestão coragem de abrir “a caixa preta do SUS”, ou seja, ser transparente no uso destes recursos que envolve renumeração de produtividade para todos profissionais desta área (a renumeração por produtividade foi implantada pela constituição de 1988 na elaboração do SUS.

Precisamos e devemos avançar na área de saúde.

Dr. Marconi Aragão Florêncio (médico angiologista e cirurgião vascular)

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

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