Comunicação escrita e oral são muito diferentes. A linguagem escrita tem de ser mais elaborada, mais clara, mais definida, mais contida do que a oral. Por tudo isso não se deve escrever como se fala, com as repetições e as ênfases naturais à expressão oral. Pelo menos do ponto de vista da normal culta. Quando se fala em norma culta a que o texto deve ser subordinado, fala-se em concordância, regência, colocação pronominal e ortografia.

Assim, escrever e falar bem e agradar ao público ou destinatário certo constituem quase sempre um trabalho difícil que exige empenho permanente.

TROPEÇOS AO USAR A CRASE

O “à” acentuado consiste na fusão ou contração de um “a” com outro. O primeiro “a” é uma preposição, palavra que serve para relacionar duas outras. O segundo “a” pode ser o artigo definido feminino “a” ou o pronome feminino “a” ou o “a” inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aquilo.

· Exemplos de palavras que exigem s preposição “a”: Obedecer a: obedece à mulher. Dedicação a: dedicação à mulher. Útil a: útil à mulher.

· Ele foi a redação ou Ele foi à redação? Na dúvida, troca-se a palavra feminina diante do “a” por equivalente masculino. Ele foi ao escritório. Portanto: Ele foi à redação.

· Com horas determinadas: Morreu às duas horas.

· À moda de: Gosta de galinha à cabidela.

Em locuções adverbiais, conjuntivas e prepositivas com palavras femininas: às vezes, à moda de, à espera, à medida que, à custa de, à prova de etc.

Acento jamais:

· Antes de palavras masculinas: Vai a São Paulo.

· Em “a” seguido de plural: Ela não vai a missas.

· Antes de verbos: A partir de hoje, irei ao clube.

· Antes de pronomes de tratamento: Disse a Vossa Senhoria. Recorri a ela.

Prof. Marilice Lopes

(Licenciada em Letras e Pós Graduada em Lit. Brasileira.)

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

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