Caro Emanoel

Desde que o matadouro publica municipal foi transferido do prédio onde hoje funciona a “oficina/garagem” da prefeitura na Avenida Bela Vista PE 160 para o galpão de tinturaria no sitio Barrinha as margens do Rio Capibaribe, comprado na época pelo ex-prefeito Ernando Silvestre, imóvel este de sua propriedade (o mesmo vendeu, o mesmo comprou), que os resíduos sólidos e líquidos do matadouro (carcaça, chifres, sebo, rúmen, sangue e água contaminada) eram jogados na margem e leito do rio.

Após ser informado do problema sobretudo depois de denúncias veiculadas nos blogs, rádios e no Jornal Nacional e Regional, o prefeito Antônio Figueroa tomou medidas urgentes para resolver o crime ambiental que se arrastava a mais de uma década, colocando as medidas em prática, os resíduos não são mais jogados no rio, que encontra-se hoje livre desta poluição, conforme fotos encaminhadas, a saber:  

- Os resíduos sólidos (carcaças e chifres) são recolhidos no Matadouro, por uma empresa do ramo;

- A gordura animal (sebo) é repassada para uma fabrica de sabão local;

- Já os resíduos líquidos (sangue e água poluída) resultante da lavagem dos animais após o abate são captados para tanques e tambores de plásticos, por meio de equipamento especial e transportado para o Recife, de acordo com os padrões estabelecidos pela Vigilância Sanitária e pelo CPRH;  

- Quanto ao resíduo sólido denominado de rúmen (resto de comidas que ficam no intestino do animal) recebem um tratamento especial e junto com o esterco animal, são transformados em extreme;

- A higienização diária do matadouro é feita através de processo bacteriológico de alta tecnologia, afastando todo tipo de contaminação do ambiente da matança dos animais abatidos, os quais totalizam em media 1.200 bovinos, 120 caprinos e 90 suínos por mês. Sendo utilizados 50 mil litros de água por dia neste processo, estando em fase de desenvolvido, um projeto de tratamento e reaproveitamento de metade desta água, para ser devolvida ao rio livres de bactérias, diminuindo os custos do transporte dos resíduos liquido até o Recife e beneficiando o rio Capibaribe.

Por tanto o matadouro municipal encontra-se em perfeitas condições no tratamento e no destino de seus resíduos. Vale salientar que dos 168 municípios pernambucanos, apenas 12 estão totalmente de acordo com as exigências dos órgãos de fiscalização ambientais. Santa Cruz do Capibaribe é um deles.

Quanto ao processo de degradação do Rio Capibaribe em seus 240 km. Do Município de Poção (nascente) ao Recife (término), é resultado do crescimento populacional e econômico desordenado das cidades banhadas pelo mesmo, em razão da ausência de políticas públicas ambientais e urbanísticas sustentáveis, por parte dos três esferas de governo, bem como da falta de consciência e praticas incorretas e às vezes criminosa por parte da população e iniciativa privada (empresas).Ressaltando que o problema só será resolvido quando cada um destes responsáveis na resolutividade  deste crime contra a natureza,  cumprir a sua parte.

Sugerimos aos jornalistas e comunicadores responsáveis pelos meios de comunicação do município e da região que trabalhem as informações de forma unilateral, pilastra indispensável na construção permanente da liberdade de imprensa ampla e irrestrita. Quanto aos demais pares da administração municipal, aconselho melhoras no trato da publicidade e da transparência para com as coisas pública em tempo real. Para que não se faço estragos indevidamente muitas vezes irreparáveis através dos meios de comunicação, sobre tudo os onlines.

Abraço Fraternal
Carlos Lisboa          
Para ver mais fotos do Rio Capibaribe, acessar o link abaixo

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , , ,

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