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As linguagens dos artistas populares que atuam nas feiras livres de várias cidades pernambucanas serão reconhecidas e valorizadas através do projeto Cultura nas Feiras Livres. Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do estado, é uma dessas cidades. Nesta segunda-feira, dia 21, o município recebe uma comissão de técnicos da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), através da Fundarpe, para uma espécie de visita de campo ao espaço que é considerado como uma das mais tradicionais formas de comércio varejista. Os técnicos conhecerão a feira livre para identificar as linguagens dos artistas populares que a utilizam para suas apresentações. Também verificarão no município, outros talentos artísticos que possam vir a se apresentar na feira livre.

Até agora foram visitadas as feiras livres de João Alfredo, Limoeiro, Gravatá e Carpina. “Conseguimos identificar várias linguagens e algumas, inclusive, em extinção. Em Gravatá, por exemplo, vimos em pleno funcionamento o 'homem da cobra' com sua forma artística de comercializar produtos medicinais populares”, conta Alexandre Sena, coordenador do projeto na Fundarpe.

Esse levantamento será feito em 50 feiras livres nas quatro macrorregiões do estado – Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Depois de Santa Cruz do Capibaribe serão visitadas as cidades de Petrolina, Custódia, Garanhuns e Palmares, entre outras. A proposta para lançamento do projeto, a princípio em sete feiras livres (Gravatá,João Alfredo, Limoeiro, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Carpina e Custódia), é a segunda quinzena de janeiro.

O objetivo do Cultura nas Feiras Livres é levar até o cotidiano da população que frequenta as feiras livres, ao longo de 2012, uma multiplicidade de expressões artístico-culturais pelas quais os pernambucanos expressam seus conteúdos identitários, valorizando assim não apenas os artistas populares mas os usos e costumes presentes naqueles locais onde há grande circulação de pessoas nos municípios. A ação das feiras livres nos municípios integra um conjunto de 20 metas estratégicas para a cultura de Pernambuco, recentemente pactuadas pelo secretário da pasta, Fernando Duarte, com o governador do estado, Eduardo Campos.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,


Terra em pleno desenvolvimento

Desemprego zero! É com este adjetivo que Santa Cruz do Capibaribe se desenvolve e alavanca outras economias do Pólo de Confecções de Pernambuco. Uma cidade menina ainda, que engatinha os primeiros passos do desenvolvimento de fato e de direito. Mesmo novinha, os superlativos ecoam para esta cidade que tem em sua população a veia empreendedora. A produção de vestuário é a maior de todo o estado. Com isso, Pernambuco fica com o título de segundo maior Pólo de Confecções do Brasil, graças a uma cidade pequena, mas de gente gigante que pulsa em seus corações o pujante desejo de crescer. Um desejo que insiste em não se atrelar a vontade de quem pode e deve fazer algo pela cidade, e mesmo assim não faz.

Às vezes eu paro e fico observando as habilidosas mãos que levam a Santa Cruz de agora ao crescimento. São mãos iguais as de outrora. Mãos de mulheres guerreiras que venceram barreiras e fizeram com que, outras mãos quebrassem preconceito, as mãos masculinas. Homens costureiros, mulheres habilidosas, mãos que trabalham por uma Santa Cruz do Capibaribe cada vez mais pujante.

Essas mesmas mulheres polivalentes foram as ruas, com trouxas de pano na cabeça. Forraram uma colcha de tecido no chão, nas calçadas pacatas em becos e vielas da cidade. Logo a feira formou-se, as pessoas começaram a perceber na cidade mais um viés do desenvolvimento. O que era pequeno tornou-se caudalosa. Década de 1980, o Brasil todo começou a migrar para o interior do Nordeste, no aventureiro turismo comercial, para as ruas lastradas de bancas que escoavam a produção de vestuário da região.

A terra das gameleiras, da feira de mangaio, do Rio Capibaribe hoje é a terra do Moda Center Santa Cruz, que eleva e leva o nome da cidade cada vez mais longe. A Terra do Maior Parque de Feiras da América Latina.

Por Betto Aragão - Jornalista, especialista em comunicação e Marketing pela FAVIP. Especialista em Gestão Pública pelo IFPE e especializando em Assessoria de Imprensa pela FAVIP.

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Mais uma problemática de Caruaru foi fiscalizada e discutida pelos vereadores da cidade na manhã desta terça-feira: a feira da Sulanca. A Comissão presidida pelo vereador Val (DEM) chegou ao local às 6h e pode ver de perto a situação, além de ouvir feirantes e compradores, com o objetivo de obter subsídios para a confecção de um relatório, que será entregue ao prefeito José Queiroz (PDT). Participaram ainda da visita os vereadores, Zé Ailton (PDT), o relator da Comissão, Rogério Meneses (PT) e o presidente da Casa, Lícius Cavalcanti (PCdoB).

Logo na chegada um problema gravíssimo foi identificado: a poluição sonora. O sistema sonoro da feira, que conta com uma rádio em altíssimo som, os carrinhos que comercializam CDs e principalmente as lojas, que fazem a propaganda no Parque 18 de Maio, e alcançam níveis altíssimos de volume chegando a impedir inclusive o diálogo entre feirante e clientes. Os edis tiveram dificuldade em conversar com os feirantes devido a altura do som. “Quando chegamos ao final do dia nós estamos com dor de cabeça e roucos de tanto gritar para tentar fazer com que o cliente nos ouça, ninguém aguenta mais essa situação aqui”, relatou Luiz Alves, sulanqueiro há 22 anos.

Os feirantes reclamam ainda da insegurança, do estacionamento irregular, da falta de higiene, ausência de banheiros e fiscalização do horário de início da feira, além da desorganização. “Na rua Miguel de Sena a feira começa às 20h enquanto que aqui para a gente a energia elétrica só é ligada ás 3h, ou seja, quando a gente começa, os fregueses já fizeram suas compras e estão indo embora, toda feira estamos voltando para casa com mercadoria sobrando”, esclarece Miriam José, comerciante da feira de “brasilite” há 20 anos.

O presidente da Comissão, vereador Val (DEM), justifica a ação dos vereadores. “O objetivo da nossa visita é tentar encontrar soluções para organizar essa feira. Ainda que ela saia daqui, nós não podemos esperar que isso aconteça sem fazer nada até que a nova estrutura esteja pronta, temos que reorganizá-la, independentemente de transferi-la ou não”.

O presidente da Câmara, Lícius Cavalcanti (PC do B), faz uma análise do que foi visto. “Os vereadores demonstraram uma grande preocupação com a feira de Caruaru e ao que a gente ouve aqui do povo é que o destino da feira é deixar de existir devido à duplicação da BR 104, que facilitará muito a viagem até Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, onde as estruturas são modernas e organizadas. A situação da nossa feira é gritante”, pontua.

O vereador José Ailton (PDT) acredita que os vereadores estão cumprindo o papel de ajudar ao Chefe do Executivo em encontrar uma solução para a feira. “O prefeito já tem em mente um projeto, mas é bom lembrar que da última vez que ele ouviu os feirantes, eles afirmaram que queriam ficar aqui. Essa visita é importante para que possamos ajudar a melhorar a vida dessas pessoas que trabalham aqui”.

O relator da Comissão Especial, Rogério Meneses (PT), indica quais serão os próximos passos a serem tomados pela Comissão. “Todas as reclamações foram ouvidas, no relatório final vamos apontar tudo isso. Sabemos que precisa urgentemente uniformizar os horários de início da feira e acabar com a poluição sonora. Além disso, os sulanqueiros são favoráveis a mudança e é intenção do Prefeito mudar essa feira para servir melhor a todos, mas para isso, ele precisa do apoio da população”.

A Comissão terá um prazo de 60 dias para apresentar um parecer com a situação do local. Durante esses dois meses os vereadores ainda realizarão quantas visitas forem necessárias à feira, para que coletem informações suficientes, apontando as possíveis soluções para a confecção do relatório final que será entregue ao Chefe do Executivo Municipal.

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A partir da próxima semana a feira volta a funcionar no horário normal

A Secretaria de Gestão e Serviços Públicos informa que a partir da próxima terça-feira, dia 4 de janeiro, a Feira da Sulanca retorna ao horário normal, começando às 3h da madrugada, e não mais às 18h das segundas-feiras, horário que vinha sendo cumprido em caráter excepcional, devido ao intenso período de vendas de fim de ano.

A Secretaria divulga o calendário de funcionamento da feira da Sulanca para o primeiro semestre de 2011 até maio, conforme entendimento com representantes de comerciantes e sulanqueiros. O horário de junho ainda será analisado e definido de comum acordo, ao longo do primeiro semestre do próximo ano. A ideia é conciliar a realização das feiras com o grande afluxo de turistas que vêm à Capital do Forró participar dos festejos juninos.

Calendário da Feira da Sulanca de janeiro a maio de 2011

Mês

Dia

Hora

Janeiro

04

03:00

Janeiro

11

03:00

Janeiro

18

03:00

Janeiro

25

03:00

Fevereiro

01

03:00

Fevereiro

08

03:00

Fevereiro

15

03:00

Fevereiro

22

03:00

Março

01

03:00

Março

15

03:00

Março

22

03:00

Março

01

03:00

Abril

05

03:00

Abril

12

03:00

Abril

19

03:00

Abril

26

03:00

Maio

03

03:00

Maio

10

03:00

Maio

17

03:00

Maio

24

03:00

Maio

31

03:00

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A Secretaria de Gestão de Serviços Públicos informa que na próxima terça-feira (16) a abertura da Feira da Sulanca será antecipada para as 22h da segunda-feira (15), feriado nacional da Proclamação da República. O mesmo acontecerá com todas as feiras do mês de novembro. A medida foi tomada a pedido dos sulanqueiros.

Confira os novos horários

Novo Horário da Feira da Sulanca

Feira da Sulanca do dia 16/11 - Antecipada para às 22h 15/11.

Feira da Sulanca do dia 23/11 - Antecipada para às 22h 22/11.

Feira da Sulanca do dia 30/11 - Antecipada para às 22h 29/11.

Em dezembro a Feira da Sulanca permanece nos horários tradicionais.

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A feira no dia 12 de outubro cumpre o calendário definido pela prefeitura

A Secretaria de Comunicação Social lembra aos feirantes e compradores, que a Feira da Sulanca, da próxima terça-feira, 12, será realizada normalmente, começando às três horas da manhã.

A realização da Feira da Sulanca no dia 12 de outubro, feriado nacional em homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, foi determinada há cerca de dois meses pela Prefeitura de Caruaru e entidades de classe. As datas de todas as feiras, que serão seguidas rigorosamente, foram definidas até o fim de 2010 e constam de um calendário distribuído a todos os que comercializam na Feira.

O comercio também funcionará normalmente neste dia.

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