Mostrando postagens com marcador Chuvas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chuvas. Mostrar todas as postagens

Toda a imprensa pernambucana deveria estar batendo na mesma tecla desde 2011. Sem parar, sem trégua. Porque daqui, do bem bom, é muito difícil ter a mais vaga ideia do tamanho do pesadelo enfrentado por milhares de famílias do Sertão e do Agreste, que há mais de dois anos despediram-se do verde e da esperança de atravessar esta seca com alguma dignidade – ao menos dispondo do mínimo. 

Se textos e imagens sobre o assunto são vistos uma vez na vida, outra na morte, quem vive perto do mar enxerga o flagelo com a mesma indiferença com que assiste à miséria engolir populações no Norte da África.

Também neste caso, funcionaria o provérbio "água mole em pedra dura ...", porque os governos, federal e estadual, entenderiam que apesar dos investimentos em obras hídricas e abertura de linhas de crédito a juros amenos, para quem perdeu tudo, o desespero só aumenta. Ainda é muito pouco. E o insistente discurso político de que ao menos desta vez não está havendo saques (em tese, como resultado da briga pela sobrevivência), não ajuda nem modifica nada. 

Houvesse persistência por parte dos meios de comunicação, o povo que mora perto do mar teria bem mais estímulo para se unir numa cruzada contra o sofrimento de saber urubus rondando leitos de rios vazios, lavouras e cercados, onde antes havia trabalho – e assim, dignidade. 

Paro agora para avaliar uma notícia recém-chegada: o Festival Nacional de Jericos de Panelas (Agreste), que deveria acontecer no 1º de maio, pela primeira vez em quarenta anos, foi cancelado. 

A cidade entrou em completo colapso, sem abastecimento de água há mais de dois meses e sem a prometida transposição emergencial da Barragem Patameiro, anunciada pela Compesa. 

Só falta alguém sugerir que quem quiser matar a sede, que beba as próprias lágrimas. 

Por Luce Pereira

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

Foto: Pedro Felipe

Chuva lavou as pedras históricas da Rua Grande
Apesar de ter sido uma das poucas do ano a chuva, que caiu na Capital da Sulanca durante essa noite, foi a maior do ano e elevou os índices pluviométricos do município.

De acordo com o Gestor de Meio Ambiente, Pablo Ricardo, os índices marcaram 51,3 mm na sede do município, o que corresponde a 60% do que deveria chover em um mês. Já com relação a Poço Fundo foram registrados 24 mm, 50% do que é normal chover em um mês.

As chuvas trouxeram uma esperança para o município e a região, que vem sendo castigada pela seca que assusta o nordeste.

Confira a evolução dos índices pluviométricos ao logo dos últimos meses na sede do município:

Janeiro - 7,2 mm
Fevereiro - 3,2 mm
Março - 17,8 mm
Abril - 51,3 mm

Parcial até às 7h da manhã de 20 de abril - 79,5 mm

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

Membros da Associação dos Contabilistas de Santa Cruz do Capibaribe (ASCONT) participará no último sábado (21) de uma ação solidaria na cidade de Palmares, quando foram distribuídas cestas básicas, água mineral e calçados as vitimas das enchentes que assolaram inúmeras cidades do estado.

As doações foram distribuídas no Centro de Mulheres Negras de Palmares - CMNP. De acordo com o contabilista Fábio Aragão, secretário executivo da ASCONT, a situação é bem mais grave do que aquela que é mostrada pela TV e pelos jornais.

O Centro de Mulheres Negras fica na localidade chamada Pedreiras, e segundo a Presidente da CMNP a situação da população desta localidade já era difícil, depois das enchentes a crise se agravou e tornou-se uma verdadeira cracolândia.

Luciano Bezerra, presidente da ASCONT falou que outras entidades devem se mobilizar para ajudar essas pessoas.

“É comovente ver essas pessoas sem nenhuma perspectiva e desesperadas por uma garrafa de água, um quilo de alimento ou coisa parecida" afirmou.

Quem quiser doar alimentos, agasalhos e água mineral poderão entrar em contato com a ASCONT através do telefone (81) 3731-0220.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,


A Rua Paraná se transformou em uma enorme represa de água após as chuvas desta tarde. Em um trecho onde um riacho passa pela rua construções irregulares, lixos e matérias depositados pela prefeitura para a construção de uma passagem molhada serviram como barreira, represando a água nas casas mais baixas da localidade.

Vários moradores relataram prejuízos provocados pela invasão da água nas suas residências. Em um imóvel vazio a água chegou a quase meio metro. Moradores agora aguardam uma ação emergencial do governo municipal.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,


O nosso amigo e leitor Emmanuel Rodrigues, enviou as duas imagens para mostrar a situação da Avenida Padre Zuzinha (Rua Grande) após as chuvas da tarde desta terça-feira. As imagens foram feiras em frente à prefeitura.

E você? Registrou alguma imagem da sua rua? Nos envie e deixe seu recado.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

Moto quase some no meio da água


Varias ruas e avenidas da capital da Sulanca ficaram totalmente alagadas com as chuvas que caíram na tarde desta terça-feira (17). Na Avenida Cesário Aragão, próximo ao cemitério velho, uma verdadeira lagoa se formou, prejudicando motociclitas e motoristas que se arriscavam a passar pelo local. Já na Rua Maria Francisca neves, no Bela Vista, uma motocicleta praticamente ficou encoberta pelo volume de água que se acumulou devido ao mal serviço de drenagem do bairro.

O canal que corta os bairros Cruz Alta, Santa Teresa, Rio Verde e São Cristovão transbordou e invadiu dezenas de residências. Na Rua Paraná o que seria o inicio das obras de uma passagem molhada se transformou em uma imensa represa de água. Saneamentos estourados, ruas interditadas há dias e obras inacabadas ajudaram a compor o cenário de caos após poucos minutos de chuva forte.

A semana será dura para que os governos municipais, junto com a secretaria de infraestrutura, tentem amenizar a vida do cidadão que é obrigado a conviver com esse caos instalado.

Rua Maria Francisca Ramos submersa

Avenida Maria Lira e sua eterna lagoa

Lixo acumulado no canal do Rio Verde

Água transbordou e invadiu residências

Ruas se transformaram em rios

Cesário Aragão ficou inundada

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

As chuvas que têm caído no estado de Pernambuco nos últimos dias são motivo de preocupação para todos os municípios. Em Santa Cruz do Capiabaribe, a situação é considerada estável. De acordo com o diretor de Recursos Hídricos do município, Luis Carlos Bezerra, o volume de águas veriicado nos últimos dias é maior do que o registrado nos anos anteriores. Porém, não há motivo para pânico, pois os riscos de acontecer inundações são mínimos.

A barragem de São Paulo de Sinézio, motivo de maior preocupação no momento, está sendo monitorada constantemente. A cada meia hora, um morador das proximidades informa às equipes da Defesa Civil as condições da barragem. Caso haja um aumento considerável no volume de água, já existe um esquema montado para garantir a segurança dos moradores das regiões ribeirinhas do município.

O prefeito Antônio Figuerôa (Foto) informou que, embora a situação esteja sob controle, já determinou a todos os secretários estado de alerta. A Secretaria de Ação Social já preparou a escola Ivone Gonçalves e o CCI para abrigar os moradores em caso de necessidade de evacuação das áreas atingidas.

O problema da barragem de São Paulo de Sinésio é antigo. A construção, localizada no município de Taquaritinga do Norte, encontra-se com sua parede de proteção danificada há 12 anos, causando apreensão todos os anos. Muitos pedidos de reconstrução já foram enviados, tanto à Prefeitura de Taquaritinga quanto ao Governo do Estado.

O prefeito Antônio Figuerôa solicitou na manhã de hoje ao deputado Diogo Moraes a intermediação junto à Secretaria de Recursos Hídricos para a acelaração das obras de reconstrução, assim como a construção da Barragem Pedra da Liga em Santa Cruz do Capibaribe.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

Entre às 6h, desta quarta (04), e a madrugada de quinta-feira (05), choveu em Belo Jardim 16,9 mm. A informação é da Compesa local, que é quem passa as informações para a Agência Pernambucana de Água e Vida, a Apac.

De acordo com a Companhia, os níveis das Barragens do Ipojuca e Bitury continuam a aumentar. O Reservatório do Ipojuca já marca 25cm de lâmina de água acima do vertedouro e a Barragem do Bitury está com 84% da sua capacidade, ou seja, ainda não ‘sangrou’. De ontem para hoje, ambas aumentaram de volume em cerca de 10cm.

Devido à ultrapassagem da capacidade total da Barragem do Ipojuca, que é de 30 milhões 742 mil e 839 m³, a Defesa Civil do município e a Compesa a monitoram três vezes por dia. Apesar do índice pluviométrico de Belo Jardim não está suficientemente alto, o nível do reservatório tem aumentado, desde o último sábado (30), por conta da precipitação que cai nas cidades atravessadas pelo Rio Ipojuca, que deságuam na barragem.

Por enquanto, a cidade de Belo Jardim está sem grandes alagamentos, pois o Rio Bitury, que atravessa o coração da cidade, ainda não transbordou. Para evitar que isso aconteça, a Prefeitura Municipal está abrindo valas para desviar o curso das águas e desobstruindo os canais nos bairros da Lagoa, Pontilhão e Parque do Bambu.

Segundo o Coordenador da Defesa Civil do município, Antônio Carlos Julião, por enquanto, não há motivo para remoção das famílias que estão em áreas ribeirinhas.

Saiba mais - Acompanhe abaixo uma breve explicação dos mananciais de Belo Jardim e a importância deles para inúmeros municípios do estado.

Ipojuca- A Barragem Pedro Moura Júnior é um reservatório de contenção. Ela recebe água da nascente do Rio Ipojuca, que nasce no sertão do Estado, e possui 47 km de extensão. Ao todo, a Bacia do Ipojuca passa por 25 municípios. As águas contidas em Belo Jardim vêm das cidades de Arcoverde, Porção, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó e São Bento do Una. Ao todo, sua capacidade é de 30 milhões 742 mil e 839. A cheia do Rio Ipojuca não afeta a área urbana de Belo Jardim, pois a cidade fica cerca de 10km de distância das margens da Barragem.

Bitury – O Rio Bitury recebe água do Riacho do Gavião, que fica entre Sanharó e Belo Jardim, e possui cerca e 64km de extensão. Esse afluente corta a cidade em várias pontos, por isso é o maior responsável pelas enchentes dos últimos anos no município de Belo Jardim. Entretanto, com as chuvas dos últimos dias, ele ainda não transbordou, por isso não há grandes pontos de alagamento da cidade.

Encontro do Ipojuca e Bitury – A grande preocupação de cidades como São Caetano, Caruaru, Bezerros, entre outras, é a junção das águas do Rio Ipojuca e Bitury que acontece logo depois do deságue da Barragem do Ipojuca, na Vila Raiz, zona rural de Belo Jardim. O acúmulo de água dos dois rios faz aumenta a vazão e o risco de enchentes nas cidades citadas.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

Foto: Miguel Ângelo/divulgação

Presente à reunião realizada ontem entre a bancada de Pernambuco e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o senador Armando Monteiro (PTB) diz estar confiante de que o Governo Federal incluirá no PAC 2 a construção do sistema de barragens em Pernambuco, para evitar os danos causados pelas chuvas. Na entrevista abaixo, o senador destaca a união de toda a bancada em torno da iniciativa e destaca que o governo Eduardo Campos tem atuado na implementação de projetos de combate aos efeitos das chuva.

O senador também reforça o compromisso assumido em campanha de que destinará 30% das emendas orçamentárias individuais para que o Recife e os municípios da Região Metropolitana apliquem em obras de prevenção, como dragagem de canais e construção de muros de arrimo.

Leia entrevista abaixo:

Reunião com o ministro Gilberto Carvalho

Armando Monteiro: “Estivemos juntos com toda a bancada de Pernambuco e, deve-se registrar, com a participação de todos os parlamentares, de todos os partidos, da oposição, do governo, ou seja, uma mobilização de toda a bancada. Estivemos ontem às cinco horas da tarde com o ministro Gilberto Carvalho, entregando a ele um documento da bancada que solicitava basicamente a inclusão no PAC 2 das obras do sistema de barragens, que é o que poderá assegurar, sobretudo nas áreas mais críticas da Mata Sul, um sistema de prevenção que evite a reprodução a cada ano dos danos que têm sido constatados nas enchentes. O ministro Gilberto Carvalho ficou de ontem mesmo levar este documento da bancada ao Palácio da Alvorada, à presidente Dilma, que está convalescendo de um problema de saúde.

Este sistema é um complexo de cinco barragens, que envolve um investimento expressivo, de mais de R$ 650 milhões, mas é a única forma de garantir um sistema adequado de prevenção para o futuro. Nós temos aí um complexo da barragem de Igarapeba, de Gatos, a barragem de Serra Azul, que é a maior delas. E no caso de Serra Azul, é uma barragem do Rio Una que vai evitar, sobretudo naquela área mais crítica de Palmares, Água Preta e Barreiros, que esses municípios não sejam atingidos de forma tão drástica como tem ocorrido nos últimos anos.

É importante que se diga que a bancada está sintonizada com o Governo do Estado. Os projetos executivos de algumas destas barragens já estão prontos. Em algumas o governo já desapropriou inclusive as áreas destinadas à construção do sistema. Portanto, nós temos que agora realmente contar com recursos do Governo Federal para agilizarmos o início destas obras”.

Os recursos virão?

Armando Monteiro: “Acho que sim porque há uma compreensão do quadro. Ainda ontem, o ministro Gilberto Carvalho lembrava que quando tivemos esta ocorrência no ano passado, ele acompanhou o presidente Lula na visita que foi feita a esta região atingida. O governo sabe que realmente esta é uma área crítica e que exige esta atenção do Governo Federal. Eu quero lembrar que estes recursos não precisarão ser liberados de uma única vez. Eles terão de ser liberados ao longo do cronograma de execução destas obras. Então eu acho perfeitamente possível. Mesmo com as limitações que estão sendo observadas na execução do Orçamento Federal, com essas medidas de corte que foram anunciadas, nós sabemos que as obras do PAC estão poupadas em grande medida destes cortes. O que nós queremos é incluir estas obras no PAC 2. Eu sou otimista e tenho certeza de que com esta ação de mobilização da bancada de Pernambuco, com a força do governo do Estado, nós haveremos de garantir estes recursos que são fundamentais”.

Emendas destinadas à prevenção dos efeitos da chuva

Armando Monteiro: “O que eu prometi e vou honrar é destinar 30% do valor das nossas emendas anuais a obras relacionadas com contenção de encostas, muros de arrimo e outras ações de prevenção, sobretudo localizadas na cidade do Recife e na área metropolitana. Este compromisso está de pé e nós estaremos já este ano destinando 30% das nossas emendas para este fim”.

Atuação para que os recursos cheguem a Pernambuco

Armando Monteiro: “Eu tenho certeza de que neste momento a população atingida deve ficar realmente apreensiva e alguns até descrentes de ações que resultem na solução definitiva do problema ou pelo menos na redução do risco de tragédias como estas que vem ocorrendo. Eu posso dizer que neste momento Pernambuco está unido, a bancada está solidária e o governo do Estado tem feito tudo o que está ao seu alcance. Os pernambucanos sabem por exemplo que lá em Palmares, em outras áreas, aquilo que dependia do governo do Estado foi feito. O hospital novo de Palmares, nós já temos um grande número de casas que estão em execução em áreas isentas de risco, adequadas para que se possa mudar a população, ou parte dela. Então este esforço do governo do Estado, a presença do governo, a assistência permanente que tem sido prestada, há de ser reconhecida e foi reconhecida pelos pernambucanos. Agora é preciso que o Governo Federal entre com a sua parte. E não há dúvida nenhuma que o Governo Federal tem de garantir os recursos para este sistema de barragens e eu tenho certeza que vamos obter isto com toda a bancada de Pernambuco unida neste objetivo”.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

Após três dias de chuvas o vai e vem de moradores da Rua Paraná ficou impossibilitado devido a uma imensa lagoa de água que se formou em um dos trechos mais baixos da rua.

Os moradores da localidade já procuraram o prefeito e o secretário de infra-estrutura várias vezes para solucionar o problema, que no período seco se torna um esgoto a céu aberto, e nas épocas de chuva uma lagoa, mas até agora nada foi feito.

A imagem que ilustra esse post foi feita por uma moradora da rua, que já não agüenta mais a falta de condições para a locomoção dos moradores.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,