Santa Cruz do Capibaribe está tentando frear a debandada das empresas interessadas em migrar para outras cidades do Agreste por falta de terreno no município. Depois de Caruaru, Brejo da Madre de Deus e Taquaritinga engrossaram a lista das cidades que cobiçam as companhias que sinalizam para a transferência. Pelos cálculos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Cruz, dez empresas já elaboraram projetos para implantar unidades em outros municípios.

O discurso de que os municípios do Polo de Confecções têm uma concorrência saudável e que as vocações se complementam perde força no atual cenário. Captar as empresas significa gerar emprego e fomentar a atividade econômica das cidades. Instalada há 13 anos em Santa Cruz do Capibaribe, a Rota do Mar – que chega a se confundir com a história de crescimento do Polo de Confecções no município – foi uma das primeiras confecções a procurarem a Prefeitura de Caruaru para instalar uma nova fábrica e encerrar as operações na cidade-sede do empreendimento. Só a Rota do Mar poderá levar 500 empregos de Santa Cruz do Capibaribe e promover uma fuga de receita para a vizinha Caruaru.

Na tentativa de estancar a migração, a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe criou uma comissão para discutir a criação de um distrito industrial. A segunda reunião do grupo, que inclui CDL, Associação de Confeccionistas, Sindivest e Senai, vai discutir um local para concentrar as empresas. A gestão municipal tem pressa e quer apresentar uma solução no prazo de seis meses. Com a agressividade dos municípios concorrentes, precisa mesmo correr.

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Do JC

Por Emanoel Glicério |

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