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No próximo mês, a loja Passa Disco comemora uma década de existência e, para marcar a data, promove o lançamento da coletânea “&”, editada como o terceiro volume da série “Pernambuco cantando para o mundo”.

O disco duplo, que teve produção do proprietário do estabelecimento, Fábio Cabral de Mello, reúne 30 encontros de artistas que nasceram e ganharam visibilidade, prioritariamente, no Nordeste ou em Pernambuco.

Confira as faixas de ambos os CDs:

Disco 1:
1. São João barroco (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando) – Geraldo Azevedo & Elba Ramalho
2. Foguete suburbano (Ivan Santos) – Ivan Santos & Lenine
3. Bom de balançar (Herbert Lucena) – Herbert Lucena & Rob Curto
4. Oceano do querer (Maria Dapaz e Xico Bizerra) – Irah Caldeira & Dominguinhos
5. Janeleiro (Geraldo Maia e Rodrigues Lima) – Geraldo Maia & Vinícius Sarmento
6. Na primeira cadeira (Juliano Holanda) – Juliano Holanda & Ceumar
7. Outro dia (Júlio Morais e Carlos Ferrera) – Júlio Morais & Ylana Queiroga
8. Baião de nós (Zeca Baleiro e Tiago Araripe) – Tiago Araripe & Zeca Baleiro
9. Atirei (Alessandra Leão e Caçapa) – Alessandra Leão & Jorge du Peixe
10. Meu esquema (Fred Zero Quatro) – Orquestra Popular da Bomba do Hemetério & Fred Zero Quatro
11. Geórgia (Marco Polo) – Querosene Jacaré & Marco Polo
12. Quando Maria me fundou o Carnaval (Tibério Azul) – Tibério Azul & Toninho Ferragutti
13. Doce (Marcello H, Larissa Brachet e JR Tostoi) – Vulgue Tostoi & Kátia B
14. Se vê que vai cair (Junio Barreto) – Junio Barreto & Dj Tudo
15. Sai uma mista! (Zé da Flauta) – Zé da Flauta & Paulo Rafael

Disco 2:
1. Arreios de prata (Tito Lívio e Rodolfo Aureliano) – Tito Lívio & Alceu Valença
2. Atlantis (Lula Queiroga) – Lula Queiroga & Isaar
3. Nas terras da gente (Silvério Pessoa e Daniel Loddo) – Silvério Pessoa & La Talvera
4. Roubando a cena (Gennaro e Maciel Melo) – Maciel Melo & Josildo Sá
5. Morena cor de saudade (Dominguinhos e Xico Bizerra) – Paulinho Leite & Leda Dias
6. Maria Bonita (André Rio e Nena Queiroga) – André Rio & Nena Queiroga
7. Oferenda (Déa Trancoso) – Déa Trancoso & Rogério Delayon
8. Deusa da lua (Domínio público) – Gonzaga Leal & Marília Medalha
9. Rabeca no merengue (Maciel Salú) – Maciel Salú & Chico César
10. Meu time (Siba) – Siba & A Fuloresta
11. Toada para Biu Alexandre (Cláudio Rabeca) – Cláudio Rabeca & Biu Alexandre
12. Ponta pé (Adelson Viana e João Lyra) – Adelson Viana & Spok Frevo Orquestra
13. Bairro Novo / Casa Caiada (Fábio Trummer) – Eddie & Karina Buhr
14. Boca de ouro (Jáder Cabral de Mello) – Projeto Sal & Clayton Barros
15. Campanário (Antônio Madureira) – Antônio Madureira & Sérgio Ferraz

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SANFONA CALADA

José Romildo, Dominguinhos e Rodrigues Lima


Hoje eu deixei a sanfona chorando, Pedindo socorro, e se lamentando, Sofrendo a dor da separação.
Sentindo-se triste com o ar de saudade. Seu acorde dolente era infelicidade Profunda demais pro seu coração.
Os baixos calados não davam um pio. Seu fole inerte era um desafio, Ao estado completo de desilusão.
Sanfona calada se aquieta num canto Curta sua tristeza, derrame seu pranto, Não tire jamais seu olhar desse chão.
Sanfona calada não toca um choro, Não tocar um baião é um desaforo, E deixa mais triste o nosso Sertão.
Sanfona calada não tem outro jeito, Não esqueça seu dono, não esqueça meu peito, Não esqueça que eu fui sua grande paixão.
Rodrigues Lima São Paulo - 24/07/2013 Para Dominguinhos.


Homenagem da G2 Comunicação

Homenagem da vereadora Jéssyca Cavalcanti 


Homenagem do deputado Diogo Moraes

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O Som do Diário de hoje é puro Rock in Roll e o fera nas guitarras Paulo Roberto selecionou 10 clássicos eternos de um moviemnto musical que revolucionou gerações.

Na lista nomes como o pai do rock nacional, Raul Seixas, e bandas geniais como os Titãs e o Barão Vermelho, além do Queem comandado por Fred Mercury e o Led Zeppelin.

Confira as dez canções escolhidas por Paulo Roberto e faça sua própria lista...


Agonizando - Titãs
 

Al Capone - Raul Seixas
 

Pro Dia Nascer Feliz - Barão Vermelho
 

Bohemian Rhapsody - Queem
 

Dias de Luta - Ira!
 

Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana
 

Whole Lotta Love - Led Zeppelin
 

Eu quero ver o Oco - Raimundos
 

Radio Pirata - RPM
 

Highway to Hell - AC/DC  

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E chegou o São João, a maior festa nordestina, o momento em que todo o nordeste se ilumina para festejar, dançar forró e comer muita canjica e pamonha.

Mas não pode faltar uma boa música e o jornalista Walter Miro deixou de lado o futebol por uns minutos para escolher a sua trilha sonora da noite de São João.

No repertorio não poderia faltar o rei Luiz Gonzaga, que abre a lista de Miro com a belíssima canção “Açucena Cheirosa”, Nando Cordel vem em seguida com “É de dar água na boca”, e é mesmo, porque na sequencia tem o genial Flávio José com “Seu olhar não mente”.

Amazan e sua “Menina de 12 anos” se junta as “Pedras que cantam” do cearense Fagner para em seguida ouvirmos “Divergência” na voz da rainha Marinês, e ainda tem Genival Lacerda com “Quem dera”.

E quem dera o São João fosse só alegria, mas as vezes temos que afogar a nossa dor, e ainda entra o caruaruense Azulão coma sua potente voz.

Para encerra a relação das 10 canções indicadas por Walter Miro temos o poeta Flávio Leandro,que foi buscar inspiração na internet para compor uma das mais belas canções que conheço, “MSN”, e a banda Mastruz com Leite ensina os dez mandamentos do amor.

Luiz Gonzaga - Açucena Cheirosa
 

Nando Cordel - É de dar água na boca
Flávio José - Seu olhar não mente  
Amazan - Menina de 12 anos

Fagner - Pedras que cantam

Marinês – Divergência

Genival Lacerda - Quem dera

Azulão - Afogando a minha dor  
Flávio Leandro – MSN  
Mastruz com Leite - Os 10 Mandamentos do Amor

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Estreou no último domingo pela Rádio Vale AM o programa da Sociedade Musical Novo Século, projeto da nova diretoria da entidade, que pretende aproximar a banda musical do público, interagindo e repassando a população todas as novidades do cenário musical.

O programa, que será transmitido todos os domingos das 9 horas às 10 horas, é comandado pelo músico Davi José, e tem as participações do diretor de comunicação, Edinaldo Souza, e do presidente e diretor musical Wellington Araújo.

“O ouvinte ou sócio, fica mais satisfeito, pois há mais clareza, hoje além do sócio fazer sua contribuição, ele pode ter todo acesso às informações do Novo Século, há exemplo das prestações de conta que estão disponíveis no Blog da Banda, data de eventos, o informativo“ declarou Davi José sobre a nova fase da banda.

Novos sócios

Seja você também mais um sócio e contribua para manter os trabalhos socioculturais da instituição, basta ligar para (0**81) 3731-2614 ou visitar a sede da banda na Avenida Padre Zuzinha Nº 341, centro da cidade.

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Geraldo Maia lança novo trabalho e confirma solidez criativa da carreira iniciada há cerca de 30 anos

Em 2013, o cantor e compositor pernambucano Geraldo Maia completará 30 anos de carreira e acaba de lançar o álbum “Estrada”, em que trabalha com diferentes ritmos musicais, valendo-se, inclusive, de muita experimentação musical, parecendo recuperar o que há de melhor nas carreiras de nomes como Alceu Valença e Caetano Veloso. Esse é o nono trabalho solo (incluindo um dividido com Henrique Macedo) desse artista que começou a carreira participando do disco coletivo “Baile do Menino Deus”, trilha musical do espetáculo teatral baseado na tradição natalina dos pastoris do Nordeste. Também chamou atenção ao interpretar “Deusa da minha rua”, junto com Yamandu Costa, na trilha do filme “Lisbela e o Prisioneiro”, de 2003.

Dedicado a Maria Bethânia, “musa inspiradora”, o álbum começa com a delicada, mas com a densidade de uma oração, “De todas as graças”, em que a voz de Geraldo Maia dialoga com o violão de 7 cordas e a viola dinâmica de Vinicius Sarmento: “Ave-maria de todas as graças / Acuda no agora / que o agora é a hora / amanhã não tem paz... Se pintam agruras / me banhe, seu hálito / álibi que salve a alma / e o corpo do ventre / rogai, ai rogai!”. Ela abre espaço para a rural nordestina “Bendito fruto”, com a percussão de Jerimum de Olinda e o violão de 7 cordas e a viola dinâmica de Rodrigo Samico: “Alcance o que aspira / Ser um bem que atinja / O seu mais elevado enlevo / Revele-se o dom / A lida, a lúdica sina / de ser aura e essência”.

Uma das melhores faixas do álbum é “Vida Sã”, que tem música de Henrique Macedo e letra de Geraldo Maia, e remete aos ótimos álbuns de exílio de Caetano Veloso, nos anos 60. Basta prestar atenção, por exemplo, em alguns vibratos feitos pelo cantor aqui e pelo baiano na célebre versão de “Asa Branca”: “O sereno ponteia mais um horizonte / Lida que assume a fronteira da graça / No céu que expande o sertão da fartura / Poço pleno, fio d’água / Rega essa lida / Lava minh’alma”. Geraldo Maia também parece “caetanear o que há de bom” em “Profana e pura”, com letra de Publius. Já o clima  mais experimental reaparece em “Que doam-se os brios!”, que parece remeter a incrível “Cópias mal feitas”, de Alceu Valença.

Há “Helioiticicando”, com letra de Marco Polo e música de Geraldo Maia, gostoso samba em homenagem ao artista plástico carioca Hélio Oiticica, autor da obra inspiradora da Tropicália: “Vamos helioiticicar esta vida / Deflagrar um festival cordon bleu / Vamos soltar o bloco na avenida / Dançando num parangolé colore / Vamos abrir o portal da batucada / A vida é nada a vida não tem refil / Vamos subir e destruir a escada / Equilibrando o coração por um fio”.

Mas se a referência principal é Maria Bethânia, ela fica mais do que explícita na linda “Janeleiro”, com música de Geraldo Maia, letra de Rodrigues Lima e violões e viola dinâmica de Vinicius Sarmento: “Da janela eu vejo o sol / Que surge por trás da serra / Vem trazendo a energia / Que alimenta a terra / Da janela eu vejo a paz / Que quer sufocar a guerra”. Também vale a pena prestar atenção na avassaladora Bossa Nova, “Dom”, com os violões de Bráulio Araújo e a percussão de Jerimum de Olinda.

Igualmente doce é “Samba”, com letra de Paulo Marcondes: “Meu samba é um modo de viver / Meu samba é som / O amor é um modo de saber / Que o samba é dom”. Lindo cartão de apresentação! O ritmo retorna de modo avassalador na ótima “Viés de uma paixão”.  O álbum termina em grande estilo com a encantadora “Palavra”: “Amor que navalha o destino / Cumpre seu tino, força-motriz / Palavra essa que a mim basta / E não demanda: se diz”. Ela parece confirmar apenas uma sensação que se desenha ao longo de todo o disco – o ótimo intérprete parece aqui a serviço da poesia consistente e definitiva de um sociólogo de formação, que sabe muito bem lidar com as palavras.

Geraldo Maia conversou com a Rede Brasil Atual a respeito do novo trabalho.

Como você definiria o álbum “Estrada”, que é o nono da sua carreira, e no que ele se aproxima e se diferencia dos anteriores?

"Estrada" resume um pouco da minha porção compositor. É também uma metáfora do meu tempo de batalha e reúne composições que falam por si e cada uma a seu modo, ou seja, não há uma temática definida, é um apanhado de canções. "Estrada" se aproxima dos meus outros dois discos autorais, o Peso leve (2008) e o Lundum (2009), mas a um só tempo eu quis nesse agora deixar as canções o mais desnudas possível, busquei a todo custo privilegiar a música, a letra, a melodia, sem me preocupar muito com arranjos, floreios, recursos de tecnologia tão em voga, enfim, quis deixar que as composições falassem por si.

Você dedica o álbum a Maria Bethânia, mas é fácil perceber a influência de outros artistas como Caetano Veloso e Alceu Valença. Eles são referências importantes para você? Se sim, de que modo?

Você cita dois compositores (Alceu e Caetano) que tiveram influência decisiva no processo da minha formação artística. Devo muito do que sou a eles, cada um no seu tempo e seu modo de abrigar espaços vastos daquilo que viria a compor a minha personalidade artístico-musical. E Bethânia também entra de modo arrebatador nesse conjunto de referências. Ela continua a me inspirar até hoje, e isso é enigmático e cristalinamente assombroso.

Há também uma homenagem a Hélio Oiticica, em “Helioiticicando”, em que cita os parangolés. A Tropicália também foi uma referência importante na sua carreira?

Diria que sim. Mas não sei se a Tropicália em si, como um adensamento de ideias que convergiram para o que acabou virando esse tal movimento. Talvez em mim tenha sido algo mais esporádico, com aspectos fragmentados dessa coisa mais ideológica que os movimentos abarcam.

Sendo pernambucano, há também uma forte influência no álbum todo do samba carioca. Como esse samba entrou na sua vida e qual é a importância dos sambistas clássicos na sua carreira?

Se há um "rótulo" que me cabe é o de sambista. Adoro samba, bebadosamba, sou um sambista frustrado. Queria ter nascido e vivido ali, entre os anos 30 e 50... era de ouro do rádio.. .acho que minha voz é uma reminiscência dessa época, me sinto inteiramente fora dos padrões atuais. Sou antigo, sou atávico, sou uma rala imitação de Noel, Sílvio Caldas, Orlando Silva, as irmãs Batista, Elizete, Nelson, Cartola, Capiba, esse é o meu "mundo real"... o resto eu digiro por dever de ofício, mas não por um prazer sem máculas, entende?

No encarte, o jornalista e escritor José Teles destaca que o álbum deixa as luzes destacarem o compositor, sem que o intérprete seja ofuscado. Como você avalia essa relação entre cantor e compositor? Ou seja, você se considera mais um do que o outro ou pode ser denominado um cantautor? E essa é uma preocupação na sua carreira?

Sempre digo que me considero mais cantor que compositor, e mais intérprete que cantor. Mas busco conciliar e amainar essas forças dentro de mim, mesmo quando elas parecem assumir ares do mais intenso antagonismo (risos).

Quais serão os próximos shows para a divulgação desse novo álbum e como está sendo a recepção a ele no palco?


Os shows ainda estão por vir...o porvir (risos).

  Por Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual

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 No dia em que a Unesco anunciou na França, que o mais pernambucano de todos os ritmos agora é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade a Capital da Sulanca ganhou dois ilustres filhos que são destaques mundiais no mais alegre ritmo do mundo.

De acordo com o G1 o título é uma consagração à grande paixão popular que faz a festa de multidões desde o início do século passado.

E enquanto Pernambuco comemorava a decisão da Unesco em santa Cruz a câmara de vereadores concedia o Titulo de Cidadão ao Maestro Spok e ao Menestrel Getulio Cavalcanti. A homenagem foi oferecida pelos dez vereadores e contou com a participação da coordenação da Festa dos Filhos Ausentes que acontece anualmente dentro da programação da Festa de São Miguel.

Spok falou sobre sua paixão pela cidade, que era confundida pela paixão ao Santa Cruz Futebol Clube, relatou seu primeiro contato com um santa-cruzense, Rodrigues Lima, que abriu as portas para a participação em programas da TV Cultura e declarou seu amor a cidade.

Já o genial Getulio Cavalcanti declamou uma canção que ele compôs especialmente para a cidade, falou da paixão pelo frevo, e da importância da música pernambucana para o mundo.

Após a cerimônia a coordenação da Festa dos Filhos Ausentes ofereceu um coquetel para os homenageados e convidados.












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A cantora pop Alexiana, uma das mais belas vozes da música regional, fechou uma parceria com a Antares Distribuidora de Filmes e Cds, de Minas Gerais, que colocará seu CD à venda em nível nacional, inicialmente em 544 lojas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiro.

Alexiana firmou contrato também com a empresa StarVox Produções Artísticas que passará a agenciar seus shows e a produção de novos Cds e trabalhos artísticos.

Alexiana já iniciou seus trabalhos na capital paulista onde esteve nos últimos dias e estará voltando para cumprir sua agenda de compromissos nos próximos dias.


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O Som do Diário deste sábado é com o poeta Geraldo Maia, que lançou o álbum “Estrada” na última quarta-feira em Recife, no novo trabalho Maia gravou a canção “Janeleiro”, composição do santa-cruzense Rodrigues Lima.

Confira o Som do Diário...

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O Diário da Sulanca entrevistou o produtor cultural Betto Skin, o homem que há quase duas décadas ferve a cabeça para criar espaços alternativos para a um segmento musical que não tem muito espaço na mídia e nas políticas publicas dos órgãos que deveriam investir na cultura.

Betto falou sobre a 15ª edição do Capibaribe in Rock, evento que já se consagrou como o maior de agreste pernambucano, mas falta apoio para saltos maiores.

Confira o bate-papo com Skin:

Qual a sua expectativa para a 15ª edição do festival?

É um misto de ansiedade com a melhor possível, já que o evento sempre trouxe à cidade artistas de renome na cena alternativa nacional, e isto sempre será um incentivo para que novos músicos surjam na cidade, e consequentemente mais bandas locais.

Que balanço você faz destes 15 anos?

Como disse antes, o objetivo sempre foi trazer artistas que despertassem o interesse, principalmente nos jovens, de montarem suas próprias bandas, porém o que procuramos mostrar é que você pode fazer música com a sua cara e estilo. Hoje a cidade possui bandas nos mais variados segmentos, algumas com estilo bem próprio, cada uma com suas particularidades, mostrando a pluralidade da verdadeira cena alternativa local.

Fale um pouco das atrações. Como foi viabilizada a vinda desta banda da Áustria.

Este ano teremos o prazer de contar com o River Raid (Recife) que já tocou nos maiores festivais do Canadá, e alguns estados americanos que ficam mais ao Norte do país e também no Texas, além de terem tocado em vários festivais pelo Brasil, o Hanagorik (Surubim) tocou por aqui em 2009, e foi dos maiores incentivadores para que nós fizéssemos a primeira edição em 1998, portanto, a presença deles nesta data importante é fundamental, quanto a banda de Viena o contato aconteceu também através do Hanagorik que já os conheciam quando fizeram uma turnê europeia em 2003.

Quanto as bandas locais todas merecem destaque justamente por possuírem uma sonoridade própria, passando pelo hardcore da Calibre, o pop/rock da Resíduos, teremos duas bandas com som mais ‘’pesado’’, Down of Death e Horda, o indie rock do Le Freak e a fusão tresloucada  de rock, blues, funk, maracatu e baião da Coberta de Mulambo.

Quais as dificuldades para a realização do evento este ano?

Este ano com a retirada do apoio pela Prefeitura Municipal, apesar de o evento ser um dos que mais divulgam o nome de Santa Cruz do Capibaribe no meio cultural do Estado, tudo isto devido a ausência de um programa de políticas públicas que incentive os produtores locais, a cultura local, os artistas locais, o que considero um absurdo, pois, o município tem a  obrigação de fomentar iniciativas não só como o Capibaribe in Rock, mas outras que existem na cidade nas mais variadas formas de linguagem. Existe o orçamento pra Cultura, está no site da Câmara de Vereadores pra quem quiser ver, mas por falta de um calendário fixo de eventos, passamos por estas situações.

Como sempre o festival acontece com muita dificuldade apesar de ter um baixo custo para ser produzido, pois a entrada é franca, e não possui fins lucrativos , tivemos que contar ainda mais com ajuda de empresas locais que realmente consideram o festival importante.

Aproveito a oportunidade para agradecer as empresas que apoiam o evento, nomeando cada uma: Joggofi, Yanomami Confecções, Tenda Modas, Pontes Textil, Sport Company, Rota do Mar, Mission Satmp, Pizzaria À Nordestina, Stamprint e a CDL que este ano completa 20 anos de atividade e foi o principal fomentador desta edição.

Também gostaria de agradecer a UESCC pela parceria que é fundamental para o evento, as rádios Vale AM e Comunidade FM, A Capital Vídeo Produções, Ideal Mídia Comunicação e Entretenimento e ao blog Diário da Sulanca.

Também estaremos realizando campanha contra o uso de crack.

Agora é só esperar os shows e cair na diversão.


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