Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) o Brasil perdeu a sua maior empresa estatal, vendida a preço de banana. A venda da Vale do Rio Doce, maior mineradora do mundo, foi recebida com protestos, manifestações, movimentações políticas, tudo bem semelhante com o que ocorre hoje em Santa Cruz do Capibaribe com a possível saída da Rota do Mar para outro município.

Só que tem um detalhe: A Rota do Mar é uma empresa privada. Então porque a sociedade vestiu a camisa dessa luta pela permanência de uma empresa privada em nossa cidade?

Embora seja uma empresa privada, a Rota do Mar é um patrimônio do povo de Santa Cruz, todos se sentem um pouco donos dessa história. Se tivermos que escolher os cartões postais da cidade, a Rota do Mar ficará entre os cinco principais nomes.

Mas a cidade cresceu, a Rota do Mar cresceu, e os espaços diminuíram. Hoje a Rota do Mar necessita de uma área para a sua nova fabrica, e a cidade de Caruaru já correu e não só ofereceu o terreno, mas também uma série de benefícios para a empresa-símbolo de Santa Cruz se mudar para a terra de Vitalino.

Porém a Rota do Mar é nossa, e seu presidente, Arnaldo Xavier, tem uma história ligada a esta cidade, e nunca iria aceitar se mudar para um outro torrão. Mas para isso é necessário que o poder público contribua com a sua parte, fazendo com que o distrito industrial saia do papel e ofereça uma oportunidade para que as nossas grandes fábricas e indústrias de fora se instalem no nosso município.

Mas como, infelizmente, tudo em Santa Cruz parte para o lado político, alguns pseudo-intelectuais de meio de rua começam a criticar a intenção da Rota do Mar em ganhar um terreno para instalar a sua nova fabrica. Mas esquecem que essa prática é comum em todos os lugares do país e do mundo, já que é uma forma de atrair a geração de empregos, renda e de valorização do município. E vale lembrar que a Rota do Mar e Arnaldo Xavier não querem simplesmente ganhar um terreno, isso eles já tem prometido em Caruaru, com muitos mais benefícios, mas o que se deseja é manter na cidade a marca que mais divulga Santa Cruz país afora.

E o outro motivo dos pseudo-intelectuais de meio de rua para negar a doação do terreno a Rota do Mar é mais absurdo ainda. Alegam a linha política de Arnaldo Xavier como um fator determinante para que a prefeitura não faça a doação.

Pobres pseudo-intelectuais que não sabem o que falam e que se iludem com as palavras vazias de quem não têm o menor compromisso com a cidade, mas se faz passar por rei absoluto da consciência alheia.

Que o prefeito Antônio Figueirôa se ilumine pelas idéias progressistas do maior político desta terra, Raymundo Aragão, e crie um distrito industrial onde será o berço de uma nova fase na economia da Capital da Sulanca.

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Fotos: Alvino Neto

Por Emanoel Glicério |

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