As vendas de automóveis caíram 13,6% em abril/2009 na comparação com março/2009, e 10,2% em relação a abril de 2008, totalizando 234,4 mil unidades. Essa queda, porém, não impediu o bom desempenho dos negócios nos quatro primeiros meses de 2009, que quase empatou com o resultado do mesmo período de 2008, quando ninguém falava da famigerada crise econômica no País.
De janeiro a abril foram vendidos 902,7 mil veículos (incluindo caminhões e ônibus), contra 909,2 mil de um ano atrás. A diferença, de 6,5 mil unidades, representa menos de um dia de vendas, levando-se em conta o ritmo diário verificado no mês passado, de 11.721 unidades.
As montadoras já contavam com a queda em abril, em parte por causa do menor número de dias úteis - foram 20, por causa dos feriados, ante 22 no mês anterior - e pelo movimento de antecipação de compras ocorrido em março, quando havia incertezas sobre a renovação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
De janeiro a abril de 2009, a Fiat segue na liderança de vendas, com 25,3% de participação. A Volkswagen está em segundo lugar, com 23,6%. Na sequência estão General Motors, com 18,9% e Ford, com 11,2%. Os cinco modelos mais vendidos no período foram Gol (89,4 mil unidades), Palio (59,5 mil), Uno (51,4 mil), Fox (39,2 mil) e Celta (38 mil).
Trocando em miúdos, mesmo com a famigerada crise internacional, com a isenção do IPI, o mercado automobilístico brasileiro vai muito bem obrigado. Evidenciando o quanto a também famigerada carga tributária brasileira conspira contra o bom desempenho da economia em nosso país.

Do Blog do Bruno Bezerra

Por Emanoel Glicério |

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